sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Há quase 150 anos...

 

... Eça de Queirós escreveu:

 



"Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia: a mesma pobreza, a mesma indignidade política, a mesma trapalhada económica, a mesmo baixeza de carácter, a mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se em paralelo, a Grécia e Portugal"

(in As Farpas - 1872)

“Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações. A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse. A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva. À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.”

(in 'Distrito de Évora” - 1867)
     

Passaram quase cento e cinquenta anos sobre estas linhas escritas no Século XIX, época para a qual Portugal regrediu sob as batutas «iluminadas» e «esclarecidas» de todos os crânios políticos que nos conduziram nestes quarenta anos de «democracia».  

Porque o espírito que hoje em dia impera na clique oportunista e corrupta que se senta em todos os lugares de Estado, seja no poder central, seja nas autarquias, com poucas e altamente honrosas excepções (amanhã referiremos uma delas), continua a chafurdar na lama pútrida dos arranjinhos, das cunhas, das imunidades e da sofreguidão a todo o custo pelo lucro fácil.

E a legislação contra o enriquecimento ilícito, que tanta falta faz, continua a ser travada sob os mais diversos pretextos já que não interessa a muita gente grada a hipótese de ser chamada a prestar contas dos seus actos.

Cada vez são mais as vozes autorizadas que nas televisões se erguem contra a fantochada política a que assistimos diariamente. Infelizmente, salvo o caso do Prof. Marcelo Ribeiro de Sousa, todos os demais são relegados para os canais por cabo (SIC Notícias, TVI24, RTP-N), esmagadoramente assistidos por uma classe média cada vez mais espoliada, empobrecida e revoltada, enquanto os canais generalistas são preenchidos por programas imbecilizantes como concursos, Casa dos Segredos, telenovelas e outros que tais.

No entanto, quando essas vozes se tornam por demais incómodas, inventam-se umas peripécias ignóbeis e caricatas como aquela de que foi recentemente vítima o Dr. Medina Carreira.

«Pane et Circensis» (pão e circo) já era a receita que os Romanos aplicavam para adormecer o povo há dois mil anos atrás. E isto agora é a reformulação da velha receita dos três FFF (Fátima, Fado e Futebol) com que Salazar embrutecia e anestesiava Portugal no tempo do seu consulado.

E entretanto os corruptos continuam a corromper-se, os imbecis continuam a «botar faladura» e a darem-se ares de importantes, os inúteis continuam a pavonear-se nas revistas cor-de-rosa como se valessem alguma coisa.

E prossegue o Circo Portugal no seu brilho efémero de estrela cadente a caminho do seu destino final... até que os tigres e leões saltem da arena e devorem a boçal assistência que só ganhará consciência da realidade quando se fecharem sobre si as fauces das feras.

E não aparece jamais um novo D. Sebastião embora não tenham faltado manhãs de nevoeiro...

Até amanhã!


P.S. Um aceno de simpatia aos agentes do SIS ou do DCIAP que já terão certamente sido encarregados (em bom português «encarregados» e não «encarregues») de passar estes meus escritos a pente fino. Desagradável tarefa a vossa. Mas, pelo menos, ficam a saber em primeira mão aquilo que um Português como vós pensa do estado a que reduziram o país que é NOSSO! Um abraço.

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O «receituário» da Troika...

 

O que a Troika teria querido aprovar e não conseguiu!


De um amigo de longa data, Professor Catedrático na Universidade do Porto e pessoa geralmente bem esclarecida, recebi a seguinte informação que vou partilhar e que subscrevo na íntegra!

Como receita para recuperar a nossa economia, depois de uma análise cuidada, a «troika» terá proposto as seguintes medidas que, como se pode constatar, não foram seguidas pelos nossos governantes:  


1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros atestados, motoristas, etc.) dos ex-presidentes da República.


2. Redução do número de deputados da Assembleia da República para 80, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços requintados, com digestivos e outras libações, tudo à custa dos contribuintes.

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não têm utilidade e têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego.

