terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Soares não paga a multa...


... e o motorista é que fica sem carta!


Pois, esta é mais recente mas é também ilustrativa da elevada moral deste «jovem democrata» sempre preocupado com os problemas dos eleitores.

O caso foi amplamente relatado em todos os canais de TV e meios de comunicação social (excepto, salvo erro, no jornal do PS). E se não fosse o escândalo público que rebentou e uma intervenção do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa que, nos seus comentários semanais na TVI, suavemente lhe chamou a atenção para a barbaridade cometida, ainda a estas horas o pobre do motorista estaria privado do seu meio de subsistência.

Mas, melhor que as palavras, fala a reportagem da SIC (como as de qualquer outra TV) a seguir inclusa: 



 Soares a 199 km/hora



Isto não é arrogância? Não é desprezo pelos outros? Não é soberba de quem se julga superior à LEI aprovada pelo seu próprio partido?

Com que direito, com que moralidade, este senhor se atreve ainda a pontificar e mandar bocas sobre a governação deste país?

Há que abrir os olhos para estas verdades escondidas e esquecidas e retirar as respectivas ilações.

Pensem nisso.

Fiquem bem e tenham Festas Felizes

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Ó, Dr Mário Soares...

...isso é medo ou prepotência?








Do fundo da gaveta fomos repescar esta «jóia» que ilustra plenamente mais uma faceta de quem continua a tentar pôr-se em bicos de pés para voltar ao poder, a procurar por todos os meios governar-se à custa do Povo português.

Vejam e apreciem...




Caso não consigam visualizar sigam o link:



Como termo de comparação, permitam-me que vos conte duas pequenas histórias. Ambas passadas em Itália.

1.
A mais recente passou-se nos anos 60. Conduzido pelo seu motorista em excesso de velocidade, o Presidente da República Italiana foi mandado parar por um polícia. Tentando «escudar-se» por detrás do seu passageiro o motorista procurou chamar a atenção do agente para a categoria do seu passageiro. O Presidente não disse palavra limitando-se a assistir à cena.
Ignorando o estatuto do Presidente, que cumprimentou, o guarda passou a respectiva multa já que não havia razão para o excesso de velocidade uma vez que o Presidente se deslocava por razões particulares e sem escolta policial.
No dia seguinte o agente foi chamado à chefia da polícia onde soube, para sua surpresa, que havia sido promovido por indicação do próprio Presidente atendendo à sua actuação firme não se deixando pressionar pela posição social do passageiro da viatura.

2.
A segunda passou-se na Segunda Guerra Mundial durante o avanço aliado na invasão de Itália.
Num posto de controlo o general George Patton foi detido por um soldado que lhe apontou a sua arma intimando-o a identificar-se. O general, que era uma «prima donna» irritou-se e desabridamente perguntou ao soldado se ele não sabia quem ele era.
O soldado respondeu-lhe: «Meu general, eu JULGO conhecê-lo. Mas as ordens que tenho do meu tenente são que não deixe passar NINGUÉM sem ser identificado. Nada me garante que o senhor seja quem diz ser e eu não me arrisco a desobedecer às ordens que recebi.»
O general sorriu e identificou-se elogiando a postura do soldado.

O que pensam que sucederia se o caso fosse com qualquer dos nossos iluminados políticos de pacotilha?

E, já agora, como classificar a actuação do então presidente Mário Soares? Algo a esconder ou, pura e simplesmente, uma manifestação de arrogância, soberba e prepotência?

Muito honestamente, isto não são maneiras de tratar um agente da autoridade no desempenho legítimo das suas funções. Ou a polícia só lhe serve para lhe servir de protecção contra a indignação mais que justificada de milhares de portugueses?

Pensem nisso. Até breve.



sábado, 7 de setembro de 2013

Fogos florestais: Perguntas «parvas»








Inda que mal pergunte...



1. Porque razão os incêndios privilegiam tanto as áreas florestais do norte e centro e não atacam o Alentejo cujas searas, nesta época, arderiam como archotes ao mais pequeno foco? Apesar das temperaturas do ar serem aí bem mais elevadas?

