quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Vamos contar mentiras?

 

Passos garante que “estes anos difíceis irão passar”



O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou esta terça-feira, na mensagem de Natal que dirigiu aos portugueses, que “ainda não podemos declarar vitória sobre a crise, mas estamos hoje muito mais perto de o conseguir”.

(Ler mais: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/passos-garante-que-estes-anos-dificeis-irao-passar)

Você acredita? Sinto muito mas estas promessas parecem-me muito difíceis de engolir. E não é com rezas que vamos lá.  

Quando tantos comentadores e bloguistas (não somos os únicos, longe disso) se têm insurgido contra a falta de um rumo seguro da nau governativa, quando tantas sugestões e alertas têm sido dados e do nosso governo só se constatam orelhas moucas, no mínimo é fantasia esperar que os Portugueses continuem a dar crédito a um conjunto de políticos que só é capaz de ouvir a própria voz e... quiçá, os seus interesses que ninguém conhece.

E que dizer da «Mensagem de Natal» classificada como «patética» por mais de um comentador?  

Em nosso entender, toda essa «Mensagem de Natal» de Passos Coelho não passou de mais do que uma manobra dilatória para adormecer o país por mais uns tempos enquanto tentam arranjar mais uns esquemas para salvar a face e evitar a tomada das medidas de fundo que há muito deveriam estar em execução. Mas, cúmulo dos cúmulos, ainda por cima foi desmentida pelo próprio no que pretendia ser uma mensagem mais íntimista no Facebook. Deus meu, para onde vai Portugal com homenzinhos destes ao leme do Estado? 

De uma entrevista por Ana Sá Lopes e Luís Rosa, publicada em 24 Abr 2012 ao General Garcia dos Sanros no semanário i retirámos este extracto:

Não havia consciência política no anterior regime e continua a não haver?

A pouco e pouco vai-se criando essa consciência política. Por necessidade, alguns vão trazendo lá de fora alguns conhecimentos… Mas até que se tape esse buraco vai demorar um certo tempo. São três gerações, pelo menos. Por isso, os nossos políticos, a nossa classe política são uns garotos, nunca fizeram nada na vida…

Está a falar de Pedro Passos Coelho, António José Seguro?

Todos eles, todos eles! Responda-me só a isto: quem é que vê, no nosso horizonte político, capaz de deitar a mão a isto e pôr isto a funcionar como deve ser? Não há! Eu não vejo ninguém. Tenho perguntado isto a dezenas de pessoas e ninguém me diz “o salvador da pátria é…”. Salvador com as devidas cautelas, não estou a falar em ditaduras, não é essa de forma nenhuma a minha ideia. Agora, uma democracia exige disciplina, rigor, planeamento e nós não temos nada disso!
Mas o actual Presidente da República…

Não me fale... (continua no link) 
Ler mais: http://www.ionline.pt/portugal/garcia-dos-santos-ainda-convivemos-pesada-heranca-passado  

É preciso mais? Leiam a entrevista completa seguindo o link acima. Onde também se fala do actual Presidente da República e da sua comparação com Ramalho Eanes.  

Porque o General Garcia dos Santos não é um qualquer. Esteve profundamente envolvido no 25 de Abril e no arranque para a nossa democracia que, segundo ele... bem, o melhor é mesmo lerem a entrevista. Vale a pena.  

Boa leitura. Até amanhã!    

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Nem preso este homem pára?

... ou as contínuas «actividades» de Vale e Azevedo

 

Não há qualqer dúvida, este homem é incorrigível e tem sete vidas como os gatos.

Não é que agora, em conluio com a esposa, estava a preparar uma golpada de mais de 35 milhões de Euros?

E o pior é que, para desviar as atenções das suas actividades ilegais, nunca hesitou em colocar vidas em risco, inclusivé de pessoas inocentes que nada tinham a ver com as suas negociatas.

Alguém se esqueceu que foi ele que incendiou as claques do Benfica numa guerra declarada contra o FC Porto?

É certo que as relações e a rivalidade entre os dois clubes nunca foram pacíficas, mas fazer apelo à violência mais soez, numa actividade que deveria ser apenas de lazer, é prova de um carácter torpe e corrompido.

