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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Há quase 18 mil trabalhadores ...





...com salários em atraso





O número de trabalhadores com salários em atraso em Portugal cresceu 148,6% até à semana passada, aumentando de 7.166 para 17.813, com uma dívida total superior a 6 milhões de euros, foi hoje divulgado aos parceiros sociais.

De acordo com um documento informativo distribuído pelo Governo na concertação social, em 15 de novembro as dívidas salariais registadas a trabalhadores eram de 6.241.050 euros, mais 93,5% que em dezembro de 2011, data em que o total em divida era de 3.224.838 euros.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/ha-quase-18-mil-trabalhadores-com-salarios-em-atraso=f768439#ixzz2DLyrlt1P

Infelizmente este é um panorama que já não é de hoje mas que, com o estado actual da nossa economia, está a agraver-se de dia para dia.

E o mais grave é que esta situação, mais cedo ou mais tarde, transforma-se na antecâmara do desemprego através da falência e encerramento das empresas.

Compare-se o desespero destas famílias com o desafogo dos «fidalgos» das transportadoras públicas, dos portos e tantos mais que, com os salários chorudos em dia, ainda têm a ousadia de fazer greves por tudo e por nada!

Que comentários é que isto nos merece? É certo que a situação de muitas empresas se agravou com a crise, deixando vir ao de cima defeitos estruturais que estavam disfarçados em tempo de vacas gordas. E de quem é a culpa?

Uma velha máxima da gestão, já aqui referida, diz que:

«Quando os subordinados falham a culpa é dos chefes!»

E ponto final.

Com efeito, quando aderimos à União Europeia, esta forneceu-nos, generosamente, milhões e milhões no sentido de melhorarmos a nossa economia, modernizarmos os nossos sistemas produtivos, desenvolvermos a nossa produtividade, incrementarmos as nossas competências através de Formação Profissional.

O que foi feito desse dinheiro? Espatifámo-lo alegremente em automóveis de luxo, casas de encher o olho, iates, piscinas, comezainas e viagens a destinos exóticos em vez de o utilizarmos onde o deveríamos ter feito.

O sistema produtivo ficou na mesma, baseado em mão-de-obra não qualificada e meio analfabeta. Os patrões, convencidos da sua sabedoria e esperteza (saloias), não contrataram técnicos competentes, não adquiriram equipamentos mais produtivos, e, sobretudo, não fizeram o menor esforço para se prepararem ELES PRÓPRIOS para os desafios do futuro frequentando cursos que lhes eram especificamente destinados.
E os subordinados, em vez de procurarem aprender os segredos da arte ou aprenderem algo de novo que lhes fosse útil, preferiram entreter-se nos cafés e nas tabernas, discutir os resultados da bola ou as peripécias das telenovelas ou dos reality-shows da televisão.


E ficaram sem defesa. Porque sem competências adquiridas e reconhecidas, encontrar um novo emprego raia os limites do impossível. Para quem não está preparado!
 
 
Querem um conselho? É simples de seguir.
 
Arregacem as mangas, procurem TRABALHO, usem a vossa imaginação para produzir produtos e serviços de que as pessoas (ou as empresas) tenham necessidade. E não fiquem à espera que o subsídio de desemprego termineNem que a desgraça vos bata à porta. Um indivíduo empregado tem muitas mais hipóteses de arranjar outro emprego alternativo do que um outro que está desempregado.
 
Na luta por um trabalho, tal como no futebol...
 
 
... o ataque é a melhor defesa!
 
 
Pensem nisso. E leiam o próximo blogue. Fiquem bem! Até amanhã!

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P.S. Acabou há pouco a entrevista de Judite de Sousa e José Alberto Carvalho ao Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho (PPC).

Mau grado o excelente trabalho dos entrevistadores, a entrevista foi uma desilusão com uma gritante falta de personalidade e de assertividade de PPC que passou toda a sessão a fugir às questões como uma enguia e a fazer passar o tempo com frases feitas e apartes escusados a mostrar o pior da nossa personalidade política.

Numa época em que se exige uma postura firme, doa a quem doer, assistiu-se a uma lengalenga frouxa e insegura de alguém que tenta agradar a gregos e troianos fugindo a questões incómodas e incapaz de dar um murro na mesa quando é preciso.

Se a imagem pública de PPC já não era boa, depois desta intervenção ficou decididamente degradada.

Lamentável.


