domingo, 16 de dezembro de 2012

Portugal é o 5.º mais rentável da Europa...


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... na agricultura





Portugal é o quinto país da União Europeia onde a actividade agrícola por trabalhador mais rende em 2012.

Dados hoje revelados pelo Eurostat indicam que o rendimento do sector agrícola cresce 9,3% em 2012, com a Bélgica a liderar com um crescimento de 30%. Para além deste país, à frente de Portugal posicionam-se apenas a Holanda (14,9%), a Lituânia (13,6%) e a Alemanha (12,1%). A Espanha ficou em 14º lugar com um rendimento de apenas 2,4%.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/portugal-e-o-5-mais-rentavel-da-europa-na-agricultura=f773316#ixzz2Evxn2hoY

Após o 25 de Abril, a Agricultura tem sido considerada a parente pobre da economia, com a fuga generalizada dos trabalhadores para os sectores secundário e terciário esquecendo-nos de que sem comida não podemos viver. E passámos a viver alegremente de importações com o consequente desequilíbrio da nossa balança comercial que tem contribuído para o agravamento da nossa dívida externa.

A Superfície Agrícola Utilizada (SAU), composta por terras aráveis, culturas permanentes, prados e pastagens, corresponde a 13 736 milhões de hectares, ou seja, a 42% da superfície total do país, encontrando-se grande parte em zonas desfavorecidas, uma das razões para que a intensificação observada em muitos países europeus não se tenha verificado em Portugal (fonte CONFAGRI).

De acordo com os dados do Eurostat, em 2001 perto de 36% (3 milhões de hectares) da superfície total estava ocupada com floresta. A superfície agrícola útil (SAU), que ascendia a 3 838 milhões de hectares, correspondia a 42% da superfície total, representando ligeiramente menos de 3% da SAU total da UE. A maior parte da superfície agrícola localizava-se em zonas desfavorecidas (85%), 28,7% da qual se situava em zonas de montanha. Estas características constituíram sempre um obstáculo natural à intensificação da agricultura portuguesa, nomeadamente nas zonas do interior.

As terras aráveis, que representam a principal utilização da SAU, ocupam 1.610 milhões de hectares (42%), seguidas pelos prados e pastagens permanentes (1.390 milhões) e pelas culturas permanentes (767 milhões).

 




Dada a origem diversificada das fontes de informação utilizadas, nem sempre os períodos temporais considerados são coincidentes. No entanto permitem uma visão relativamente aproximada da realidade que temos vivido.

Não se pretende fazer aqui um tratado sobre a nossa agricultura, mas apenas dar uma panorâmica geral que permita a compreensão da situação e das ideias propostas. 

Assim, comecemos o nosso estudo por deitar uma vista de olhos pela Balança Comercial Portuguesa, apenas no que diz respeito aos bens:





Como é do conhecimento geral, as nossas importações ultrapassam significativamente as exportações há já muitos anos. Ou seja, estamos a viver acima das nossas posses. Como temos conseguido isso? Endividando-nos... o que, com o passar dos anos, nos conduziu à situação em que actualmente estamos.

E quais são os artigos mais responsáveis por esse desequilíbrio? Repare-se que apenas três tipos de bens são responsáveis por 40% das nossas importações:




No primeiro grupo, pouco podemos fazer. Àparte a economia de produtos energéticos e a aposta nas energias renováveis (por muito investimento inicial que seja necessário, a verdade é que o «combustível» que gastam é a água da chuva e o vento) apenas podemos contar com a reciclagem de óleos usados e a utilização de biodiesel que (sabe-se lá porquê... mas imagina-se) ainda não está devidamente regulamentada.

No segundo já podemos fazer algo, uma vez que temos muitas empresas a fabricar componentes para a indústria automóvel, linhas de montagem e até uma unidade (Auto-Europa) que é a nossa bandeira de exportação. Mas poderíamos ter mais, embora com tecnologia estrangeira. Se as firmas construtoras estiverem dispostas a investir em Portugal.

