sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

483 toneladas de Ouro...


... voaram do Banco de Portugal

 



Há dias falámos aqui das nossas reservas de ouro, ainda das maiores do mundo, mas ainda sem termos tomado conhecimento da hemorragia que elas sofreram desde 1974.

E foi através do blogue «Novidades de Henrique Almeida Cayolla» abaixo referenciado, que tomámos conhecimento dessa delapidação e de onde retirámos o quadro seguinte:



A partir de 2006, sob a direcção de Vítor Constâncio,
o Banco de Portugal nem comprou nem vendeu ouro
 
Consultando na Wikipedia a listagem das maiores reservas de ouro do mundo, retirámos o quadro seguinte:



Verificámos assim que, apesar de continuarmos a alardear que temos uma das maiores reservas de ouro do mundo, a dura realidade é que em «democracia» descemos do que seria a 9ª posição para a 14ª, perdendo 264 toneladas entre 2000 e 2010. Não fosse esse descalabro, estaríamos à frente do Banco Central Europeu, da Holanda e do Japão.

Movidos pela curiosidade sobre a quem caberia a (ir)responsabilidade da delapidação de mais de 480 toneladas de ouro herdadas da mal afamada «ditadura», fomos procurar a identidade dos governos que nos orientaram desde a «Revolução dos Cravos» até aos nossos dias.

Fazendo o paralelo entre as reservas de ouro do Banco de Portugal e a composição dos governos, chegamos ao quadro seguinte:



Verificamos assim que as grandes derrocadas na alienação de ouro foram no governo do PS em 1976/78 (Mário Soares), no governo PS/PSD em 1983/85 (Mário Soares) e nos governos PSD/CDS de 2002 a 2005 (Durão Barroso/Santana Lopes/Paulo Portas).

Curiosamente, muito embora José Sócrates nos tenha levado quase à bancarrota, não tocou nas reservas do Banco de Portugal.

Não vou aqui iniciar nenhuma «caça às bruxas», mas não seria tempo de apurar responsabilidades, saber para onde foi o nosso ouro e levar os responsáveis à barra dos tribunais?

Possivelmente muita dessa actividade criminosa já terá prescrito, mas ainda se irá a tempo de não permitir que os prevaricadores continuem a dar palpites politiqueiros cuja credibilidade se vê ser mais do que duvidosa

Ou vamos continuar a derreter aquilo que nos resta dos aneis que herdámos do «fascismo»?

Vão pensando nisso. Até amanhã!


P.S. Agradeço a Henrique Almeida Cayolla a gentileza de me permitir utilizar os dados do seu blogue abaixo referido.
Fontes:
http://novidadesdehenriquealmeidacayolla.blogspot.pt/2012/12/existencias-de-ouro-portugal-1974-2006.html
http://lusotopia.no.sapo.pt/indexPTGovernos.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Reservas_de_ouro

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Propinas no secundário?


 

... e não só!


Nos últimos dias muito se tem falado sobre o pagamento de propinas nos diversos graus de ensino. E muita tolice se tem dito sobre o assunto.

A nossa Constituição diz que o ensino obrigatório deve ser tendencialmente gratuito? Não vejo inconveniente algum nisso, desde que os alunos o mereçam quer através das suas notas de avaliação quer através do seu comportamento escolar.

Se o Povo Português paga a educação dos seus filhos através dos seus impostos, tem o pleno direito de exigir deles um aproveitamento adequado e um comportamento escolar irrepreensível.

E tem o direito de recusar que os seus filhos sejam contaminados pelo vícios morais ou materiais que muitos «calaceiros» levam para o universo escolar.

Assim, entende-se que:

O ensino que for obrigatório deverá ser gratuito... para quem tenha aproveitamento.
 
Assim sendo, para aferir esse aproveitamento deverão voltar a ser realizados exames nacionais no 4º, 6º, 9º 11º e 12º ano. E, ao longo de todos os anos lectivos, nas diversas disciplinas, devem ser feitos exercícios para serem dadas notas de fim de período para avaliação dos conhecimentos dos alunos. E quem não tiver aproveitamento não deve transitar para o ano seguinte. Para não prejudicar quem quer estudar.