2. Será que isso tem a ver com as eleições que se avizinham, já que nas áreas ardidas os eleitores são, tendencialmente, mais afectos aos partidos agora no Governo? Seria uma forma de os descredibilizar, não seria? Já agora, seria interessante fazer um paralelo entre a frequência e intensidade dos fogos e as datas de eleições. Só para termos a certeza de que não há gato escondido...

3. O que vai na cabeça da senhora Ministra da Justiça quando diz que não há razão para agravamento das penas aplicáveis a incendiários? Segundo o Código Penal as penas aplicáveis vão de 3 (Artº. 206 - Dano) a 5 anos (Artº. 207 - Dano qualificado). Isto são penas «pesadas»? Não brinquem connosco. Quando há vidas humanas roubadas ou em risco, o mínimo seria tentativa de homicídio. Sobretudo quando o crime é cometido com dolo, ou seja, com intenção de o realizar. E este ano já são OITO os bombeiros que deram as suas vidas na defesa da incompetência alheia!

4. E quanto a indemnizações, quem paga o prejuízo? Saberão os lesados que, na ausência de culpado inquestionável, podem processar o Estado exigindo uma indemnização? (Isto é algo que não convém vir à luz do dia, pois não, senhora Ministra?)

5. E porque será que entre os milhentos escritórios de advogados existentes no país não surge uma Erin Brockovitch (http://en.wikipedia.org/wiki/Erin_Brockovich) que ponha tudo de pernas para o ar e obrigue os poderes políticos a cumprir a missão para que o povo os elegeu?

6. E, já agora, porque será que as cabeças pensantes do nosso Governo não investem uns trocados a dotar as Juntas de Freguesia de roçadoras e microceifeiras para eliminar o mato e prevenir incêndios em vez de virem depois chorar sobre leite derramado? As populações rurais poderiam bem mais facilmente limpar as ameaças que se aninham ao pé das portas.

7. E porque não promoverem formação às populações locais para, com esses meios (e com outros), se prevenirem contra o flagelo que anualmente ameaça as suas vidas e os seus bens? Formação dada pelos bombeiros locais fora da época dos fogos? Não ficaria bem mais barato poupar no combate investindo na prevenção?

Ou ao fim disto tudo, será que o percurso ao longo das juventudes partidárias e das «Universidades de Verão» (que nome pomposo para uma quantas sessões de lavagem cerebral) anquilosou os cérebros dos nossos políticos para tudo quanto não sejam as campanhas eleitorais?

Fiquem bem! Até breve!



quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Fogos florestais: os incendiários






«Em tempo de guerra não se limpam armas»





Vamos hoje falar desses energúmenos, desses criminosos (e que agora já até assassinos são) que por frustração ou diversão (sim, DIVERSÃO) se entretêm a devastar o nosso país.

Disseram há dias as autoridades que já conseguiram capturar um número elevado de incendiários este ano. Mas que, infelizmente as provas dos seus crimes foram destruídas pelo fogo.

Desculpem a frontalidade, até mesmo a brutalidade do que vou dizer:

BASTA DE IMPUNIDADE LEGAL!

Nestes casos de crimes de sangue é preferível que alguns inocentes sejam punidos a que se deixe escapar um só criminoso.

Porque com as quatro mortes até agora ocorridas, (sem contar com os feridos) trata-se de verdadeiros ASSASSINATOS.

É difícil provar os crimes? Aplique-se na hora a «justiça de Fafe». Uma boa sova aplicada na hora pelos captores ensinaria esses bandalhos a respeitar a propriedade e a vida alheia e a não estarem no lugar errado à hora errada. E depois os juízes que lhes aplicassem as penas que entendessem ou que os libertassem de acordo com a estupidez de leis que temos.