Pena foi que tivéssemos liquidado duas unidades produtoras de equipamento ferroviário (SOREFAME e SEPSA) e estejamos, nesse campo, fortemente dependentes da importação.

No entanto, no terceiro grupo há perspectivas bem positivas se as soubermos utilizar devidamente. 



Repare-se que, embora actualmente estejamos numa enorme dependência externa, a realidade é que em tempos não muito distantes já tivemos uma auto-suficiência superior a 80% que poderemos vir a retomar ou mesmo ultrapassar. Se nos dispusermos a trabalhar para esse fim.




Posto isto, analisemos as origens dos produtos importados. Fazendo o gráfico respectivo temos que 43% das importações vêm da nossa vizinha Espanha e 10% de França. Só por si, estes dois países representam mais de metade (53%) das nossas importações de bens alimentares.




Convertendo estes dados em numerário, temos:



Repare-se que, só de Espanha nós importamos perto de quatro mil milhões de Euros. E isto é particularmente importante porque se trata de um país com as mesmas características climatéricas e portanto adequado ao mesmo tipo de culturas... que poderíamos fazer em Portugal.

Certo que temos menor área de terrenos de aluvião, mas, em muitas áreas, os nossos produtos são de qualidade muito superior aos espanhois.

Nos cereais a produção parece estar a aumentar. No entanto há muitos produtores que abandonaram a produção, por exemplo, de trigo já que os preços de importação deste cereal (embora de qualidade inferior - trigo mole) são preferidos pela indústria, mais preocupada com os preços do que com a qualidade.




As diferenças de importância da agricultura nas diferentes regiões também são muito acentuadas. Em termos de emprego, a agricultura é especialmente importante na região Centro, ao passo que, em termos de valor acrescentado, a percentagem mais elevada cabe ao Alentejo, onde esse valor é superior a 10%.

A região onde a importância da agricultura na economia é menor é a de Lisboa e Vale do Tejo, que é também aquela onde se concentram os pomares e as vinhas mais produtivas de Portugal.





Um dado interessante que pode lançar alguma luz sobre a situação é a distribuição dos empresários agrícolas por faixa etária:




Como se constata, ao contrário do que acontece no resto da Europa, a incidência das faixas etárias mais idosas em Portugal é mais acentuada, o que poderá significar uma maior resistência à mudança.

Seria interessante cruzar estes dados com a escolaridade adquirida, mas, infelizmente, não conseguimos os elementos indispensáveis para esse estudo.

No entanto os dados do Eurostat indicam que o nível de instrução dos empresários agrícolas portugueses é baixo. Só 1% declaram ter recebido formação agrícola, para uma média de 5% na UE-15. Estes dois elementos colocam dificuldades ao processo de modernização da agricultura portuguesa.

Para mais elementos aconselha-se a consulta do site
http://ec.europa.eu/agriculture/publi/reports/portugal/workdoc_pt.pdf

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A agricultura, que em toda a parte se estima o nervo principal das nações, aqui olha-se como insignificante ou inútil. Além do mais, os portugueses vivem adormecidosde alma e corpo na indolência e gastando acima das suas posses.

Deana Barroqueiro in «D. Sebastião e o Vidente»

Postos estes dados em cima da mesa (mesmo tendo em linha de conta que poderão não ser totalmente exactos), é possível tirar algumas conclusões que julgamos pertinentes.

1. Temos possibilidades de aumentar significativamente a nossa auto-suficiência em produtos alimentares reduzindo as importações e melhorando o estado da nossa balança comercial.