As provas nacionais deverão ser secretas, com um canhoto destacável onde conste a identificação do examinando, sendo corrigidas num estabelecimento de ensino diferente daquele que o aluno frequentou para evitar qualquer tipo de pressão sobre os examinadores cuja identidade deve ser conservada secreta. 

Reprovando, o aluno terá que pagar propinas no ano seguinte, só deixando de as pagar quando voltar a ter aproveitamento com média geral não inferior a 12 valores.

Em paralelo, dever-se-ia reactivar o ensino profissionalizante das Escolas Industriais e Comerciais já que nem todos os adolescentes e jovens têm capacidade, vocação ou aptidão para enveredar por um curso superior. O acesso a este nível de estudos deveria ser mais exigente, com matérias mais abrangentes e com uma cultura geral mais diversificada do que é na actualidade.

aqueles cursos profissionalizantes seriam uma alternativa para estes jovens permitindo-lhes uma entrada mais rápida no mercado do trabalho, eventualmente mais interessante, seja no sector primário, secundário ou terciário que, no presente, não tem uma panóplia de candidatos adequadamente preparados para início de actividade.

Estou a ver muita gente a torcer o nariz e a dizer que é o regresso ao tempo da outra senhora. Não é, é o regresso a um modelo de ensino que poderia ter sido melhorado mas nunca abandonado. Porque os jovens saíam muito melhor preparados para enfrentar a vida e muito mais conscientes para escolherem o nosso destino em vez de serem carne para canhão nesta democracia corrompida.

Pensem bem nisso e tenham a decência de reconhecer os erros cometidos.

Até amanhã!

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Como arranjar dinheiro...




...sem sobrecarregar mais o povo





Nos dois últimos blogues já apontámos despesas obscenas e revoltantes daqueles a quem confiámos a tarefa de reger os nossos destinos.

Mas o nosso (des)governo, sem astrolábio ou bússola sensata que o guie pelos mares procelosos da dívida insensatamente criada, insiste despudoradamente na mesma receita de espremer até à exaustão uma classe média trabalhadora e criadora de riqueza deixando de fora todos os vampiros que continuam a alimentar-se do sangue da manada, como dizia Zeca Afonso.

Com isso o que está a conseguir? Criar uma nova classe pobre, a da pobreza envergonhada que, até há poucos anos viveu numa paz desafogada, que não cometeu loucuras nem se endividou para além das suas possibilidades e que, agora, se vê esbulhada daquilo que foi construindo ao longo dos anos com o seu suor e o seu sangue.

Mas esta situação tem uma solução simples (assim haja vontade e sobretudo coragem de a empreender) e que tem a vantagem de evitar mais pedidos de financiamento ao Estrangeiro.

Aí vai:

Em vez de continuar a sangrar quem tem orçamentos familiares limitados, propomos que os vencimentos acima de 5.000 Euros sejam parcialmente pagos em Certificados de Aforro.

Sim, vamos ressuscitar os Certificados de Aforro e utilizá-los para criar uma poupança coerciva a favor do Estado sobre quem ganha vencimentos que não estão ao alcance do comum dos cidadãos.

Por exemplo, sobre os rendimentos mensais acima de 5.000 Euros:
  • do valor entre 5.000 e 20.000 € seriam pagos 50% em Certificados de Aforro (CA);
  • do valor entre 20.000 e 50.000 € seriam pagos 60% em CA;
  • do valor entre 50.000 e 100.000 €, 70% seriam pagos em CA;
  • do valor entre 100.000 e 250.000 €, 80% seriam pagos em CA;
  • do valor acima de 250.000 €, seriam pagos em CA 90% dos rendimentos mensais.
Vamos dar dois exemplos:

  1. Um cidadão tem um vencimento ilíquido de 6.500 Euros (já incluindo as horas extraordinárias e quaisquer mordomias financeiras acessórias). Receberia (ilíquidos) 5.000 € isentos de CA + 750 € ilíquidos em numerário + 750 € em CA. No total, 5.750 € em dinheiro e 750 € em CA.
  2. Um cidadão que recebesse 30.000 Euros nas condições do anterior,  receberia os primeiros 5.000 Euros isentos de CA + 15.000 Euros em duas partes (7.500 € em numerário e 7.500 € em CA) + 10.000 Euros noutras duas partes (4.000€ em numerário e 6.000€ em CA. No total, 16.500 em numerário e 13.500 € em CA
  3. E assim sucessivamente... descontando posteriormente os impostos aplicáveis.
E isto incluiria, além das empresas privadas, as empresas públicas de qualquer tipo, os funcionários públicos, os governantes, deputados, Presidente da República. Englobaria a TOTALIUDADE dos rendimentos, fossem de honorários, vencimentos, pensões, reformas ou mais valias bolsistas. TUDO!

