domingo, 10 de fevereiro de 2013

O Carnaval do Estado!

 

Você pensa que governo é mama?

(música: A Cachaça)






Você pensa que governo é mama?
Governo não é mama, não!
Governo é p'ra servir o povo
Não é p’ra lhe meter a mão.
(bis)


Anda-me a faltar tudo na vida,
Saúde, trabalho e pão
Anda-me a faltar Justiça
P’ra pôr má gente na prisão
Anda-me a faltar dinheiro
E isso é uma consumição
E anda a faltar gente séria
No governo da Nação!


Você pensa que governo é mama?

Governo não é mama, não!
Governo é p'ra servir o povo
Não é p’ra lhe meter a mão.
(bis)


Anda por aí muito malandro,
Só a fugir de trabalhar.
E tem também muito marmanjo
Que só pensa em nos roubar
Há pr' aí uns governantes
Só a pensar no cifrão
E anda a faltar gente séria
No governo da Nação!


Você pensa que governo é mama?
Governo não é mama, não!
Governo é p'ra servir o povo
Não é p’ra lhe meter a mão.
(bis)


O Parlamento anda a meter água
No combate à corrupção,
Perdem-se em debates tontos
Só p'ra ver quem tem razão.
Andam a comer o povo
E nem emendam a mão.
E anda a faltar gente séria
No governo da Nação!


Você pensa que governo é mama?
Governo não é mama, não!
Governo é p'ra servir o povo
Não é p’ra lhe meter a mão.
(bis)


Andam à paulada os partidos
A ver quem fica no poleiro.
São só urros e rugidos
De quem só lh'int'ressa o dinheiro
Estes berram, outros gritam,
Numa grande confusão.
E anda a faltar gente séria
No governo da Nação.


Você pensa que governo é mama?
Governo não é mama, não!
Governo é p'ra servir o povo
Não é p’ra lhe meter a mão.
(bis)


De Belém vem o silêncio
Com evasivas à mistura.
De quem não só não tem mão mole
Nem sabe ter a dita dura.
Todo o mundo anda perdido
Sem ter rumo ou direcção.
E anda a faltar gente séria
No governo da Nação.


Você pensa que governo é mama?
Governo não é mama, não!
Governo é p'ra servir o povo
Não é p’ra lhe meter a mão.
(bis)
(Zé Pitosga)

"Hay personas que transforman el sol en una simple
mancha amarilla, pero hay también quienes hacen
de una simple mancha amarilla el propio sol".

(Pablo Neruda)















sábado, 9 de fevereiro de 2013

Em bicos de pés...



... já que não pode ser por mérito!


Miguel Relvas felicita Telma Monteiro e elogia "qualidades invulgares" da judoca

O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, elogiou hoje as "qualidades técnicas e psicológicas invulgares" de Telma Monteiro, ao felicitar a judoca pela medalha de ouro alcançada no Open de Sófia. 

Ler mais: http://www.ionline.pt/desporto/miguel-relvas-felicita-telma-monteiro-elogia-qualidades-invulgares-da-judoca

Pois, o «Dr.» Relvas, à falta de melhor, vai aproveitando todas as ocasiões favoráveis para se dar ares de boa pessoa e participar em actos que lhe possam valer alguns créditos na Opinião Pública.

Já foi assim na entrega dos «Dragões de Ouro» do FCP onde, se tivesse um pingo de vergonha, nem sequer lá punha os pés...

Porque a «jogada» podia ter corrido mal e ele podia ter recebido uma assuada como aquela com que o mimosearam «naquela» abertura dos jogos da CPLP em Mafra. Lembram-se?...

Que tristeza este pobre Portugal estar a ser governado por pessoas que deviam ter a decência de fazer um acto de contrição e reduzir-se à sua insignificância.

Mas não, este tipo de pessoas valoriza mais a sua vaidadezinha pessoal, o seu egozinho saloio, a busca de um protagonismo tão despropositado como imerecido.

Digam o que disserem, fomos nós que os colocámos lá, não fomos? Esses políticos de vão de escada que nos venderam gato por lebre, não fomos? Agora eles estão à rédea solta para fazer os desvarios que quiserem, para não tomarem as medidas que se impõem e seremos nós, os palermas do costume que iremos pagar a factura.

Será que não há meio de aprendermos? Afinal há quase 40 anos que andamos nisto!