2. As razões que estão por detrás da situação actual são diversas, mas parecem-nos assentar fundamentalmente em três vertentes:





  • Governo (ou melhor, os diversos governos dos últimos 40 anos): negociação da Política Agrícola Comum (PAC); extinção de projectos em curso (açúcar de beterraba, cultura de tabaco); deficiente apoio financeiro e técnico aos agricultores (ao contrário dos nossos parceiros da União Europeia); deficiente legislação laboral (convidando os trabalhadores agrícolas à ociosidade); normas e regulamentos impeditivos (permitindo às sanguessugas locais a colocação de todo o tipo de entraves na mira de «luvas); etc, etc.

  • Agricultores: que não procuram cultivar-se e aprender; que não frequentam cursos de formação (que também não são devidamente preparados e adequados); que não tomam a iniciativa de trilhar caminhos novos; que, pelo facto de serem proprietários, acham que não precisam de aprender a lidar com os trabalhadores; que preferem ter os terrenos ao abandono a cedê-los a alguém que os queira rentabilizar; etc, etc.

  • Trabalhadores agrícolas: que preferem viver na ociosidade de um subsídio; que fazem exigências desmesuradas que sabem de antemão não poderem ser satisfeitas; que não procuram aprender para irem mais além na vida; que apenas fazem o mínimo possível quando trabalham; etc, etc.
O que pode ser feito? O que acima foi dito já dá muitas pistas para actuação a quem o queira fazer. Por exemplo, abrir as fronteiras a famílias de agricultores que queiram trabalhar as terras abandonadas. Por isso:

USEM A IMAGINAÇÃO (sem ser para arranjar maneiras de enganar o fisco nem burlar o próximo).

Vão pensando nisso. Até amanhã!



P.S. Certamente a Senhora Ministra da Agricultura, com os dados e meios a que tem acesso, poderá fazer um estudo muito mais exacto e produtivo do que este. Desde que não confie cegamente em quem possa ter interesse em varrer o lixo para debaixo do tapete. Só que nós fazemos o que fazemos com os meios de que dispomos: fazemos omoletes sem ovos! Por isso se apresentam aos leitores as nossas sinceras desculpas por algum erro cometido. No entanto, entendemos que é mais vale uma informação relativamente incorrecta mesmo com uma margem de erro de 50% do que uma informação nula com uma margem de erro sem limites...!


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sábado, 15 de dezembro de 2012

O exemplo de Ramalho Eanes



Um Presidente impoluto!

Quando cumpria o seu segundo mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe apresentada pelo Governo uma lei especialmente congeminada contra si.


O texto impedia que o vencimento do Chefe do Estado fosse «acumulado com quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência» públicas que viesse a receber.

Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-se de auferir a aposentação de militar para a qual descontara durante toda a carreira.

O desconforto de tamanha injustiça levou-o, mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há pouco, se pronunciaram a seu favor.

Como consequência, foram-lhe disponibilizadas as importâncias não pagas durante catorze anos, com retroactivos, num total de um milhão e trezentos mil euros.

Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu, porém, prescindir do benefício, que o não era pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados - e não aceitou o dinheiro. Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância, Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo, no arranjismo que o imergem, nos imergem por todos os lados.

As pessoas de bem logo o olharam empolgadas: o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de ânimo em altura de extrema pungência cívica, de dolorosíssimo abandono social.

Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento afim, quando se negou a subscrever um pedido de pensão por mérito intelectual que a secretaria da Cultura (sob a responsabilidade de Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situação económica da escritora, atribuir-lhe. «Não, não peço. Se o Estado português entender que a mereço», justificar-se-ia, «agradeço-a e aceito-a.

Mas pedi-la, não. Nunca!»

O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria, pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e primeiras páginas de periódicos) explica-se pela nossa recalcada má consciência que não suporta, de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos.

“A política tem de ser feita respeitando uma moral, a moral da responsabilidade e, se possível, a moral da convicção”, dirá. Torna-se indispensável “preservar alguns dos valores de outrora, das utopias de outrora”.

Quem o conhece não se surpreende com a sua decisão, pois as questões da honra, da integridade, foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta- acrescentando os outros.

“Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará, “fora dela. Reagi como tímido, liderando”. O acto do antigo Presidente («cujo carácter e probidade sobrelevam a calamidade moral que por aí se tornou comum», como escreveu numa das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos) ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida, pervertida ética.

Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o bastão de Marechal) preservou um nível de dignidade decisivo para continuarmos a respeitar-nos, a acreditar-nos - condição imprescindível ao futuro dos que persistem em ser decentes.

(Fernando Dacosta)

Nota: Já escrevi algures no Expresso um comentário sobre Ramalho Eanes, mas sinto-me na obrigação de dizer algo mais e que me foi contado por mais que uma pessoa.

Disseram-me que perante as dificuldades da Presidência teve de vender uma casa de férias na Costa de Caparica e ainda que chegou a mandar virar dois fatos, razão pela qual um empresário do Norte lhe ofereceu tecido para dois. Quando necessitava de um conselho convidava as pessoas para depois do jantar, aos quais era servido um chá por não haver verba para o jantar. O policia de guarda em vez de estar na rua de plantão ao frio e chuva mandou colocá-lo no átrio e arranjou uma cadeira para ele não estar de pé. Consta que também lhe ofereceram Acções da SLN-BPN, mas recusou.

Já várias vezes este texto de Fernando Dacosta circulou na internet. No entanto nunca é demais realçar a postura de um Homem que, passando pela cadeira do Poder, tendo ocupado o posto mais elevado da Nação, soube sempre manter uma postura honesta e digna a exemplo de Teófilo Braga, nosso primeiro Presidente da Primeira República e de Mouzinho de Albuquerque em tempos um pouco mais recuados.

Também Ramalho Eanes foi o primeiro presidente eleito desta nossa actual República. Só que os seus sucessores não souberam (ou não quiseram) seguir-lhe o nobre exemplo, por desgraça nossa.

Por «estranha» circunstância (ou conveniência de uns tantos) todos estes factos foram escamoteados ao conhecimento do grande público, pelo que, mais uma vez, ouso prestar sentida homenagem ao seu carácter e ao seu sentido do dever.

Aproveito a oportunidade para prestar igualmente a minha homenagem à Drª Manuela Eanes que, durante todo o tempo em que foi primeira-dama, soube sempre assumir uma postura elegante, aristocrática, sóbria e discreta, ao contrário de sucessoras suas que, pelas suas atitudes, mais parecem ter sido elas a quem o Povo confiou a chefia do Estado.

A ambos o meu sincero Bem-Hajam.

Até porque, ao contrário de muitos, não procuraram nem concederam benesses nem cargos públicos a familiares e amigos.

Dadas as amostras posteriores que os partidos nos têm proposto para escolha eleitoral, pergunto a mim mesmo se não será mais sensato procurar o candidato à próxima Presidência no seio da hierarquia militar.

Desde que não seja um louco como alguns personagens que vieram à baila após o 25 de Abril.

E porque não de novo Ramalho Eanes?

Pensem nisso. Até amanhã!


«Somos uma nação de gente invejosa que dá aos medíocres o reconhecimento que nega aos mais merecedores e de maior valia.»
(Deana Barroqueiro) 


P.S. Se os Portugueses decidirem rejeitar esta República vergonhosa e resolverem restaurar a Monarquia, este Homem, pelo seu carácter, seria o tutor ideal para um futuro soberano. Mas isso são contas de um outro rosário...

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Há quase 150 anos...

 

... Eça de Queirós escreveu:

 



"Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia: a mesma pobreza, a mesma indignidade política, a mesma trapalhada económica, a mesmo baixeza de carácter, a mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se em paralelo, a Grécia e Portugal"

(in As Farpas - 1872)

“Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações. A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse. A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva. À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.”