Deste modo teríamos uma retenção temporária a favor do Estado de uma parte significativa dos rendimentos mais avultados (que poderiam ser resgatados pelos titulares no final do prazo dos CA) acrescidos de uma taxa de juro igual à que agora a Banca concede às famílias que a ela confiam as suas poupanças.
(Sempre é mais humano que a sangria que fazem às classes menos afortunadas das quais retiram as verbas sem as restituirem jamais)

Acham pouco? Paciência, lucros obscenos não são para um país em crise financeira como aquela que atravessamos e se há sacrifícios, que eles sejam repartidos por todos na medida das suas possibilidades e não de forma inversamente proporcional à ganância e à influência (política ou financeira) de cada qual.

Mas não estou a ver, infelizmente, o nosso (des)governo a tomar uma atitude destas. Não só porque lhes entra directamente nos bolsos como corre o risco de irritar todos os polvos e tubarões que se movimentam na obscuridade e no silêncio dos gabinetes e que têm nas mãos os cordelinhos com que manobram as marionetes da nossa política.

Infelizmente.

Mas que a ideia era boa, lá isso era. E, acima de tudo, era MORAL... que é uma coisa que faz falta a muita gente.

Não é verdade, senhores políticos e capitalistas?

«… não se deixem enganar pelas aparências de quem afirma  que só deseja defender os altos interesses da nação e mais não faz do que cuidar da sua vida, fortuna e estado. Por isso a res publica, em vez de caminhar por estradas chãs e seguras, bastas vezes é desviada e arrastada por atalhos, sendas e caminhos tortuosos, onde, sujeita aos assaltos dos predadores, se desbarata e perde.»
(Deana Barroqueiro in «D. Sebastião e o Vidente»)
Pensem nisso. Até amanhã!

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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

45.000 Euros POR DIA...


...em cavacas de Belém!

É pública e notória, já publicado em vários blogues e comunicação social, a despesa suportada pelos Portugueses para manter as mordomias e privilégios da Presidência da República.

Ressalve-se, desde já, que não se pretende desrespeitar o Presidente da República como símbolo nacional mas apenas trazer à luz do dia o despesismo de quem ocupa essas elevadas funções e de quem está rodeado.

Fazendo uma comparação entre as verbas atribuídas orçamentalmente aos vários Chefes de Estado da Europa, constata-se que apenas duas Chefias de Estado têm dotações superiores à nossa Presidência da República:

  • A França com 112 milhões de Euros/ano
  • A Grã-Bretanha (Raínha Isabel II) com 46 milhões de Euros/ano

Ambos os países com uma dimensão e uma situação económica e financeira muito superior à nossa.



Nem a Alemanha, o país mais rico da União Europeia e que «manda» nos nossos requisitos financeiros, nem a Alemanha, repito, tem despesa superior à nossa para a sua Presidência.

Com que «lata» vamos nós pedir ajuda à Europa (e à Senhora Ângela Merkel) para sustentar estes desvarios?

O DN descobriu que a Presidência da República de Cavaco Silva custa 16 milhões de euros por ano (163 vezes mais do que custava Ramalho Eanes), o que é «apenas» o dobro do Rei Juan Carlos de Espanha (oito milhões de euros).

Tirando o caso da Raínha Isabel II,...

A casa do nosso Presidente da República gasta mais do que qualquer outra das casas reais da Europa.

Para um país pobretana, é obra! Gente fina é outra coisa!

Esse dinheiro, tirado dos nossos impostos, para além de pagar o salário de Cavaco Silva, ainda cobre as remunerações de 12 assessores e 24 consultores, bem como o restante pessoal de apoio da Presidência da República.

Para além destas despesas, há ainda cerca de um milhão de euros de dinheiro dos contribuintes para, anualmente, pagar pensões e mordomias dos antigos presidentes.

(e vêm dizer-nos que a Segurança Social está em risco!) 
 