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euros/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Controlar periodicamente as empresas de estacionamento e os aparelhos respectivos. Tal como se faz aos táxis e às bombas de gasolina.

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821.

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades.

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País.

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para serviços que nada têm a ver com as funções oficiais que lhes estão confiadas.

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos.

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular.

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis.

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos pelos contribuintes) que nunca está no local de trabalho.

15. Acabar com as administrações excessivas de hospitais públicos que servem para garantir empregos inúteis aos apaniguados do poder.

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, exorbitantes, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar.

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP.

19. Perseguir os milhões desviados por ex-governantes ou ex-funcionários do Estado, onde quer que estejam.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e de todas as outras empresas públicas.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP e noutras empresas do Estado que custam milhões ao erário público.

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros dos Partidos.

23. Acabar com as PPP (Parcerias Público Privado), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos se locupletarem com fortunas à custa dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem".

24. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os indivíduos que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo luxuosamente à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

25. Controlar rigorosamente toda a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise".

26. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida.

27. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

28. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

29. Cobrar impostos aos Bancos em igualdade com as demais empresas.




Não fazemos a menor ideia se a redacção dos artigos acima segue com rigor o preceituado pelos membros da «Troika» mas são medidas reconhecidamente sensatas e estamos certos de que, se eles fossem seguidos, adquiriríamos uma muito maior credibilidade dos nossos parceiros europeus, das agências de rating e dos sempre nomeados e culpabilizados «mercados».
Pensem nisso e nas razões porque a estes preceitos foram feitas orelhas moucas...

Até amanhã!  


P.S. Têm visto as reportagens nos telejornais quando chega uma missão da «troika»? Já repararam com que sobranceria e quase desprezo os seus membros tratam os saltitões subservientes que os recebem? Pensem um pouco nas razões que os levam a esse comportamento. Como Português sinto vergonha do rebaixamento a que chegou o meu país.


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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Os «honorários» de Soares

 

 

... a falar na RTP!


Já não sei qual o jornal e a data... mas o recorte está aí. Não são 65.000 Euros, são mesmo 65.000 CONTOS! 13 entrevistas à razão de 5 mil contos cada uma pagas com o dinheiro de todos nós.

Segundo a notícia, com a oposição dos partidos da então AD que viram nelas apenas propaganda partidária, mas com o beneplácito da maioria socialista que se encontrava no poder.

Como, na altura Mário Soares já era ex-presidente, tudo se deve ter passado durante a presidência do seu camarada Jorge Sampaio. E para o pagamento ter sido na moeda antiga, deve ter sido quando Guterres foi primeiro-ministro, logo há mais de dez anos atrás... quando 65.000 contos valiam muito mais do que hoje os correspondentes 32.500 Euros!

Hoje em dia, se não me engano, os comentadores mais acreditados recebem cerca de 500 Euros (o que não é nada mau) pelas suas intervenções. Ou seja 100 contos. A quinquagésima parte (2%) do que se cobrava Soares há mais de dez anos atrás!

Sem falar já nos dislates do pseudo-engenheiro Sócrates, isto é uma amostra do que foi o «aparatchik» dos governos PS. E é por (muitas) destas que, apesar dos inúmeros disparates do presente governo de Passos Coelho (como temos vindo a denunciar), o Partido Socialista ainda não tem moralidade para fazer censuras nem colocar entraves à governação do PSD/CDS.

Nem o Senhor Dr. Mário Soares!

Queira antes de mais o PS desfazer-se dos esqueletos que esconde zelosamente dentro das muitas arcas encoiradas dos seus militantes, fazer um acto de contrição e chamar à justiça todos os seus prevaricadores para depois, aí sim, criticar alto e bom som quem não estiver a agir com lisura e probidade

Mas só DEPOIS de arrumar a casa, entendido?

Fiquem bem! Até amanhã!