E, para terminar, uma nota de humor (afinal estamos no Carnaval)


Um contribuinte, teve a sua declaração de IRS rejeitada pelas Finanças porque, aparentemente, respondeu a uma das questões incorrectamente.
Em resposta à pergunta "Quantos dependentes tem?" o homem escreveu:"50.000 imigrantes ilegais, 10.000 drogados, milhares de funcionários públicos, 200.000 subsidio-dependentes, 100 generais e almirantes, 13.000  criminosos nas nossas prisões, além de uma cambada de políticos em Lisboa e nos municípios espalhados pelo país.
As Finanças afirmaram que o preenchimento que ele fez era inaceitável.
Resposta do homem às Finanças:
- De quem foi que eu me esqueci?

Pensem nisso! Até amanhã!


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O estado da nossa Educação...




«Sem uma boa Educação não há país que sobreviva à crise»





O Movimento Escola Pública divulgou hoje um manifesto no qual afirma que "sem Educação de qualidade não há país que sobreviva à crise" e alerta para o facto de que apenas 32% dos portugueses possui o ensino secundário. 

"O Governo quer empurrar-nos ainda mais para trás: só 32% da população portuguesa tem o ensino secundário contra 72% no conjunto dos países da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos]", afirmam os signatários do documento, entre eles, Carlos Gomes, da Plataforma pela Educação. 


Ler mais: http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3032617
Já por mais de uma vez foi abordado nestas crónicas o estado calamitoso a que chegou o ensino em Portugal. e a comparação com o que se passava antes do 25 de Abril não se pode dizer que seja lisonjeira.

A realidade é que aqueles que frequentaram o ensino público nos tempos da «outra senhora» podem estabelecer em primeiríssima mão, uma comparação com a que foi ministrada aos nossos filhos nos tempos progressistas da nossa «democracia».

Mesmo aqueles que não tenham sido alunos excepcionalmente brilhantes, podem gabar-se de que aquilo que a nossa geração aprendeu na escola primária e no liceu nos proporcionou uma vasta cultura geral que não tem comparação com a «lavagem de porcos» que é servida aos jovens dos nossos dias.

E se hoje os nossos filhos e os filhos de colegas nossos têm uma excelente cultura geral (em comparação com seus colegas de escola) isso ficou a dever-se ao ambiente doméstico que os incentivou e não pactuou com as facilidades estupidificantes apregoadas pelas elites vanguardistas da nossa praça numa vergonhosa e alienada caça ao voto.

Claro que isso representou um esforço adicional para as famílias no sentido de compensarem por elas próprias o laxismo e a incúria com que os sucessivos governos foram empobrecendo a qualidade do ensino de tal modo que, hoje em dia, é confrangedora a ignorância das camadas mais jovens da população (e refiro-me a «jovens» de idade inferior a 40 anos) sobre os temas mais comezinhos que formariam o cimento de uma sociedade consciente e esclarecida.

Mas a quem interessa isso? Quem lucra com o embrutecimento da sociedade portuguesa?


  • Em primeiro lugar, os políticos, que podem «vender» as maiores enormidades ao povo eleitor que não tem discernimento para saber distinguir a verdade de umas quantas tretas balofas.



  • Em segundo lugar, o grande capital, a quem interessa mão-de-obra inculta e submissa a quem possa manobrar à sua vontade.


Repare-se que as pessoas de posses, com uma visão alargada das realidades da vida, colocam os seus descendentes em colégios particulares onde o ensino é exigente e levado a sério a fim de garantirem uma sólida cultura e o futuro das suas crianças. Eles lá sabem porquê. Mas os postos elevados e bem remunerados da Nação vão parar às suas mãos.

Será que ainda vamos a tempo de consertar isto? 

É trabalho para mais de uma geração que exige, sobretudo, uma grande consciencialização e uma vontade a toda a prova.

Com a comunicação social um tanto ou quanto manietada por grupos económicos, vão sendo blogues como este livres e descomprometidos - que vão tentando manter acesa a chama da Pátria.

Será suficiente? Todos vamos fazendo um grande esforço nesse sentido.

Pensem nisso. Até amanhã!


 A cultura é o que identifica um povo com a sua finalidade. Agustina Bessa-Luís, in 'Dicionário Imperfeito'






P.S.  TGV Lisboa-Madrid
Afinal o nosso Governo anda a colocar o carro à frente dos bois. Veio ontem o desmentido de Bruxelas sobre o financiamento da linha de TGV Lisboa-Madrid.  Há muita gente ansiosa de rechear ainda mais as bolsas à custa do Zé Povinho. Até inventam notícias falsas a ver se pega...  
E agora vem o Governo dar o dito por não dito! 
Que tristeza, que falta de vergonha! Ganância desmedida sem escrúpulos de qualquer espécie...