Claro que Pinto da Costa não é um menino de coro e não se calou e a violência descambou sem controlo, com autocarros incendiados e apedrejados e cenas de pancadaria dignas da América do Sul ou de países do terceiro mundo.

Será que não somos capazes de acabar com a selvajaria no desporto? E aqui me dirijo à claques de TODOS os clubes sem excepção. Vamos enterrar os machados de guerra que não trazem lucro a ninguém?


  • Ponham os olhos no jogo entre a Turquia e a Coreia do Sul no Mundial de 2006!

  • Ponham os olhos na claque do Celtic de Glasgow.

  • Ponham os olhos na final da Liga Europa em Dublin entre FC Porto e SC Braga.

  • Ponham os olhos nos Mancha Negra da Académica.

... e digam se, com exemplos desses o desporto em geral e o futebol em particular, não são uma coisa linda...! Basta querermos.

Pensem nisso! E não deixem que o espírito negro e mesquinho de Vale e Azevedo continuar a emporcalhar-nos a todos com a sua vileza.

E este pedido é também extensivo a todos os dirigentes desportivos, todos os comentadores, todos os jornalistas para que não produzam declarações ou textos que sirvam de rastilho aos maus instintos de tantos energúmenos que se deleitam com a desordem e a confrontação.

Àqueles que têm energias a mais e que pretendam degastá-las, façam-no em tarefas úteis, por exemplo, ajudando os bombeiros que, todos os anos correm risco de vida ao combater os incêndios ateados por loucos incendiários por esse país fora.

Tenham um dia feliz. Até amanhã




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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Natal!




Nasceu o Redentor!



Nesta data tão especial gostaria de ter notícias alegres para dar, notícias de Paz e Amor, notícias de que o nosso Portugal estava a recuperar, que o nosso Governo tinha tido um rebate de consciência e que vinham a caminho medidas sensatas de desenvolvimento e de combate à crise e às negociatas obscuras.

Notícias de que tínhamos como Presidente um Homem íntegro como Ramalho Eanes que não se desviava um milímetro do caminho da honra e da rectidão.

Notícias de que os corruptos tinham tido uma epifania e tinham devolvido ao Estado tudo aquilo de que se tinham apropriado indevidamente e que essas verbas iriam ser empregadas no desenvolvimento da Nação e do bem estar dos cidadãos.

Notícias de que as centrais sindicais tinham tomado consciência do mal que têm feito a todos nós e de que iam desencorajar futuras greves de transportes, de estivadores, de funcionários públicos para, finalmente, desaparecerem todos os entraves a quem quer trabalhar e desenvolver a competitividade.

Notícias de que a Justiça decidiu ser expedita e não acumular entraves ao desenrolar dos processos para que transitem rapidamente em julgado a fim de que os culpados sejam punidos e as vítimas sejam ressarcidas e indemnizadas dos danos sofridos.  

Notícias de que os nossos deputados resolveram meter mãos ao trabalho, deixado discussões inúteis de papagaios birrentos e, de mãos e espíritos unidos, tinham conseguido amalgamar o melhor das ideias de cada sensibilidade para dar a Portugal um sistema legal isento de buracos pelos quais os criminosos se pudessem escapar às suas responsabilidades.

Notícias de que a ganância sem freio e a ambição desmedida se tinham redimido e colocavam os recursos ao seu dispor para procurar vias para um desenvolvimento sustentado aproveitando o melhor de cada um para o progresso fulgurante da nossa economia.

Notícias de que a Formação Profissional tinha deixado de ser uma anedota cruel, que os cursos eram ministrados por formadores competentes justamente remunerados, que entusiasmavam os formandos e os levavam a adquirir competências muito válidas para a rentabilidade e crescimento das nossas empresas.

Notícias de que o Patronato tinha decidido aperfeiçoar-se profissionalmente e apostava na qualificação do seu pessoal de modo a ter uma elevada rentabilidade que lhe permitiria o acesso a um estilo de vida de alto nível sem sangrar as suas empresas até à exaustão.

