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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A selvajaria continua...





Governo tem estudo para cortar subsídio de desemprego aos mais velhos

Numa altura em que o desemprego acaba de vencer um novo máximo histórico de 16,9% da população ativa, o gabinete de estudos do Ministério da Economia e do Emprego (MEE), liderado por Álvaro Santos Pereira, e o gabinete de planeamento do Ministério das Finanças, de Vítor Gaspar, publicaram um artigo que defende "uma dissociação entre a idade e o período de concessão" do subsídio de desemprego.
Leia mais na edição e-paper ou na edição impressa do JN de 18.Fev.2013


Meus senhores, onde é que isto vai parar? Não há maneira de o Governo parar com a sangria dos Portugueses? 

A vossa voracidade (ou a de quem manda em vós) não tem limites?

Ainda não entenderam que a vossa margem de manobra já é tão estreita como o fio de uma navalha?

Ou acreditam nas patacoadas do Ulrich de que o povo aguenta?

Olhe que não, Dr. Passos Coelho, olhe que não! como diria o falecido Dr. Álvaro Cunhal (que apesar de comunista, tinha muito mais valor do que o senhor).

O senhor vive fechado no seu gabinete, protegido por guarda-costas e pelo Corpo de Intervenção da PSP, completamente alheado das realidades do país e vivendo num mundo de ilusões.

Há pouco teve mais uma amostra na Assembleia da República quando nas galerias começaram a cantar o «Grândola, Vila Morena». E o senhor, em vez de entender o sintoma, reagiu com uma piada de mau gosto como se tudo fosse uma brincadeira.

O Povo não anda a brincar, senhor Primeiro-Ministro. Não brinca quando tem fome, quando tem necessidades, quando está doente e o vê em conluio com os nababos a espatifar o dinheiro que o senhor lhe vem tirar aos bolsos e à boca.

Vossa Senhoria anda preocupado com a troika, com o FMI, com o seu mundozinho particular e não vislumbra as nuvens de tempestade que se aproximam no horizonte. Mas nas ruas e nos blogues (que não estão acorrentados nem a interesses económicos nem partidários), aquilo que se diz é muito diferente dos sonhos dourados em que o senhor vive.

Cresça, Senhor Doutor! Torne-se adulto e deixe de ser um pau mandado de interesses que não são os do Povo Português. Que o elegeu e a quem o senhor vai ter que prestar contas.

Mais cedo ou mais tarde...

Pense nisso. Quem me avisa meu amigo é!

Até amanhã!






sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Portugal está a 77 mil...


 

... do milhão de desempregados


No último trimestre de 2012, estavam no desemprego quase um milhão de portugueses. O número cresceu 150 mil casos em um ano e mais 248 mil desde que o actual Governo e a troika assumiram o poder.
Leia mais na versão e-paper ou na edição impressa do Jornal de Notícias de 14.Fev.2013.

Estamos numa espiral recessiva, sem fim à vista.

O desemprego sobe de forma galopantea economia desmorona-se, as falências avolumam-se a cada dia que passa, o Governo continua a falhar em cada previsão que faz, os reformados e pensionistas estão cada vez mais esbulhados das suas pensões...

No 4º Trimestre de 2012 tínhamos 923 mil desempregados, dos quais:

  • 165.000 jovens de 15-24 anos
  • 102.000 à procura do 1º emprego
  • 551.000 com escolaridade até ao 9º ano
  • 149.000 licenciados
  • 276.000 com mais de 45 anos
  • 520.000 desempregados de longa duração
Com a Segurança Social a caminho da ruptura, com 10% da população no desemprego, com o número de pensionistas e reformados a aumentar diariamente, para onde nos conduz, senhor Primeiro-Ministro?

Isto é um sinal da sua «competência»? Ou ainda acredita que a situação em que nos encontramos ainda é da responsabilidade do executivo anterior?

Que José Sócrates foi um péssimo primeiro-ministro, que nos lançou no buraco, ninguém tem a menor dúvida. A não ser alguns aproveitadores do PS que suspiram por voltar ou seu (deles) regabofe.

Mas o senhor está a batê-lo aos pontos. E de longe. Porque é um indivíduo tíbio, sem coragem de fazer o que é preciso e sempre a arranjar fugas e desculpas, escorregadio como uma enguia.

Quem tem medo do fogo, Doutor Pedro Passos Coelho, não deve aproximar-se da cozinha. Assim dizia Harry Truman.

E e senhor não tem medo, TEM PÂNICO!

Se não tem no governo quem saiba fazer o necessário, nem quem seja competente, arranje-os

E não tenha medo da «troika» nem do FMI. Não são eles que vão pagar a crise que o senhor empolou: SOMOS NÓS!