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P.P.S.
ATENÇÃO!

A Quinta de Lubazim está receptiva a contactos de entidades que desejem representar e distribuir os seus vinhos quer no país, quer no estrangeiro!

www.quintadelubazim.com
quintadelubazim@sapo.pt
skype name: quintadelubazim
Tel. e Fax: +351 278 516 830
Tlm: +351 938 401 492

Largo do Rossio, 25
5360-323 Vila Flor

PORTUGAL

 
Cuidados de geriatria por enfermeiro(a) diplomado(a)
pela Universidade Católica
(http://www.facebook.com/#!/bem.care.5) 
bem-me-care@hotmail.com
Tlm: 912 487 476





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P.P.S. A todos os Portugueses espalhados por esse mundo fora
 que desejam notícias da Terra-Mãe, recomendo a leitura do blogue


"Novidades de Henrique de Almeida Cayolla"





sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Andaram a jogar na Bolsa...

... com as nossas reformas

(cartoon JN de 07/11/2012)

O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), onde está colocado o dinheiro para pagar as pensões no futuro, perdeu, no ano passado, mais de 1,5 mil milhões de euros na Bolsa. Com um valor de 8,8 mil milhões de euros, uma redução de quase 8% face a 2010, o FEFSS tinha verbas para pagar reformas apenas durante oito meses e meio.

(Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/seguranca-social-perde-15-mil-milhoes-na-bolsa)
 
Quando vi esta notícia nos jornais fiquei quase em estado de choque. Andarem a jogar na Bolsa o nosso dinheiro? E a perdê-lo?


Senhor Ministro do Trabalho e Solidariedade, o senhor fica impávido e sereno com mais esta brincadeira dos seus rapazes? Mas afinal por onde anda o dinheiro que andou a ser descontado durante todas estas dezenas de anos?

Eu digo-lhe Senhor Ministro:

FOI MAL GASTO!


Em subsídios a qualquer bicho-careta, em subsídios de desemprego a quem não quer trabalhar, em subsídios de inserção social, em subsídios a estrangeiros. E em luxos, tachos e gamelas para os muitos que pululam na Segurança Social e no IEFP e que não estão a fazer nada de útil.

O NOSSO DINHEIRO foi mal gasto, nas nossas costas, ABUSIVAMENTE, e não há quem nos preste contas?

E o senhor não faz nada? Não mete os culpados atrás das grades? Não põe os inúteis no olho da rua? Nunca ouviu falar em processos disciplinares?

Pois, venha dizer-me que a Lei não permite. Mas quem é que faz as leis? Quem tem a maioria absoluta? E o que andam a fazer com ela?

O senhor sabe o que vai acontecer quando o proletariado descobrir que já não tem as reformas para que andou a descontar a vida inteira?

É que aí não é a desgraçada da classe média que vos vai pedir pedir contas. A si e aos políticos de meia-tijela que infestam a Assembleia da República e as Autarquias.

São uns MILHÕES de Marias da Fonte que vão sair à rua e que vos vão acuar(*) a todos e não há Corpo de Intervenção, Comandos ou Paraquedistas que vos acudam. Porque provavelmente todos eles também estão ou têm familiares que estão na mesma situação e a FOME é muito má conselheira, Senhor Ministro.

Por isso, façam alguma coisa enquanto é tempo! Acabem com as vossas mordomias, as PPP, os privilégios, as sanguessugas que infestam o aparelho de Estado e que lá foram colocadas por vós e pelos que vos precederam.

Acabem com as despesas faraónicas em obras que para nada servem, cortem a direito onde têm que cortar, peçam contas a quem têm que as pedir e

SEJAM HOMENS!


Não pensem só nas vossas barrigas porque, quando forem forçados a agir como deve ser, já será tarde demais... para vós!

Pensem bem nisso! Até amanhã!


P.S. (*) acuar: v.t. Perseguir a caça com os cães até que ela se refugie na mata ou no covil.


P.P.S.: Só para recordar...


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Não é preciso dizer nada, pois não?

Já sei que V. partilhou e difundiu este blogue.

Obrigado em nome de todos nós!


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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Ensino profissional: será desta vez que...

...voltam as Escolas Comerciais e Industriais?