Notícias de que os trabalhadores se sensibilizavam para a assiduidade ao trabalho, para a contenção de custos, para se autocontrolarem na qualidade do seu trabalho a fim de que que as respectivas empresas pudessem ser mais rentáveis e lhes retribuíssem o esforço pela melhoria das suas condições salariais.

Notícias de que os reformados e pensionistas seriam devidamente recompensados por uma vida inteira de trabalho e que os seus descontos para a Segurança Social lhes garantiam uma velhice digna e uma assistência médica consoante as suas necessidades.

Notícias de que o Serviço Nacional de Saúde se tinha reorganizado, auto-expugando-se de gastos injustificados e que conseguia  atender devidamente todos os utentes em tempo útil.

Notícias de que todos os burocratas do funcionalismo público se tinham consciencializado de que são pagos com o dinheiro de todos nós, de que não são os patrões dos contribuintes mas antes os seus servidores, e que tinham deixado o abuso de pausas para o café a toda a hora, de ausências sem razão, de entradas tardias e saídas antecipadas, de processos na prateleira à espera de uma cunha ou de umas luvas...

Só que não é o 1º de Abril e não vamos contar mentiras...

Mas sonhar não custa.

Como dizia António Gedeão (aliás Prof. Rómulo de Carvalho),

«...
Eles não sabem, nem sonham
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.»

Poema completo em: http://www.citi.pt/cultura/literatura/poesia/antonio_gedeao/pedra_filo.html


Tenham um dia feliz na companhia dos vossos entes queridos. Até amanhã!



segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Nem de propósito!

 

Dois presentes envenenados!



Ainda na crónica de ontem estavamos a dar umas achegas para o governo se reconciliar com a população, para conseguir motivá-la, e caem-nos debaixo dos olhos duas notícias para deitar abaixo as melhores das intenções:



  • Mais uma vez o Governo consegue de Bruxelas a transferência para Lisboa de fundos comunitários destinados a três regiões pobres - Norte, Centro e Alentejo. (Ler mais em Destak de 21.12.2012)

  • Clientes do BPN deixam de pagar dívidas. Só no universo de clientes do BPN com empréstimos superiores a meio milhão de euros, já há três mil milhões de dívidas em incumprimento total ou seja, mais três mil milhões de Euros que o Governo vai ter que sangrar a quem não teve culpa desses desmandos. (Ler mais em Expresso de 22.12.2012)

(A este propósito leia-se a crónica de Henrique Monteiro em http://expresso.sapo.pt/bpn-ainda-o-escandalo-ainda-a-impunidade)


Senhor Primeiro-Ministro, com notícias destas a vir a público nas vésperas de um Natal de contenção e sacrifício para as famílias, como quer o senhor conquistar o respeito e o empenho dos Portugueses para o apoiarem?



O senhor está a sonhar com a Lua! Não tem coragem para enfrentar a situação?

Harry Truman tinha uma citação para isso:


«Quem não suporta o calor do fogo, não deve ir para a cozinha!»


O senhor não sabia para onde ia? O senhor candidatou-se ao lugar sabendo que o país estava de rastos.

Ocultaram-lhe informações? Devia tê-lo previsto, o PS não tinha o menor interesse em lhe dizer até que ponto a situação estava em pantanas. Provavelmente nem eles sabiam a extensão da estrumeira em que nos enterraram.

Mas agora a tarefa é sua. Tem o bébé no colo, a fralda está suja e ele está a gritar de fome. Mostre aquilo de que é capaz!

Tem membros incompetentes na sua equipa? Substitua-os. A não ser que tenha as mãos atadas e não o possa fazer. O senhor lá saberá a razão porque o não faz. Mas depois não se queixe dos resultados se a população não acreditar em si.

Reparou que até o Senhor Presidente da República quis manter as distâncias nos cumprimentos de Natal? A bom entendedor...

E, para terminar, para todos aqueles que me dão o imenso prazer de me vir aqui fazer companhia, um vídeo com todo o carinho. Bem hajam!