PARA GRANDES MALES GRANDES REMÉDIOS

Mas não nos iludamos a pensar que a totalidade dos incendiários são indivíduos de baixa condição e baixa auto-estima. Sei de fonte segura que, em cidades e vilas do interior, são os filhos adolescentes de famílias abastadas que, à falta de locais de diversão, se entretêm a atear os fogos deslocando-se por veredas nas suas motorizadas. Tudo em nome da adrenalina. Afinal, para atear um incêndio de grandes proporções não é preciso muito. Basta um bom conhecimento do terreno, um motociclo de trial, uns quantos cocktails Molotov e um isqueiro BIC.

As populações sabem bem quem são, mas têm medo de represálias por parte das famílias. Localmente poderosas, como se imagina. O que podem fazer? Quando o fogo despontar de madrugada, façam rapidamente uma espera à porta das casas onde habitam potenciais suspeitos. E, quando eles aparecerem, apliquem-lhes um bom correctivo. Se estiverem inocentes, tanto pior para eles. Que não saiam à noite...

E nesses casos, para evitarem problemas maiores, era bom que os «papás» investigassem por onde andam os seus rebentos altas horas da noite, lhes aplicassem um correctivo exemplar no sítio onde as costas mudam de nome, lhes confiscassem os seus instrumentos de «diversão» e os entregassem à justiça.

Quanto às leis que os senhores (não) fizeram, senhores Deputados, Excelências cabotinas, queiram arregaçar as mangas e fazer o trabalho para que são (regiamente) pagos com o nosso dinheiro.

Regiamente, sim, porque a Assembleia da República custa-nos CENTO E QUARENTA MILHÕES DE EUROS POR ANO, ou seja, mais de 50.000 Euros por mês para cada um dos «senhores»!

E, já agora, não sigam o triste exemplo da senhora Presidente da Assembleia da República que, porque se senta no seu «trono». se julga superior ao povo que a elegeu.

(imagens: Internet)

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Fogos florestais: o «Carrossel»



«Quem quer defender tudo não defende coisa nenhuma»

(Frederico da Prússia)



É com o coração apertado e com uma profunda indignação a percorrer-me as veias que continuo a assistir ao revoltante espectáculo diário dos fogos florestais que devastam o nosso país.

É com as lágrimas nos olhos que assisto ao abnegado sacrifício dos nossos bombeiros e ao desespero das populações esbulhadas dos seus parcos haveres.

E é com um profundo estupor que assisto à incompetência de quem devia tomar decisões enérgicas e eficazes para prevenir (sim, PREVENIR) e combater este flagelo e não toma mais do que medidas tíbias malbaratando os meios de que dispõe. Refira-se que, para a prevenção o Estado despende apenas a quarta parte do que gasta no combate aos fogos. E não cuida devidamente das suas próprias florestas como foi recentemente revelado pelas nossas televisões. E toda a gente sabe que:

MAIS VALE PREVENIR DO QUE REMEDIAR!

Através das emissões das várias TVs temos visto com que repugnante parcimónia são utilizados os meios aéreos, espalhando-os pelo território a conta gotas em vez de os concentrarem em ataques maciços num ou dois fogos de cada vez de modo a dominarem os incêndios e a permitir uma acção mais profícua dos corpos de bombeiros em vez de sobrecarregarem estes com o grosso do esforço necessário, quantas vezes baldado.

Já no ano passado aqui teci, em duas crónicas, algumas sugestões sobre melhoramento no combate aos fogos florestais:
  1. FOGO...!
  2. Fogos florestais: É hora da Cavalaria...!
que já há dias voltamos a enviar ao Sr. Ministro da Administração Interna acompanhadas de alguns comentários adicionais (certamente o Sr. Ministro anda muito ocupado pois nem sequer teve tempo de pedir a uma qualquer secretária que agradecesse o incómodo).

Também me desgostou (para não dizer indignou) a parcimónia da distribuição de verbas (e esforços) no sentido da PREVENÇÃO. Na primeira daquelas crónicas avancei algumas sugestões. É preciso criar leis? Pois criem-nas, é para isso que são governantes, eleitos para zelarem pelos interesses do País.