(in 'Distrito de Évora” - 1867)
     

Passaram quase cento e cinquenta anos sobre estas linhas escritas no Século XIX, época para a qual Portugal regrediu sob as batutas «iluminadas» e «esclarecidas» de todos os crânios políticos que nos conduziram nestes quarenta anos de «democracia».  

Porque o espírito que hoje em dia impera na clique oportunista e corrupta que se senta em todos os lugares de Estado, seja no poder central, seja nas autarquias, com poucas e altamente honrosas excepções (amanhã referiremos uma delas), continua a chafurdar na lama pútrida dos arranjinhos, das cunhas, das imunidades e da sofreguidão a todo o custo pelo lucro fácil.

E a legislação contra o enriquecimento ilícito, que tanta falta faz, continua a ser travada sob os mais diversos pretextos já que não interessa a muita gente grada a hipótese de ser chamada a prestar contas dos seus actos.

Cada vez são mais as vozes autorizadas que nas televisões se erguem contra a fantochada política a que assistimos diariamente. Infelizmente, salvo o caso do Prof. Marcelo Ribeiro de Sousa, todos os demais são relegados para os canais por cabo (SIC Notícias, TVI24, RTP-N), esmagadoramente assistidos por uma classe média cada vez mais espoliada, empobrecida e revoltada, enquanto os canais generalistas são preenchidos por programas imbecilizantes como concursos, Casa dos Segredos, telenovelas e outros que tais.

No entanto, quando essas vozes se tornam por demais incómodas, inventam-se umas peripécias ignóbeis e caricatas como aquela de que foi recentemente vítima o Dr. Medina Carreira.

«Pane et Circensis» (pão e circo) já era a receita que os Romanos aplicavam para adormecer o povo há dois mil anos atrás. E isto agora é a reformulação da velha receita dos três FFF (Fátima, Fado e Futebol) com que Salazar embrutecia e anestesiava Portugal no tempo do seu consulado.

E entretanto os corruptos continuam a corromper-se, os imbecis continuam a «botar faladura» e a darem-se ares de importantes, os inúteis continuam a pavonear-se nas revistas cor-de-rosa como se valessem alguma coisa.

E prossegue o Circo Portugal no seu brilho efémero de estrela cadente a caminho do seu destino final... até que os tigres e leões saltem da arena e devorem a boçal assistência que só ganhará consciência da realidade quando se fecharem sobre si as fauces das feras.

E não aparece jamais um novo D. Sebastião embora não tenham faltado manhãs de nevoeiro...

Até amanhã!


P.S. Um aceno de simpatia aos agentes do SIS ou do DCIAP que já terão certamente sido encarregados (em bom português «encarregados» e não «encarregues») de passar estes meus escritos a pente fino. Desagradável tarefa a vossa. Mas, pelo menos, ficam a saber em primeira mão aquilo que um Português como vós pensa do estado a que reduziram o país que é NOSSO! Um abraço.

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O «receituário» da Troika...

 

O que a Troika teria querido aprovar e não conseguiu!


De um amigo de longa data, Professor Catedrático na Universidade do Porto e pessoa geralmente bem esclarecida, recebi a seguinte informação que vou partilhar e que subscrevo na íntegra!

Como receita para recuperar a nossa economia, depois de uma análise cuidada, a «troika» terá proposto as seguintes medidas que, como se pode constatar, não foram seguidas pelos nossos governantes:  


1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros atestados, motoristas, etc.) dos ex-presidentes da República.


2. Redução do número de deputados da Assembleia da República para 80, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços requintados, com digestivos e outras libações, tudo à custa dos contribuintes.

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não têm utilidade e têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego.

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euros/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Controlar periodicamente as empresas de estacionamento e os aparelhos respectivos. Tal como se faz aos táxis e às bombas de gasolina.

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821.

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades.

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País.

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para serviços que nada têm a ver com as funções oficiais que lhes estão confiadas.

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos.

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular.

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis.

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos pelos contribuintes) que nunca está no local de trabalho.