P.S. A crónica de amanhã 25.12 (dia de Natal) estará no blogue (http://kem-m-akode.blogspot.com) a partir das 00:30 como de costume. O envio por mail, Facebook e Google+ só será efectuado à tarde. Afinal também tenho o direito de ir visitar os meus netos :). Boas Festas!

domingo, 23 de dezembro de 2012

Motivação e austeridade...

 

... ou o que está errado numa política certa!




E, embora a austeridade já nos tenha servido nos últimos anos para garantir que continuávamos a dispor duma bicicleta, neste momento já nos coloca mais perto do chão. Para o meu desespero, não deixa de ser curioso que um dos motivos dessa situação tenha sido o insucesso de acrescentar, ou no mínimo de comunicar, um propósito, um sonho, uma convicção para o esforço pedido aos portugueses. E esse sonho, ou melhor a falta dele, acaba por ser a diferença entre a dieta que nos estão a pedir e a fome que estamos a sentir.
 
Xavier Rodríguez-Martín in «Diário Económico»

Ler mais: http://economico.sapo.pt/noticias/emergencias-e-submergencias_158987.html


O que é «motivação»?

Podemos dizer que «Motivação» é aquilo que leva as pessoas a fazerem qualquer coisa. Por outras palavras, é o que as leva a empenharem-se com dedicação, esforço e energia naquilo que fazem.

Uma definição simples, mas particularmente adequada ao momento actual, seria:

Levar as pessoas a fazer (bem e de boa vontade) aquilo que tem que ser feito.

Um governo, com objectivos rigorosos a alcançar, deve concentrar-se no que motiva os seus concidadãos a esforçar-se para alcançar esses mesmos objectivos.



Tem sido amplamente demonstrado que:

  • Existe motivação positiva quando as pessoas visam satisfazer um impulso ou uma necessidade


  • A motivação termina quando as pessoas são obrigadas a sujeitar-se a uma exigência.

Ora a que temos vindo a assistir nos últimos tempos neste país? O Governo tem vindo a insistir até à exaustão na necessidade de medidas de austeridade. Mas...


Austeridade para quem?


Sempre para os mesmos... Consegue-se motivar a população? Nem por sombras porque as pessoas são obrigadas a sujeitar-se a exigências!

E, como consequência, procuram fugir a elas por todos os meios possíveis e a tarefa do governo torna-se, dia a dia, cada vez mais impossível.

Senhor primeiro-ministro, sabemos que estão a ser dados alguns passos no bom caminho e que os gastos supérfluos que a população portuguesa vinha a fazer há muitos anos, se estão a controlar. A prova está, por exemplo, na redução das importações, no aumento das exportações, na menor taxa de juro que estamos a conseguir nos empréstimos.

Mas acha que está a conseguir motivar a população, a fazer surgir aquela vaga de fundo indispensável para catapultar a nossa economia e ultrapassar este Cabo das Tormentas?

Não tenha ilusões, não está e, por esse caminho, não estará nunca.

Porque o senhor não está a conseguir motivar a população, nem nunca o conseguirá enquanto não tratar por igual todos os Portugueses, enquanto continuar a privilegiar uns quantos (infelizmente muitos) que continuam a eximir-se às responsabilidades que lhes cabem como cidadãos, pretendendo alijar a canga nas costas dos demais.

Portugal está desmotivado, sem força de ânimo para enfrentar o desafio.

Arrasta-se produzindo o mínimo possível à custa de chicotadas que lhe são vibradas por uma chusma de incompetentes cheios de vento que só pensam nos seus privilégios em vez de contribuirem para o bem comum. Porque não se convencem de que se esse bem comum for alcançado eles serão também fortemente beneficiados.

Claro que um escravo apenas produz o indispensável para evitar as chicotadas. Fazer mais e melhor? O que ganho eu com isso?

Para o ajudar a clarificar o seu pensamento, vou socorrer-me de uma imagem retirada de «Equilíbrio Corpo e Mente»:



(Ler mais: http://equilibriocorpoemente.wordpress.com/2010/07/27/motivacao-interna-x-motivacao-externa/):

Isto diz-lhe alguma coisa? Se pesar um por um os pontos mencionados na massa imersa do iceberg, verá que o governo falha em todos eles!