Nuno Crato assina acordo em Berlim para reforçar ensino profissional

O ministro da Educação, Nuno Crato, garante que tem o "maior interesse" em reforçar e desenvolver o ensino profissional em Portugal com vista a reduzir o desfasamento entre a formação escolar e as necessidades do mercado de trabalho.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/nuno-crato-assina-acordo-em-berlim-para-reforcar-ensino-profissional=f764357#ixzz2BNeoY8Ix
(foto: antiga Escola Industrial Infante D. Henrique - Porto)

Uma das (muitas) barbaridades cometidas na febre revolucionária pós 25 de Abril foi a extinção das Escolas Comerciais e Industriais onde era dada a oportunidade de formação a todos quantos não conseguiam aprovação no Exame de Admissão aos Liceus.

Recorde-se, em benefício dos mais novos, que o programa dos liceus era incomparavelmente mais exigente e abrangente do que o ministrado nas actuais EB2.3 que são uma anedota em comparação. Tanto que com o 5º ano (9º ano actual) os alunos já se podiam candidatar aos cursos dos Institutos e tirar uma formatura em 4 anos.

Tratava-se de um ensino paralelo em que os alunos poderiam prosseguir os estudos através dos Institutos Industriais e Comerciais se tivessem vocação para ir mais além e até podendo no final ter acesso às Universidades se o seu percurso escolar a isso aconselhasse.

Caso contrário, a partir dos 15 anos já tinham uma profissão certificada!

Mas tudo isso acabou nas fantasias pós-revolucionárias de Abril. Criaram-se muitas coisas boas mas deitaram fora o bébé junto com a água do banho. Porque antes de Abril havia também coisas boas. Mas não soubemos separar o trigo do joio. E agora, finalmente, após quase quarenta anos, estamos a tentar corrigir os erros que cometemos... na nossa bebedeira de liberdade.

Quais as vantagens destes cursos paralelos? Bem, por muita vontade que as famílias e as pessoas possam ter, a verdade é que nem todos têm um Q.I. que lhes permita alcançar uma licenciatura. E muitos jovens também não têm grande apetência pela vida intelectual preferindo, desde muito novos, enveredar por uma carreira mais profissional e, para eles, mais motivadora e gratificante. Que mesmo assim, se mais tarde o desejarem, lhes permite atingir altos voos.

Não me parece sensato, em nome de uma escolaridade mínima obrigatória (mas nem sempre adequada), obrigá-los a estudarem sem qualquer entusiasmo matérias que não lhes dizem nada e que não irão utilizar na vida futura. E que eles não irão assimilar porque a passagem de ano é automática.

Assim sendo, parece-me muito mais lógico e adequado encaminhá-los desde o 5º ano para um rumo que lhes seja mais atraente, libertando-os de esforços inúteis e fazendo avaliações periódicas da respectiva aprendizagem.

Certo é que essa lacuna tem sido parcialmente preenchida pelos Centros Protocolares de Formação Profissional (CENFIM, MODATEX, CICCOPN, CEQUAL, CECOA, CFPIMM, etc). Mas essa solução não invalida o mau aproveitamento que tem sido feito das potencialidades desses jovens que, à falta de estímulo, acabam (quantos deles?) por mergulhar em actividades marginais que os conduzem a submundos que não deveriam existir.

Ainda iremos a tempo? Se houver boa-vontade e lucidez... porque não?

Mas antes tarde do que nunca. E este pode ser um primeiro passo na direcção certa.

Pensem nisso. Até amanhã!


P.S. Brindemos ao futuro. Que seja melhor que o passado recente...


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Já sabe o que lhe vou dizer, não sabe?


Até amanhã!


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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Universidades... para quê?

 

Para exportar talentos?

Orçamento 3013: Cortes deixarão universidades "abaixo da linha de água"
O corte adicional da ordem dos 10% na dotação para as universidades, deverá deixar as instituições numa situação difícil. Reitor da Universidade de Coimbra espera "bom senso."

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/cortes-deixarao-universidades-abaixo-da-linha-de-agua=f764356#ixzz2BLgXsNks

Há cerca de dois meses atrás, teci comentários bastante críticos sobre o tratamento que está a ser dado ao Ensino Superior no nosso país (Enjeitar o ouro, acolher o lixo).

As famílias portuguesas, na ânsia de criarem melhores condições de vida para os seus rebentos, têm vindo a fazer esforços inauditos para lhes darem uma formação superior, contribuindo para uma melhor preparação dos jovens que um dia iriam ser a nata intelectual da nossa sociedade.