E faço aqui minhas as palavras de Barack Obama que, aquando do furacão Irene que devastou a costa leste dos Estados Unidos, declarou a um grupo de funcionários da Cruz Vermelha que... 

«Era preciso que as agências federais agissem primeiro, de forma decisiva, encontrando meios e sugestões, e só depois se preocupassem com questões regulamentares, de burocracia e até de legalidade».

Porque será que nós não conseguimos eleger políticos assim? Infelizmente, por nosso mal, os nossos governantes preocupam-se demasiado em serem EFICIENTES quando deveriam sobretudo procurar serem EFICAZES.

Qual a diferença?
  • Um líder é eficiente quando cumpre as regras e os regulamentos
  • Um líder é eficaz quando alcança resultados
E a ÚNICA função de um líder é ser EFICAZ!

Já agora, compare-se o número de Advogados no Governo com o número de Engenheiros. Porque ao contrário daqueles, que vivem obcecados pelas leis e regulamentos, estes preocupam-se, em primeiro lugar por obter resultados e resolver problemas. É para isso que lhes pagam e para que se formaram. Os regulamentos são apenas um enquadramento e uma ferramenta a usar conforme as conveniências.

Mas retomando o que acima foi dito, permito-me perguntar se já ouviram falar do «CARROSSEL»?

O método, para incêndios já fora de controlo ou a caminho disso, está esquematizado no diagrama abaixo.





Imagine-se um incêndio de grandes proporções, o maior que esteja em curso. Estabeleça-se um vai-vem circular de quatro aviões Canadair ou helicópteros pesados Kamov (ou Puma se for avante o projecto da sua reconversão) entre o fogo e a albufeira ou lagoa mais próxima (felizmente há bastantes no nosso país). E quando esse fogo estivesse dominado pela intensidade do ataque, o «carrossel» rumaria a outros pontos onde fosse necessário.

Mas não se ataquem os grandes fogos com heli-bombardeiros de pequena dimensão. Esses, usem-nos para debelar os fogos logo no seu início dando tempo aos bombeiros para lá chegarem a tempo e horas.


P.S. Quanto aos incendiários... voltaremos a eles numa próxima crónica. Mas ficam as perguntas:


  1. Porque razão as tríades desapareceram de Macau quando este território foi entregue à China? Quando o Portugal, legalista e democrático, nunca foi capaz de as controlar ou extinguir?
  2. E para quando acções concretas de protecção às vítimas em vez de regulamentos de protecção aos criminosos?




sábado, 20 de julho de 2013

Acordo NÃO... Porquê?





De que têm medo os
históricos do PS?



(imagem insustentavelbelezadosseres.blogspot.com)

Ao ler nos últimos dias os jornais diários e ao ver os telejornais na TV, confrontei-me com a veemente oposição de históricos do PS (Mário Soares, Manuel Alegre, José Sócrates - só para citar os mais notórios) à hipótese do «Acordo de Salvação Nacional» proposto por Cavaco Silva.


Não que eu concorde com a solução do Presidente, mas confesso que acho estranha - para não dizer muito suspeita - a posição tomada por aqueles senhores.


Já por várias vezes, neste blogue, se tem posto o dedo na ferida e Mário Soares não se pode queixar da «notoriedade» que aqui lhe tem sido concedida:


Nem outros governantes que por lá têm passado, seja de que partido forem. Por isso, porque razão será que agora os digníssimos membros «históricos» do PS têm tanto receio em celebrar um acordo para a recuperação de Portugal? Mas que tipo de patriotas são eles?

Ou será (todas as suspeitas são legítimas perante esta atitude) que o lixo encoberto por tantos anos de (des)governação socialista corra o risco de vir à superfície como o azeite e se venha a assistir à recuperação forçada de tanta corrupção encoberta que possa colocar em ordem as contas do País?

Quem não deve, não teme, senhores socialistas. É hora de pôr a nu, em nome de Portugal, a vossa verdadeira face arrancando-vos a máscara de imerecida honestidade que tantos de vós exibis.