Posto isto, como é possível a Cavaco Silva vir dizer que os sacrifícios são para todos os Portugueses? Ele porventura não é português? Hoje em dia já não existe o Reino do Algarve de onde ele é natural.
 
Senhor Professor Cavaco Silva, Senhor Doutor Passos Coelho, senhores membros do Governo, senhores deputados, será que Vossas Excelências não leram o livro de George Orwell «O Triunfo dos Porcos»? Ele termina com uma frase lapidar:
 
«Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros»
 
Será que há Portugueses mais «portugueses» que os demais?
 
Por aqui me fico. Pensem nisto. Até amanhã!
 
 
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Cento e quarenta milhões de Euros...


... para sustentar

os «nossos» deputados!

http://pt.scribd.com/doc/114663600/Quanto-NOS-Vai-Custar-a-Casinha-Dos-Deputados-Em-2013-140-219-365-00-Euros



Pouca coisinha, não é? Uma bagatela! Os deputados são tão indispensáveis para fazerem as leis que nos governam, não são?

E os Portugueses estão tão contentes, tão contentes com o servicinho deles que até têm taxas arrasadoras de abstenção nas eleições. Tal é a «confiança» que neles depositam... de uma ponta à outra do hemiciclo!

Mas, fazendo as continhas bem feitas, sabem por quanto nos fica o sustento e a manutenção dos privilégios desses 230 «boys & girls»?

mais de 600.000 Euros / ano por cada deputado

ou, se preferirem,

mais de 50.000 Euros / mês por cada um

Ricos, milionários que nós estamos. Mais valia sustentar burros a pão-de-ló!

Se querem saber em que eles espatifam o nosso dinheiro, pesquisem o link acima referido. Um espanto de mordomias... que você paga!

Para o trabalho que eles estão a fazer, para o «bem» que nos fazem, podíamos bem passar sem 3/4 partes deles. Só estão a fazer número e a dar despesa. 

Também não seria mau para Suas Excelências se fossem dispensados nas mesmas condições que um qualquer trabalhador. E tivessem de ir mendigar emprego a um qualquer balcão do IEFP. Era um modo de aprenderem à sua própria custa o que custa a nossa vida e, sobretudo, saberem o que custa a centenas de milhar de compatriotas viverem na agonia do desemprego sem a segurança de terem pão para o dia de amanhã.

Que é necessário um Parlamento, não temos dúvidas As Leis precisam de ser feitas, discutidas e votadas. Mas não são necessárias 230 fulanos para isso, até porque nas sessões transmitidas pela TV se verifica que 90% não estão lá a fazer coisa nenhuma.

E cada um deles está a custar ao país NOVE VEZES o salário do Presidente da República. 

Por pura curiosidade, fomos fazer um estudo comparativo entre Portugal e vários países da União Europeia no que respeita à relação entre as populações e o número de deputados nos respectivos parlamentos.

E chegámos ao quadro seguinte:
 


Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_legislatures_by_country
  
Dá para ver o contrasenso? Países muito mais ricos do que nós, sem problemas de financiamentos, têm um número de habitantes por deputado muito maior do que nós. Ou seja, estamos a armar-nos em novos ricos a sustentar uma cambada de penduras quando não temos onde cair mortos.

Não tive oportunidade de aceder aos respectivos orçamentos e muito menos às dotações parlamentares, mas estou em crer que a nossa figura aí seria ainda mais lamentável.

Já repararam que no Parlamento Britânico e nas Cortes Espanholas, que de vez em quando aparecem na nossa TV, não se vê o luxo de um computador pessoal para cada deputado nas respectivas bancadas? Que requinte, o parlamento dos tugas, não é verdade? Tudo pago com o dinheiro dos contribuintes!
 
Senhores Deputados, Excelências descartáveis, tenham vergonha dos vossos privilégios absurdos e decretem uma redução de mandatos nas próximas eleições para números comparáveis aos dos nossos parceiros europeus.  

Recordando Mia Couto,    

«Um país rico produz riqueza;
um país pobre produz ricos»    

Procurem transformar Portugal num país rico. É o que se espera de vós.  

Pensem nisso. Até amanhã!


      

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domingo, 2 de dezembro de 2012

Os imbecis que destruíram Portugal...


Vendidos!