É através deles que se iria formar uma classe média-alta, competente e sabedora, habilitada a criar riqueza e a gerir as nossas organizações no sentido do desenvolvimento e do progresso do País.

Mas afinal a que estamos a assistir?

Para além da enorme dificuldade de colocação dos jovens recém-formados, a sujeitarem-se a trabalhos inferiores e a receberem vencimentos de miséria (há engenheiros a receber o salário mínimo e contratados a recibo verde), vem agora o nosso (des)governo aumentar as dificuldades na obtenção dos cursos que tanta falta fazem ao nosso desenvolvimento reduzindo ainda mais a dotação das Universidades públicas e Institutos Politécnicos.

Se actualmente um dos recursos que os jovens têm é a emigração (e quantos estudantes Erasmus têm ficado nos países para onde vão estagiar!), é bom que se tenha consciência de que estamos a exportar os nossos maiores talentos, malbaratando os sacrifícios das famílias e dotando países terceiros de técnicos e cientistas altamente classificados em cuja formação esses países não dispenderam um cêntimo que fosse.

Repare-se que os estudantes que conseguem entrar para o ensino superior público são aqueles que obtiveram as melhores notas no secundário, são portanto aquilo que de melhor o País criou.

Sabe-se que o Estado está sedento de recursos, que deita a mão a tudo o que pode... sobretudo na classe média!

  • Porque no proletariado quase não toca... porque é daí que vem a grande percentagem dos votos.
  • E no grande capital também não, porque é ele que alimenta a corrupção.
  • E nas «gorduras» de que tanto se fala também não convém porque são o ganha-pão dos inúmeros «boys» e «compadres» que vivem à nossa custa e o refúgio de muita gente quando abandona os cargos oficiais.
E assim, alegremente, se vai hipotecando Portugal, delapidando o futuro, e entregando ao estrangeiro o esforço e o investimento das famílias Portuguesas. Não bastavam os impostos que temos que pagar aqui, ainda vamos subsidiar a economia de quem é mais abastado do que nós!

Claro que eles recebem os nossos jovens de braços abertos. Pudera, não!

Se, no entanto, pretenderem realizar poupanças no Ensino Superior, três sugestões no sentido de desencorajar os maus alunos de se «distraírem» das suas obrigações escolares e conduzi-los a concentrarem-se nos seus estudos poupando despesas às famílias e ao País: 
1. Reintrodução das prescrições: Cada aluno não pode ter mais de três reprovações em cada disciplina (quatro se a terceira fôr na época de Julho).
2. Introdução de propinas progressivas: Aluno que transite ou não de ano e que tenha de se inscrever novamente numa disciplina pagará mais uma percentagem significativa do respectivo valor.
3. Irradiação da respectiva Escola caso não apresentem aproveitamento, pelo menos em 50% das disciplinas em que estiverem inscritos em cada ano

Por outro lado, eu sei (como muita gente também sabe embora não haja provas) que nos fornecimentos ao Ensino Superior público se fizeram (e fazem) muitas negociatas à custa dos contribuintes... como em todos os outros sectores do Estado. E isso pode significar uma elevada fatia das despesas das Escolas e, consequentemente, no orçamento do Ministério.

Mas aí a culpa não é do Ensino Superior em si mas de um deficiente controlo da Administração Central sobre o modo como as verbas são utilizadas. E disso, os alunos e as suas famílias não têm culpa.

Fiquem bem e vão pensando como corrigir isso. Afinal para que vos elegeu o País? Até amanhã!

P.S. Como não podia deixar de ser, a sugestão do costume:

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Ainda que mal lhe pergunte...

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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Austeridade? Para quem?

 

Bem prega Frei Tomás!

(faz o que ele diz e não o que ele faz)




Bem, se o Primeiro-Ministro se quer descredibilizar de vez, se quer que Portugal inteiro lhe volte as costas, se anseia por tomates e ovos quando sair à rua, então está no bom caminho.

Só que ele deveria lembrar-se de que tem família que não tem culpa dos seus disparates. Não se diz que as culpas dos pais recaem sobre os filhos até à terceira e quarta geração?

A notícia de «o Diabo» não é nova, na realidade é de Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011 mas só hoje chegou às minhas mãos. Quase um ano. Mas a verdade é que naquela data já o Governo nos andava a apertar o cinto (e de que maneira).

A nós, não a si próprio e aos seus, digamos, «apoiantes».