Por favor considere isto como uma prenda de Natal! De alguém que tem sido muito crítico mas que só deseja o bem do país. Por muito que lhe pareça o contrário. Perdoe que lhe diga isto, mas o actual governo tem uma grande falta de psicologia!

Porque os homens passam e morrem e Portugal fica!

Pense nisto e tenha um Santo Natal. Até amanhã




(Por estarmos na quadra natalícia, hoje não há publicidade)











sábado, 22 de dezembro de 2012

SCUTS: Será desta vez...


insustentavelbelezadosseres.blogspot.com


... que se faz uma negociação com pés e cabeça?




O arranque formal do processo de renegociação das concessões rodoviária começou a 3 de Dezembro, de acordo com um despacho hoje publicado que nomeia o responsável da Unidade Técnica de Acompanhamento de Projectos e a comissão de renegociação dos contratos. António Ramalho, presidente da Estradas de Portugal, vai presidir à comissão que vai rever os custos do Estado nas PPP (Parcerias Público Privado) rodoviárias.

Ler mais: http://www.ionline.pt/dinheiro/processo-formal-renegociacao-das-antigas-scut-ja-comecou


Isto seriam negociações que jamais deveriam ter visto a luz do dia se os (des)governos da altura, capitaneados por José Sócrates não tivessem «metido a pata na poça» como soe dizer-se.

De facto, no «Diário de Notícias» de 27/05/2005 podia ler-se:


Aumento do imposto sobre combustíveis vai para as SCUT


«Os 2,5 cêntimos por litro que o Governo vai juntar, todos os anos, ao imposto sobre os combustíveis, destinam-se a pagar as auto-estradas (SCUT)».

 


Ou seja, desde 2006 que já estamos a contribuir, nos combustíveis com que abastecemos as nossas viaturas, para a utilização das SCUTS. Se os valores não eram suficientes, nem deveriam ter sido renegociadas as portagens.

Será que, quando um negócio é prejudicial para alguém, esse alguém vai recorrer ao Estado para o ressarcir dos prejuízos que teve por ter sido incompetente? À custa dos contribuintes? 

Conheço muito boa gente cujas empresas foram à falência (acontece a cada passo hoje em dia) porque as condições do mercado mudaram. Será que o Estado vai-lhes cobrir o prejuízo? Nem pensar. Isso é que era bom!  

Nós não temos culpa nenhuma de que os concessionários das então SCUTS tenham feito mal as suas contas e tenham acabado por ter um prejuízo avultado quando contavam ter lucros chorudos. Mas isso é o risco do negócio.  

Mal fez o executivo de José Sócrates e seus «muchachos» quando alterou as regras de jogo a favor dos concessionários deixando-nos com os bébés nos braços e os «tubarões» a rir às gargalhadas e a esfregar as mãos de contentes. Resta saber com quanto se aboletaram aqueles que, nas nossas costas, nos entregaram ao açougueiro para o abate como se gado fôssemos. 

Como é evidente, não conhecemos o clausulado dos contratos, mas quero crer que na Constituição ou em qualquer Lei ou Acórdão (que desconheço por não ser advogado), existirão salvaguardas contra a utilização de pactos leoninos as quais poderão ser invocadas para denúncia ou negociação dos contratos em bases que não sejam lesivas dos legítimos interesses das partes nem do Povo Português. Porque de pactos leoninos se trata!

Senhor Dr. António Ramalho, a palavra agora é sua. Rodeie-se dos melhores juristas que consiga encontrar e livre-se e livre-nos desse «colete de forças» que à nossa revelia nos fizeram envergar.

Boa sorte e tenha um Feliz Natal. Contamos consigo!

Até amanhã.


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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Campanhas de solidariedade...

 

 

...ou o despudor sem limites!





Não, não estou a atacar de modo algum as iniciativas generosas de tanta gente que, sacrificando descansos se entrega à nobre tarefa de ajudar o próximo em dificuldades.

Refiro-me sim à falta de vergonha e de honestidade com que governantes e grandes empresas se aproveitam do bom coração do Povo Português para, à sua custa, engordarem ainda mais (e encapotadamente) os seus lucros.

Duvidam? Então prestem atenção.