15. Acabar com as administrações excessivas de hospitais públicos que servem para garantir empregos inúteis aos apaniguados do poder.

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, exorbitantes, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar.

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP.

19. Perseguir os milhões desviados por ex-governantes ou ex-funcionários do Estado, onde quer que estejam.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e de todas as outras empresas públicas.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP e noutras empresas do Estado que custam milhões ao erário público.

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros dos Partidos.

23. Acabar com as PPP (Parcerias Público Privado), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos se locupletarem com fortunas à custa dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem".

24. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os indivíduos que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo luxuosamente à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

25. Controlar rigorosamente toda a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise".

26. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida.

27. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

28. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

29. Cobrar impostos aos Bancos em igualdade com as demais empresas.




Não fazemos a menor ideia se a redacção dos artigos acima segue com rigor o preceituado pelos membros da «Troika» mas são medidas reconhecidamente sensatas e estamos certos de que, se eles fossem seguidos, adquiriríamos uma muito maior credibilidade dos nossos parceiros europeus, das agências de rating e dos sempre nomeados e culpabilizados «mercados».
Pensem nisso e nas razões porque a estes preceitos foram feitas orelhas moucas...

Até amanhã!  


P.S. Têm visto as reportagens nos telejornais quando chega uma missão da «troika»? Já repararam com que sobranceria e quase desprezo os seus membros tratam os saltitões subservientes que os recebem? Pensem um pouco nas razões que os levam a esse comportamento. Como Português sinto vergonha do rebaixamento a que chegou o meu país.


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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Os «honorários» de Soares

 

 

... a falar na RTP!


Já não sei qual o jornal e a data... mas o recorte está aí. Não são 65.000 Euros, são mesmo 65.000 CONTOS! 13 entrevistas à razão de 5 mil contos cada uma pagas com o dinheiro de todos nós.

Segundo a notícia, com a oposição dos partidos da então AD que viram nelas apenas propaganda partidária, mas com o beneplácito da maioria socialista que se encontrava no poder.

Como, na altura Mário Soares já era ex-presidente, tudo se deve ter passado durante a presidência do seu camarada Jorge Sampaio. E para o pagamento ter sido na moeda antiga, deve ter sido quando Guterres foi primeiro-ministro, logo há mais de dez anos atrás... quando 65.000 contos valiam muito mais do que hoje os correspondentes 32.500 Euros!

Hoje em dia, se não me engano, os comentadores mais acreditados recebem cerca de 500 Euros (o que não é nada mau) pelas suas intervenções. Ou seja 100 contos. A quinquagésima parte (2%) do que se cobrava Soares há mais de dez anos atrás!

Sem falar já nos dislates do pseudo-engenheiro Sócrates, isto é uma amostra do que foi o «aparatchik» dos governos PS. E é por (muitas) destas que, apesar dos inúmeros disparates do presente governo de Passos Coelho (como temos vindo a denunciar), o Partido Socialista ainda não tem moralidade para fazer censuras nem colocar entraves à governação do PSD/CDS.

Nem o Senhor Dr. Mário Soares!

Queira antes de mais o PS desfazer-se dos esqueletos que esconde zelosamente dentro das muitas arcas encoiradas dos seus militantes, fazer um acto de contrição e chamar à justiça todos os seus prevaricadores para depois, aí sim, criticar alto e bom som quem não estiver a agir com lisura e probidade

Mas só DEPOIS de arrumar a casa, entendido?

Fiquem bem! Até amanhã!


P.S. Com o despudor que se lhe reconhece, Mário Soares voltou ontem à TV para uma entrevista. Confesso que não tive pachorra para ouvir nem de ver tentar pôr-se em bicos dos pés um indivíduo politicamente morto. A essa hora estava a ver outro programa muito mais interessante num canal por cabo. Espero que a TVI, não sendo uma empresa pública, não lhe tenha pago o mesmo que a RTP acima mencionado. Se pagou, o problema não é meu. É dos accionistas a quem têm de prestar contas.
Soares não seguiu o exemplo de Ramalho Eanes que comentaremos em breve. Muito pelo contrário.