Porque, entretanto, o Dr. Vítor Gaspar gasta 5 mlhões de Euros em estudos, o Governo admite mais 6496 funcionários (isso mesmo, quase seis mil e quinhentos) e mais o que adiante ainda virá.

Com o país na penúria, o Governo propunha-se entregar a "consultores externos" 100 milhões Euros de estudos que poderiam ser executados por técnicos do Estado. Estudos sobre a CP, a REFER, a TAP, etc.

Senhor Primeiro-Ministro, onde anda V.Exª a gastar o dinheiro dos portugueses, o dinheiro que nós lhe entregamos com o nosso suor e o nosso sangue?

O senhor não se anda a comportar como um rapaz assisado, preocupado com o bem-estar dos portugueses. Porque nós temos vindo a apontar o dedo a factos dos últimos tempos, mas parece que as tropelias já vêm de longe...!

E por hoje ficamos por aqui. Até amanhã!

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Vamos continuar esta campanha?

Os políticos - todos eles - têm que entender que o País não anda a dormir, que não é um rebanho de carneiros, que não aceita de olhos fechados tudo o que vem de Lisboa.

Vamos continuar a divulgar este blogue, a fazer os vossos comentários já que este espaço é de quem o quiser ler e opinar.

Conto consigo!

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P.S. Em tempos de austeridade, um vinho de qualidade... mas em conta!





segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Juízes... ou criminosos?

Desembargadores suspeitos de vender sentenças

O Departamento de Investigação e Acção Penal (DCIAP) tem metido numa gaveta um processo em que estavam a ser investigados vários juízes desembargadores do Tribunal da Relação de Lisboa por alegada corrupção

(Ler mais em «O Crime» de 01.Nov.2012)

Como é possível? Que a Justiça em Portugal anda pelas ruas da amargura é um facto que ninguém nega. Mas, até agora, o que vinha a público eram os atrasos sistemáticos dos processos mais mediáticos em que firmas de advogados de alto coturno conseguiam sucessivos adiamentos até prescrição dos processos. Isto porque a Lei portuguesa o permitia. Concebida para dar a máxima protecção ao criminosos e a mínima ajuda e compensação às vítimas. Os legisladores que expliquem a razão porque o fizeram... só que não será fácil!

Mas agora, pelos vistos, chegámos a um nível mais elevado: a corrupção dos próprios juízes. E não são juízes comuns, são juízes de Tribunal da Relação, juízes de segunda instância. Qualquer dia chegamos ao Supremo e ao Constitucional.

O «preço» de uma decisão favorável (segundo o mesmo jornal)? A «módica» quantia de

CEM MIL EUROS!

Senhora Ministra da Justiça, mau grado ataques que lhe têm sido dirigidos, consta, cá por fora do mundo que a rodeia, que a senhora é uma pessoa honesta e de carácter, empenhada em fazer um bom trabalho. Que acredito não lhe tenha sido fácil até agora.

Será possível que um processo desta gravidade, que põe em causa, no país e no estrangeiro, a credibilidade do nosso sistema judicial, esteja metido numa gaveta do DCIAP? À espera de quê?

Num momento crítico como aquele em que vivemos, em que se deseja que o investimento estrangeiro se derrame em Portugal como um maná, é esta a garantia que damos a quem nos poderia ajudar? Uma justiça alegadamente corrupta?

Sem querer, de modo algum que se faça justiça na praça pública (e no sentido de o evitar) seria do maior interesse levar rapidamente esta investigação até às últimas consequências até para limpar o bom nome de quem não esteja envolvido em tão torpes esquemas.

Recorde-se que, uma vez que não são referidos nomes específicos (estão em segredo de justiça) todos, mas TODOS SEM EXCEPÇÃO, os juízes do Tribunal da Relação de Lisboa têm a sua reputação enodoada pela suspeita. Mesmo aqueles cuja conduta seja absolutamente impoluta.

Ouso esperar (oh, santa ingenuidade!) que estas linhas não caiam em saco roto e que algo se possa fazer um breve no sentido de corrigir esta «pequena» anomalia.

Pensem nisso. E leiam a notícia no jornal: vale a pena. Até amanhã!



P.S. Homenagem a Ruy de Carvalho. Afinal o grande actor não podia ter recebido a Ordem Militar de Santiago da Espada... porque já a tinha recebido anteriormente. Por duas vezes: a Comenda e o Grande Colar. Com sinceras desculpas fica corrigida a falha informativa. Com os nossos renovados parabéns.