Recentemente o Banco Alimentar fez uma recolha de bens alimentares. A recolha em hipermercados, segundo os telejornais, foi cerca de 2.644 toneladas! Ou seja 2.644.000 quilogramas.


Se admitirmos que, em média, os produtos que cada pessoa oferece custaram 50 cêntimos/kg (na realidade o custo é bem mais elevado):
2.644.000 kg x 0,50 € = 1.322.000,00 € (1 milhão, trezentos e vinte e dois mil euros), total pago nas caixas dos hipermercados (a favor de quem precisa).
 
Quem ganhou mais com a campanha?:

1. Em primeiro lugar o Estado através do IVA cobrado sem excepção (confiram as vossas facturas: a solidariedade, a caridade, também pagam imposto). Vergonhoso, ignóbil, inqualificável? Sem dúvida. Mas foi a equipa que nós próprios colocámos nas cadeiras do Poder.

2. As cadeias de hipermercados através das margens de lucro aplicadas aos produtos. Embora estes, à partida, não possam distinguir nas caixas os destinos para que são comprados os produtos.


Um exemplo de como pode ser contornada esta situação:

Fora das datas da campanha, como sabemos, os clientes ainda podem fazer donativos de bens alimentares por meio de senhas, pagando os produtos dessas senhas que o hipermercado, posteriormente, entrega ao Banco Alimentar.

Pois bem, isentem-se de IVA essas senhas (que passariam a ser o único meio de fazer donativos), o hipermercado reduza a sua margem de lucro nesses bens que os clientes compram entregando as senhas aos voluntários do Banco Alimentar que as encaminhariam para a central para levantamento. Desse modo todos contribuem e o Estado não comete a indignidade de se pôr na fila das esmolas roubando (é o termo) as ofertas a quem mais precisa delas.


Outro caso gritante:
Quando ocorreram as tempestades na Madeira porque razão os madeirenses receberam 2 milhões de euros da solidariedade nacional, quando o que foi doado foram 2 milhões e 880 mil?

Para onde foi esta "pequena" parcela de 880.000,00 € ? (mais de 30% do total doado).
A campanha a favor das vítimas do temporal na Madeira através de chamadas telefónicas foi um insulto à boa-fé da gente generosa e um assalto à mão-armada.
Pelas televisões a promoção reza assim: Preço da chamada 0,60 € + IVA.  (0,72 € no total).
O que por má-fé não se diz é que o donativo que deverá chegar ao beneficiário madeirense é de apenas 0,50.

Assim oferecemos 0,50 € a quem carece, mas cobram-nos 0,72 €, mais 0,22 € ou seja 30%.

Quem ficou com esta diferença?

1º - a PT com 0,10 € (17%) isto é a diferença dos 50 para os 60 (Senhor Engº Zeinal Bava, não me diga que os seus talentosos informáticos não têm meios de separar o trigo do joio e de não cobrar a solidariedade das pessoas).

2º - o Estado com 0,12 € (20%) referente ao IVA sobre 0,60 € (Senhor Primeiro-Ministro, não me diga que o seu governo chega tão baixo a ponto de esbulhar os desgraçados do auxílio que o coração compassivo dos Portugueses reuniu a favor dos infelizes compatriotas madeirenses).

Numa campanha de solidariedade, a aplicação de uma margem de lucro pela PT e da incidência do IVA pelo Estado dão uma imagem de baixeza moral que, quero acreditar, não estaria no pensamento dos mais altos responsáveis.

Neste caso, a RTP anunciou em grandes parangonas que o montante doado atingiu os 2.000.000,00 €.

Mas coibiu-se de dizer que os generosos Portugueses pagaram mais 44%, ou seja, mais 880.000,00 € divididos entre a PT (400.000,00 €) e o Estado (480.000,00 €). Para onde foram estas verbas?

  • A PT cobra comissão de quase 20% num acto de solidariedade!!!
  • O Estado faz incidir IVA sobre um produto da mais pura generosidade!!!

Fico-me por aqui nos meus comentários. Permito-me apenas referir uma grande verdade:

«As más acções ficam sempre com quem as pratica»

Pensem nisso. Até amanhã!

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