«A dívida do nosso país pode ter muitas causas. Endógenas e exógenas, micro e macroeconómicas, conjunturais ou estruturais. Há todavia um traço comum que, a meu ver, é a principal causa do estado a que chegámos, independentemente das dificuldades que todos os países enfrentam, da crise internacional e de tudo o resto que gostam de nos vender.

A causa de que falo é simples e nada tem de rebuscada: o nosso país tem sido governado por um grupo de pacóvios com tiques de parolo. Os novo-riquismo da política portuguesa é sem duvida o maior cancro da democracia partidária.»
(por Tiago Monteiro)

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/os-imbecis-que-destruiram-portugal=f770230#ixzz2DjG1Q4BY

Vale a pena ler o artigo completo. Finalmente, num órgão de Comunicação Social de grande prestígio, há alguém que chama os bois pelos nomes. Há alguém que diz frontalmente, preto no branco aquilo que milhões de Portugueses não se atrevem a dizer abertamente.

Porque há dezenas de anos que o oportunismo, a vileza e a corrupção se instalaram a todos os níveis da sociedade portuguesa, encapotando-se uns aos outros numa cumplicidade abjecta e conduzindo os nossos destinos à situação abominável em que nos encontramos.

Anos e anos a fio andaram a estupidificar os portugueses, vendendo-lhes pechisbeque como se de ouro se tratasse enquanto recheavam as bolsas sôfregas com tudo o que nos conseguissem sugar.

Na Educação foi o desastre que sabemos, os alunos a agredirem os professores, a não terem quaisquer avaliações de conhecimentos, a passarem administrativamente, a não pagarem propinas, a não aprenderem coisa nenhuma como amplamente têm comprovado os tristes espectáculos dos concursos das diversas TVs. A estupidez e a ignorância reinam soberanas. Como pode um povo assim manipulado ter o menor critério para escolher o seu destino, os indivíduos que o governam?

(Acredite-se ou não, em meados da década de 70, apareceu na empresa onde então trabalhava, um engenheiro licenciado que não sabia o que era um integral! Inconcebível! E queria este indivíduo calcular reservatórios de pressão. Assassino!)
Na ordem pública é o desastre, com a criminalidade a atingir níveis impensáveis com a invasão das mafias de Leste e de traficantes de droga. Que operam quase impunemente com a conivência da permissiva legislação que temos e, quantas vezes com a complacência (quando não a conivência) da própria Polícia e mesmo de alguma Justiça. E no entanto as «autoridades» continuam a proclamar que Portugal é um dos países mais seguros da Europa... Daria vontade de rir se não fosse a segurança das nossas famílias e dos nossos filhos que estivesse em risco.

A Segurança Social está pelas ruas da amargura com amplas camadas da população a não ter meios para comprar os medicamentos ou os tratamentos de que necessita. Porque, com a maior irresponsabilidade, as suas verbas (reunidas com o sacrifício de quem trabalha) foram alegremente desviadas para profissionais do desemprego, para vadios que não querem trabalhar e para apoio a estrangeiros que por cá se acoitaram e que não temos obrigação nenhuma de sustentar. Xenofobia? Estamos a caminho dela, tem sido para isso que a actual «nobreza» deste país tem empurrado o pacífico, tolerante e hospitaleiro Povo Português. Mas, com a fome a começar a apertar, estão a abrir-se as portas aos Cavaleiros do Apocalipse.

Obras públicas? Santo Deus, quanto se não esbanjou em mastodontes faraónicos que poderia ter alavancado a nossa Economia mantendo-nos como os «Tigres da Europa» que chegámos a ser nos finais dos anos 80. Alguma coisa ficou disso, umas fortunas «off-shore» de uns quantos ultra-milionários de pacotilha que não têm o mínimo pudor em exibir as suas fortunas obscenas perante os infelizes a quem sugaram o sangue. E que mostram bem a todo o mundo a sarjeta moral de onde vieram.

Pobre Portugal, em que lodaçal deixaste que te atascassem. Iludido pelos Eldorados que te exibiram e em que, na tua ignorância, te deixaste enlevar. Por gente ignóbil e sem escrúpulos que se banqueteia com aquilo que os teus sacrifícios arrecadaram.