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(Vá lá, não custa nada!)

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Cuidados de geriatria por enfermeiro(a) diplomado(a)
pela Universidade Católica

Tlm: 912 487 476


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P.P.S. Para não mostrar apenas garrafas, aqui fica uma foto parcial da «fonte» dos néctares de Lubazim:


domingo, 4 de novembro de 2012

Austeridade sincronizada na Europa...

...é 'espiral mortal'

Dois investigadores do "National Institute of Economic and Social Research" britânico publicam hoje no blogue europeu VOX a primeira simulação dos efeitos no PIB e no aumento dos rácios de dívida pública, no caso de os governos europeus conjugarem políticas de austeridade.
(Ler mais:http://expresso.sapo.pt/austeridade-sincronizada-na-europa-e-espiral-mortal=f763863#ixzz2B6PDHG4D)

Para começar, proponho uma leitura atenta do artigo do Expresso através do link acima!
Já leu? E qual foi a sua reacção? Pois bem, eu li e caiu-me o coração aos pés. Se os líderes europeus não se entendem no sentido de salvar a União Europeia, se continuam a lutar pelos seus interessezinhos pessoais, pelos pruridos dos seus países, estamos todos a caminho de uma catástrofe económica.
Que vários países do sul da Europa (Portugal incluído) não tiveram qualquer tino e andaram a gastar à fartazana o dinheiro que não tinham, é uma verdade.  
  • Que os países do norte deram facilidades excessivas de crédito a quem não estava mentalmente preparado para a sua gestão, também o é. 
  • Que os bancos portugueses, utilizando essas facilidades «empurraram» as famílias portuguesas para dívidas que não tinham como pagar, é fora de dúvidas.
  • E, ao fim e ao cabo, de quem é a culpa da situação a que chegámos? Certo que as manobras da banca americana (soberbamente descritas no livro de José Rodrigues dos Santos «A Mão do Diabo»), contribuíram em muito para a situação.

    Mas, na minha opinião, a culpa do endividamento do País e da ruptura financeira em que estamos deve-se, entre outros, aos seguintes factores:
    1. Gastos exorbitantes do Governo português em obras públicas desnecessárias;
    2. Despesa pública desproporcionada com uma proliferação de organismos, fundações, institutos, entidades reguladoras e muitas mais organizações públicas esbanjadoras e que só servem para empregarem os «boys» que pululam nas hostes partidárias;
    3. Facilidades excessivas concedidas pela banca a famílias culturalmente impreparadas para gerir responsabilidades a longo prazo;
    4. Imprudência e imprevidência das famílias das classes mais baixas que se deixaram encandear por essas mesmas facilidades sem se deterem uns momentos a pensar e a fazer contas aos seus orçamentos;
    5. Irresponsabilidade dos sindicatos e centrais sindicais que, na sede de protagonismo, volta, meia volta e por dá cá aquela palha, decretam uma greve à revelia dos interesses do país e dos outros trabalhadores como eles;
    6. Fuga sistemática aos impostos sem que haja a vontade política de colocar um ponto final nesse cancro contributivo;
    7. Falta de coragem do(s) governo(s) em assumir(em), de uma vez por todas, a necessidade imperiosa de medidas impopulares e radicais de combate ao que está errado neste país;
    8. Falta de uma vontade firme e clara de combater a corrupção existente em TODAS as esferas dos serviços públicos;
    9. Proteccionismo descarado a tudo o que diz respeito à região da Grande Lisboa em detrimento do resto do país;
    10. Incompetência da classe política, (eventualmente dolosa) na execução das tarefas para que foram mandatadas pelo Povo Português.
    Muito mais haveria para dizer, mas, se os nossos governantes conseguirem dar resposta rápida a esta lista, já um grande passo terá sido dado no sentido da resolução dos nossos problemas.
    Vamos pensar nisso? Até amanhã!
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    Bem, meus amigos, parece que, com a vossa ajuda, a nossa audiência está a aumentar.
    E isto é MUITO importante para o futuro de todos nós. Para despertar as consciências, para alertar para aquilo que cada um de nós, no seu esforço individual, pode fazer pelo bem de Portugal.
    Porque o nosso Portugal será aquilo que nós próprios, Portugueses, quisermos que ele seja e não aquilo que alguns «iluminados» dizem que devemos ser... em proveito próprio e dos suas próprias bolsas.
    Bem hajam pelo vosso esforço, Para a frente é que é o caminho. Continuem o vosso excelente trabalho de partilha deste blogue pelos vossos amigos e conhecidos! Brindo a isso!


    sábado, 3 de novembro de 2012

    Vindimas... ou a preguiça nacional!