Passe bem. Tão bem como os Portugueses que o senhor tem desgraçado. Até amanhã!


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Há quase 18 mil trabalhadores ...





...com salários em atraso





O número de trabalhadores com salários em atraso em Portugal cresceu 148,6% até à semana passada, aumentando de 7.166 para 17.813, com uma dívida total superior a 6 milhões de euros, foi hoje divulgado aos parceiros sociais.

De acordo com um documento informativo distribuído pelo Governo na concertação social, em 15 de novembro as dívidas salariais registadas a trabalhadores eram de 6.241.050 euros, mais 93,5% que em dezembro de 2011, data em que o total em divida era de 3.224.838 euros.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/ha-quase-18-mil-trabalhadores-com-salarios-em-atraso=f768439#ixzz2DLyrlt1P

Infelizmente este é um panorama que já não é de hoje mas que, com o estado actual da nossa economia, está a agraver-se de dia para dia.

E o mais grave é que esta situação, mais cedo ou mais tarde, transforma-se na antecâmara do desemprego através da falência e encerramento das empresas.

Compare-se o desespero destas famílias com o desafogo dos «fidalgos» das transportadoras públicas, dos portos e tantos mais que, com os salários chorudos em dia, ainda têm a ousadia de fazer greves por tudo e por nada!

Que comentários é que isto nos merece? É certo que a situação de muitas empresas se agravou com a crise, deixando vir ao de cima defeitos estruturais que estavam disfarçados em tempo de vacas gordas. E de quem é a culpa?

Uma velha máxima da gestão, já aqui referida, diz que:

«Quando os subordinados falham a culpa é dos chefes!»

E ponto final.

Com efeito, quando aderimos à União Europeia, esta forneceu-nos, generosamente, milhões e milhões no sentido de melhorarmos a nossa economia, modernizarmos os nossos sistemas produtivos, desenvolvermos a nossa produtividade, incrementarmos as nossas competências através de Formação Profissional.

O que foi feito desse dinheiro? Espatifámo-lo alegremente em automóveis de luxo, casas de encher o olho, iates, piscinas, comezainas e viagens a destinos exóticos em vez de o utilizarmos onde o deveríamos ter feito.

O sistema produtivo ficou na mesma, baseado em mão-de-obra não qualificada e meio analfabeta. Os patrões, convencidos da sua sabedoria e esperteza (saloias), não contrataram técnicos competentes, não adquiriram equipamentos mais produtivos, e, sobretudo, não fizeram o menor esforço para se prepararem ELES PRÓPRIOS para os desafios do futuro frequentando cursos que lhes eram especificamente destinados.
E os subordinados, em vez de procurarem aprender os segredos da arte ou aprenderem algo de novo que lhes fosse útil, preferiram entreter-se nos cafés e nas tabernas, discutir os resultados da bola ou as peripécias das telenovelas ou dos reality-shows da televisão.


E ficaram sem defesa. Porque sem competências adquiridas e reconhecidas, encontrar um novo emprego raia os limites do impossível. Para quem não está preparado!
 
 
Querem um conselho? É simples de seguir.
 
Arregacem as mangas, procurem TRABALHO, usem a vossa imaginação para produzir produtos e serviços de que as pessoas (ou as empresas) tenham necessidade. E não fiquem à espera que o subsídio de desemprego termineNem que a desgraça vos bata à porta. Um indivíduo empregado tem muitas mais hipóteses de arranjar outro emprego alternativo do que um outro que está desempregado.
 
Na luta por um trabalho, tal como no futebol...
 
 
... o ataque é a melhor defesa!
 
 
Pensem nisso. E leiam o próximo blogue. Fiquem bem! Até amanhã!

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P.S. Acabou há pouco a entrevista de Judite de Sousa e José Alberto Carvalho ao Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho (PPC).

Mau grado o excelente trabalho dos entrevistadores, a entrevista foi uma desilusão com uma gritante falta de personalidade e de assertividade de PPC que passou toda a sessão a fugir às questões como uma enguia e a fazer passar o tempo com frases feitas e apartes escusados a mostrar o pior da nossa personalidade política.

Numa época em que se exige uma postura firme, doa a quem doer, assistiu-se a uma lengalenga frouxa e insegura de alguém que tenta agradar a gregos e troianos fugindo a questões incómodas e incapaz de dar um murro na mesa quando é preciso.

Se a imagem pública de PPC já não era boa, depois desta intervenção ficou decididamente degradada.

Lamentável.


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P.P.S.
ATENÇÃO!

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P.P.S. A todos os Portugueses espalhados por esse mundo fora
 que desejam notícias da Terra-Mãe, recomendo a leitura do blogue


"Novidades de Henrique de Almeida Cayolla"