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

«Alguém» vai encher os bolsos...

Regressa a loucura do TGV!








TGV arranca com 600 milhões 

Governo português obteve a garantia em Bruxelas de financiamento comunitário que permitirá voltar a pôr nos carris o projecto da alta velocidade. 
Ler mais: http://www.publico.pt/economia/noticia/tgv-arranca-com-600-milhoes-1583433?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29

Não há que duvidar, este governo não aprende com os erros cometidos e está a preparar-se para seguir o mesmo caminho de loucura despesista do governo Sócrates.

Lá vamos, mais uma vez, endividar-nos até à ponta dos cabelos para gozo e satisfação de uns gordos capitalistas que manipulam os cordelinhos das marionetas. Não bastava a crise em que estamos, com o cinto apertado já para além do último furo e vêm agora estes malditos «iluminados» afundar-nos ainda mais.

E para quê, Santo Deus? Para termos uma nova edição da A6, a auto-estrada do «lá-vem-um»?

O tráfego existente entre Lisboa e Madrid não o justifica!

Há meses escrevemos uma crónica intitulada

Vamos falar de TGV?

onde analisámos as hipóteses de investimento ferroviário em Portugal em velocidade alta. Curiosamente, continua a ser, desde sempre, dos textos mais consultados. Diariamente!


Senhor Primeiro-Ministro, que maus ventos ou más influências o continuam a empurrar para caminhos que nos conduzem ao abismo?


Porque, como reza a notícia, o senhor conta com o financiamento da Banca para este projecto.

De facto, lá está escrito, preto no branco:


A Parpública assinou a 22 de Janeiro um contrato de financiamento destinado ao projecto de alta velocidade com o Banco Santander, BCP, BES e CGD no montante de 600 milhões de euros. 

Sempre omnipresente a Banca, não é verdade? Porque hão-se ser sempre os mesmos a financiar projectos megalómanos? E o Povo Português não tem uma palavra a dizer quando lhe vêm mexer nos bolsos?



Quem anda a encher os bolsos à custa de todos nós, senhor doutor Pedro Passos Coelho?


Uns Certificados de Aforro devidamente remunerados não seriam um bombom bem merecido pelos Portugueses?


Por aqui me fico. Até amanhã!





quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Banca soma e segue...



... na Bolsa

Há mais negócios e mais investidores na Bolsa de Lisboa este ano, as acções dos bancos estão a valorizar acima dos 20% e o volume de transacções duplicou face a 2012. 
O PSI-20, índice de referência do mercado português, acumula um ganho anual de 10,8%, graças à percepção de que o risco de derrocada do país e da zona euro se reduziu. 
É o melhor mês de Janeiro dos últimos 15 anos. 
Leia mais na edição de 2 de Fevereiro do Expresso.

Bastaram umas palavrinhas do senhor Primeiro-Ministro (mau grado as advertências em contrário do Ministro das Finanças) para o País embandeirar em arco e soltar os cordões à bolsa.

É que, para além da Bolsa, também o Comércio teve reflexos positivos na sua actividade. Nem parece que estamos a atravessar um período crítico da nossa economia.

Eu não sei o que vai acontecer quando, de hoje para amanhã, as notícias derem uma cambalhota e cairmos na dura realidade dos factos. Mas posso imaginar...

Muita gente vai deitar as mãos à cabeça, as acções vêm por aí abaixo e os tubarões do costume compram por dez reis de mel coado as acções que agora venderam por bom preço. E arrecadam mais uns milhões à custa dos tansos do costume.


E a Banca continua a «engordar».

E aqueles que se endividaram mais, esses vão bater com a cabeça nas paredes e arrepelar os cabelos por terem embarcado em mais uma aventura.

Mas se não há maneira de aprenderem a ter juízo, se não aprendem a bem, aprendem a mal. E já há sinais preocupantes, uma vez que ontem...


A probabilidade de incumprimento da dívida portuguesa num horizonte de cinco anos fechou hoje em 30,24%, segundo dados da CMA DataVision. Chegou a subir durante o dia a 30,37%. 

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/risco-de-incumprimento-regressa-a-30=f784722?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2013-02-05

Enfim, estamos em época do Carnaval. E isto deve ser mais uma partida do Rei Momo ao nosso país. Como se não bastassem os palhaços que por cá andam...