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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Os «muchachos» de Gaspar

Portugal perde 12 mil milhões por ano em fuga aos impostos

O Governo perde todos os anos mais de 12 mil milhões de euros em fuga aos impostos, o triplo daquilo que pretende cortar na despesa pública em dois anos (2013 e 2014), mostra um estudo independente elaborado para o Parlamento Europeu por Richard Murphy, da consultora britânica Tax Research.

Ler mais em http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2932498


Incompetência, negligência ou corrupção?
Francamente não sei se devo rir-me ou se devo chorar. Anda o Governo a espremer os Portugueses com quantas forças tem, a sugar aos reformados e pensionistas o fruto de uma vida de labuta e anda a deixar escapar como areia por entre os dedos o triplo, repito, O TRIPLO daquilo de que necessita para equilibrar as contas.

Santíssimo Sacramento!
Mas esta gente é incompetente, mentecapta ou corrupta?

Talvez um pouco de tudo. Mas, nestas circunstâncias, que interessa manter essa cambada de inúteis ao serviço do Estado, a fazerem greves por dá cá aquela palha e a beber o sangue dos contribuintes?

Senhor Doutor Vítor Gaspar, o senhor nunca ouviu dizer que «quando os subordinados falham, a culpa é dos chefes»? E quem é o chefe deles?

O SENHOR! Como ministro das Finanças que dizem que é!

E entende que é um bom chefe quando nem sequer consegue pôr ordem no seu ministério nem pôr todos os seus «boys» e «girls» a trabalhar?

Aqui entre nós, já ouviu falar em processos disciplinares? Já experimentou levantar uma meia dúzia deles a quem não cumpre os seus deveres?

Não precisa de chegar ao extremo de despedir ninguém, esperamos. Para uma suspensão de 2 dias sem remuneração não é preciso um processo disciplinar complicado. E a partir do momento em que um funcionário passa a ter antecedentes disciplinares, verá como aumenta a sua diligência e a dos que estão nas vizinhanças. Parece um passe de mágica. Porque com a folha disciplinar suja, o despedimento fica enormemente facilitado.

E, desse modo, passa a ter funcionários bem mais eficientes e não necessita de esmagar os Portugueses como se fossem uvas. O dinheiro começa a correr para os cofres do Estado como o senhor nem imaginava.

E se der uma percentagenzita da cobrança recuperada aos seus «perdigueiros» (sem ofensa, é apenas uma imagem) vai ver o entusiasmo com que eles se atiram aos prevaricadores. É preciso remunerar o empenho e a motivação.

Mas aceite mais uma sugestão: Não deixe de «apertar» as chefias. Porque se eles dão maus exemplos, não é de esperar que os subordinados façam melhor.

Ah, já me esquecia! Nada de isenções a deputados, juízes, governantes, autarcas ou quaiquer outros «barões» do Estado. Se o senhor não começar por cima para dar o exemplo (não importa o berreiro que eles façam por lhes retirar a chupeta) nunca terá a cooperação de ninguém. Nem a minha que procurarei por todos os (im)possíveis meios ao meu alcance fugir às fauces de um fisco sem critério e que me merece apenas o maior desprezo.

Ao fim e ao cabo, se vier a decidir-se a moralizar o seu ministério, sabe qual a grande dificuldade que irá ter? Encontrar homens honestos e íntegros em quem possa confiar...

Entretanto, senhores políticos, está a aproximar-se o Verão no hemisfério sul. Aceitem uma sugestão: vão fazer férias balneares para a Argentina nas praias da Patagónia. Vejam que delícia! O país agradece e paga-vos a viagem!




Pensem nisso. Até amanhã!

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