    Trabalho, para que te quero?




    Como vos disse, no início do mês passado estive nas vindimas do Alto Douro a convite de um amigo e colega. E, nessa altura, tive ocasião de visitar algumas quintas e conversar com os proprietários tendo tirado algumas (tristes) conclusões.

    Comecemos pelos factos. Nas quintas que visitei, os trabalhos de vindima, pisa e outros eram executados por trabalhadores estrangeiros: búlgaros, alemães, etc. Vinham para as vindimas, concluiam os trabalhos, recebiam a sua paga e regressavam às suas terras.

    Estranhei. E fiz perguntas. E o que ouvi deixou-me chocado. Os trabalhadores portugueses, pura e simplesmente, recusam os trabalhos porque preferem receber o subsídio de desemprego.

    Não sei o que se passa noutras regiões vinhateiras (Vinho Verde, Bairrada, Dão, Alentejo, etc) mas no Alto Douro é assim.

    E presumo que noutras culturas para além da vinha isso possa acontecer. Por exemplo, na apanha da azeitona em Trás-os-Montes é a mesma coisa.

    Podem os trabalhos agrícolas ser sazonais, ninguém diz o contrário. Podem os salários oferecidos em época de crise ser inferiores ao subsídio de desemprego, admito-o. Mas não há uma cabeça pensadora nos Ministérios da Agricultura e do Trabalho e Solidariedade que consiga arranjar uma solução para este problema?

    Esta situação é lesiva do interesse nacional em duas vertentes:
    1. Sobrecarrega a Segurança Social com subsídios que poderiam e deveriam ser evitados ou, pelo menos, atenuados;
    2. Com os salários pagos a estrangeiros (que os levam para os seus países), estamos a exportar recursos que poderiam ficar em Portugal, reduzindo o défice externo e contribuindo para a melhoria do PIB.
    Há algum tempo atrás, num texto publicado em 20 de Agosto passado (IEFP: Vamos falar de Desemprego?), teci alguns comentários sobre a generalidade destes assuntos. Infelizmente parece que esse texto não chegou ao sítio certo nem às pessoas certas já que não se viu qualquer resultado das minhas lucubrações. 

    Enfim, os nossos governantes, encerrados nas suas torres de marfim, fazem orelhas moucas aos gritos e sugestões que vêm «de baixo» e preferem dar ao País o triste espectáculo das discussões na Assembleia da República que mais parece um conciábulo de papagaios em que todos tentam falar mais alto do que os demais. E «o País que se lixe»!

    Senhor Primeiro-Ministro, senhor Ministro das Finanças, como economistas que são, os senhores sabem que «uma soma infinita de infinitésimos NÃO é um infinitésimo». E que é pela correcção de inúmeros casos como estes que se consegue chegar a algum lado. Não é com um GRAAAAANDE solução, com um golpe de génio, que se resolve o problema gravíssimo em que estamos. É passo a passo, caso a caso, com paciência, persistência e muita FIRMEZA que poderemos chegar onde desejamos.

    Mas é preciso mudar a mentalidadezinha calaceira e oportunista das classes ditas trabalhadoras do nosso povo através de medidas concretas que os motivem para trabalhar em vez de passarem os dias nos cafés a discutir futebol ou as peripécias mais ou menos escabrosas da «Casa dos Segredos».

    E por hoje é tudo. Vão pensando nisto. Até amanhã!


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    Sim, isto agora é consigo que me está a ler!


    Você gosta de vir ler o que aqui se escreve. Mas já colaborou divulgando e partilhando este blogue pelos seus contactos?

    Não acha que, entre os seus amigos e conhecidos tem pessoas que também gostariam de ler estas linhas se delas tivessem conhecimento?

    De ontem para hoje já se notou um aumento de visitas. Talvez pelo vosso esforço de divulgação. Vamos continuar?

    Vamos lá, não custa nada. TODOS temos a ganhar com isso!

    A UNIÃO FAZ A FORÇA!

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    P.S. Como de costume, a recomendação habitual:


    Nota: Nada recebo pela publicidade. Os vinhos de Lubazim são realmente muito bons!