E que agora chegam ao cúmulo de virem cobrar aos velhos uma taxa por continuarem a viver com o título pomposo de «taxa de sustentabilidade das pensões».


Sim, porque agora querem que os Pensionistas e Reformados paguem uma taxa de 3,92% das pensões pelo facto de continuarem vivos mais tempo do que aquilo que conviria a Suas Excelências!

A educação que recebi dos Senhores meus Pais - e que não é aquela que essas «excelências» receberam - impede-me de vos mandar para onde Vossas Excelências merecem.





E por aqui me fico. Até amanhã!


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sábado, 1 de dezembro de 2012

1º de Dezembro...


... Restauração da Independência




(Bandeira da Restauração - 1640)


Faz hoje 472 anos que nos revoltámos contra o domínio espanhol e recuperámos a nossa independência.

Hoje estamos, não sob domínio castelhano mas, tal como a própria Espanha, com a independência comprometida face à alta finança internacional.

Exclusivamente por nossa culpa. Porque embora possamos pedir responsabilidades aos governantes que nos levaram a isso, a verdade, nua e crua, é que fomos nós que os elegemos e lhes confiámos a tarefa de governar os nossos destinos. E que nos deixámos ludibriar pelos cantos maviosos (ou mafiosos) de quem nos quis enganar.

É por isso nossa responsabilidade retomar os nossos destinos entre mãos e, com o nosso esforço, reconquistarmos a nossa independência financeira.

O que podemos fazer? Muita coisa! Alguns exemplos:


1. Não aderir a greves e apontar o dedo a quem as incentiva ou adere a elas;


2. Não comprar produtos alemães por muito tentadores que sejam (os códigos de barras dos produtos alemães começam por 400 a 440);


3. Adquirir, sempre que possível, produtos portugueses ou de marca portuguesa (os códigos de barras portugueses começam por 560);


4. Não assistir a espectáculos com artistas estrangeiros: é dinheiro que sai do país e não volta (quando a crise passar, teremos muito tempo para isso);


5. Exigir o Livro de Reclamações sempre que sentirmos que os nossos direitos estão a ser espezinhados (se o não colocarem ao nosso dispor, chamar a Polícia);

6. Não respeitar nem aderir a «piquetes de greve»: (os piquetes de greve são uma prepotência e uma violação dos direitos de quem quer trabalhar); se necessário, pedir o apoio da Polícia;


7. Não procurarmos viver acima das nossas possibilidades – não estamos em época de vaidades e a humildade de um esforço honesto não fica mal a ninguém;


8. Exigir dos políticos que sejam um exemplo de austeridade através de manifestações de desagrado sempre que eles exibam luxos que se não coadunem com o período em que vivemos;


9. Não pactuar com corrupções ou tentativas de corrupção; denunciar esses casos no Livro de Reclamações (a corrupção é um cancro que mina o país e nos prejudica a todos); a denúncia é o meio de que dispomos para varrer as sanguessugas do aparelho do Estado;


10. Não dar cobertura a quem não quer trabalhar - há muitos jovens com cursos superiores que se sujeitam a empregos humildes para ganhar a vida; quem são esses preguiçosos mais do que eles para rejeitarem um trabalho honesto?


11. Não aderir nem acompanhar grupos desordeiros que só procuram protagonismo nos tempos de antena dos telejornais e precisam de mirones para se sentirem encorajados;


12. Aumentar a percentagem de reciclagem dos resíduos urbanos, diminuindo as importações e aumentando as exportações de matérias-primas;


13. Fazer o melhor que pudermos pelo país que é nosso, sem ter em conta os papagaios que possam estar no poleiro.

 
Vamos salvar Portugal e restaurar a nossa independência?

Pensem nisso. Até amanhã!


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quer no país, quer no estrangeiro!


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Cuidados de geriatria por enfermeiro(a) diplomado(a)
pela Universidade Católica

Tlm: 912 487 476

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Situação do blogue:

Desde a última panorâmica a 1 de Novembro, o número de países em que o «Quem me acode?» já foi lido foi acrescentado com: Austrália, Hungria, Índia, México, Nigéria, Roménia e Ucrânia.

Já foram ultrapassadas largamente as 4000 (quatro mil) visualizações e o mapa actual (34 países) é o seguinte:


 

(não é visível mas inclui Cabo Verde, Luxemburgo e Timor-leste)