Mudando de assunto.

Hoje caiu-me debaixo dos olhos um saboroso pensamento escrito na parede de um local público:



«Os políticos são como os automóveis: 
quanto menos potência têm, mais barulho fazem»


Divino! E ainda dizem que o Povo é ignorante!

Pensem nisso. Até amanhã!





terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Já não era sem tempo...!



Funcionários da CP e familiares também vão pagar bilhete


A administração da CP deliberou nesta sexta-feira suspender as concessões atribuídas aos seus funcionários e familiares que lhes permitiam viajar gratuitamente. Os trabalhadores da empresa podiam até agora viajar de comboio sem pagar, e os seus familiares directos tinham direito a 4000 quilómetros gratuitos por ano e a 75% de desconto na compra de um bilhete.
Ler mais: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/funcionarios-da-cp-e-familiares-tambem-vao-pagar-bilhete-1583037?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29

É um primeiro passo, finalmente, na direcção certa, para tentar colocar novamente a CP nos carris de onde nunca deveria ter saído. Já não era sem tempo que se deveria ter posto cobro há muito a regalias injustificadas e incomportáveis. Aliás a TAP também acaba de fazer cortes salariais.

No entanto essas medidas:


  • Por um lado pecam por escassas (embora se diga, e bem, que «Roma e Pavia não se fizeram num dia»);


  • Por outro lado nada dizem relativamente aos honorários das Administrações (por onde se devia ter começado para dar o exemplo e cortar pela raiz qualquer justificação moral para eventuais reclamações).


No entanto a notícia do Público revela que os Sindicatos vão interpor providência cautelar. As facilidades concedidas são contrapartidas remuneratórias.

Ou seja, ainda querem ganhar mais do que aquilo que já recebem!

Pois bem, se a Administração da CP tiver a coragem e a honradez de dar o exemplo, reduzindo significativamente os seus próprios salários e regalias acessórias a valores, digamos, decentes (tomando como padrão o vencimento do Primeiro-Ministro), retirar-lhes-á qualquer veleidade para prosseguirem as suas exigências descabeladas.

Mas para isso é preciso ter coragem e honradez. Será que a Administração da CP as tem? Tenho esperanças de que assim seja.

Permitam que lhes sugira a leitura da minha crónica «Liderança e austeridade». Penso que será instrutiva.

Por aqui me fico. Até amanhã!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Nem de propósito!



FMI diz que bancos pagam menos do que deviam


...

O sector financeiro está a ser taxado abaixo do que devia ser e deve pagar uma "parte equitativa" da crise, afirmou hoje um porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI), noticia a agência AFP. 

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/fmi-diz-que-bancos-pagam-menos-do-que-deviam=f783810#ixzz2JgprS4qU

Há poucos dias insurgi-me aqui, em vários artigos, contra os privilégios despropositados da  Banca e a protecção que os sucessivos governos têm dado a quem tanto dinheiro tem e manuseia.

Só no passado mês de Janeiro, tivemos, a esse propósito, directa ou indirectamente, as seguintes crónicas:


Se pesquisarmos mais para trás nos arquivos do blogue do ano de 2012 certamente encontraremos mais alertas e críticas a este respeito. Críticas a que o nosso democrático Governo (como é hábito) fez orelhas moucas. Pelas razões que nada custa adivinhar.

E agora é o insuspeito Fundo Monetário Internacional que vem dizer, alto e bom som que o sector financeiro em geral - e a Banca está nele incluída - está a ser taxado abaixo do que deveria ser e que deveria pagar uma parte equitativa da crise.

Face a esta intervenção de um dos membros da «troika» num assunto que tanto afecta a esmagadora maioria dos Portugueses, pergunta-se: 


  • Que justificação tem o senhor Primeiro Ministro e o senhor Ministro das Finanças para manter o garrote com que têm asfixiado as classes menos abastadas da população?


  • Que justificação terão aqueles mesmos senhores para não «taxar equitativamente» todos os «nababos» e aristocratas das finanças de acordo com os lautos rendimentos que auferem?


Diz, e muito bem, o nosso Povo que,



Ou há moralidade ou comem todos!


Está na hora, senhores governantes, de trazer moralidade a esta terra tão sacrificada pelos imbecis que, há tantos anos, nos têm sangrado sem escrúpulos nem remorsos.

Vamos finalmente arrepiar caminho? Ou os vossos interesses particulares continuam a falar mais alto?

E por hoje, fico-me por aqui! 

Pensem nisso. Até amanhã!