P.S. Com o despudor que se lhe reconhece, Mário Soares voltou ontem à TV para uma entrevista. Confesso que não tive pachorra para ouvir nem de ver tentar pôr-se em bicos dos pés um indivíduo politicamente morto. A essa hora estava a ver outro programa muito mais interessante num canal por cabo. Espero que a TVI, não sendo uma empresa pública, não lhe tenha pago o mesmo que a RTP acima mencionado. Se pagou, o problema não é meu. É dos accionistas a quem têm de prestar contas.
Soares não seguiu o exemplo de Ramalho Eanes que comentaremos em breve. Muito pelo contrário.


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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Os «muchachos» de Gaspar

Portugal perde 12 mil milhões por ano em fuga aos impostos

O Governo perde todos os anos mais de 12 mil milhões de euros em fuga aos impostos, o triplo daquilo que pretende cortar na despesa pública em dois anos (2013 e 2014), mostra um estudo independente elaborado para o Parlamento Europeu por Richard Murphy, da consultora britânica Tax Research.

Ler mais em http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2932498


Incompetência, negligência ou corrupção?
Francamente não sei se devo rir-me ou se devo chorar. Anda o Governo a espremer os Portugueses com quantas forças tem, a sugar aos reformados e pensionistas o fruto de uma vida de labuta e anda a deixar escapar como areia por entre os dedos o triplo, repito, O TRIPLO daquilo de que necessita para equilibrar as contas.

Santíssimo Sacramento!
Mas esta gente é incompetente, mentecapta ou corrupta?

Talvez um pouco de tudo. Mas, nestas circunstâncias, que interessa manter essa cambada de inúteis ao serviço do Estado, a fazerem greves por dá cá aquela palha e a beber o sangue dos contribuintes?

Senhor Doutor Vítor Gaspar, o senhor nunca ouviu dizer que «quando os subordinados falham, a culpa é dos chefes»? E quem é o chefe deles?

O SENHOR! Como ministro das Finanças que dizem que é!

E entende que é um bom chefe quando nem sequer consegue pôr ordem no seu ministério nem pôr todos os seus «boys» e «girls» a trabalhar?

Aqui entre nós, já ouviu falar em processos disciplinares? Já experimentou levantar uma meia dúzia deles a quem não cumpre os seus deveres?

Não precisa de chegar ao extremo de despedir ninguém, esperamos. Para uma suspensão de 2 dias sem remuneração não é preciso um processo disciplinar complicado. E a partir do momento em que um funcionário passa a ter antecedentes disciplinares, verá como aumenta a sua diligência e a dos que estão nas vizinhanças. Parece um passe de mágica. Porque com a folha disciplinar suja, o despedimento fica enormemente facilitado.

E, desse modo, passa a ter funcionários bem mais eficientes e não necessita de esmagar os Portugueses como se fossem uvas. O dinheiro começa a correr para os cofres do Estado como o senhor nem imaginava.

E se der uma percentagenzita da cobrança recuperada aos seus «perdigueiros» (sem ofensa, é apenas uma imagem) vai ver o entusiasmo com que eles se atiram aos prevaricadores. É preciso remunerar o empenho e a motivação.

Mas aceite mais uma sugestão: Não deixe de «apertar» as chefias. Porque se eles dão maus exemplos, não é de esperar que os subordinados façam melhor.

Ah, já me esquecia! Nada de isenções a deputados, juízes, governantes, autarcas ou quaiquer outros «barões» do Estado. Se o senhor não começar por cima para dar o exemplo (não importa o berreiro que eles façam por lhes retirar a chupeta) nunca terá a cooperação de ninguém. Nem a minha que procurarei por todos os (im)possíveis meios ao meu alcance fugir às fauces de um fisco sem critério e que me merece apenas o maior desprezo.

Ao fim e ao cabo, se vier a decidir-se a moralizar o seu ministério, sabe qual a grande dificuldade que irá ter? Encontrar homens honestos e íntegros em quem possa confiar...

Entretanto, senhores políticos, está a aproximar-se o Verão no hemisfério sul. Aceitem uma sugestão: vão fazer férias balneares para a Argentina nas praias da Patagónia. Vejam que delícia! O país agradece e paga-vos a viagem!




Pensem nisso. Até amanhã!

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A «inocência» de Barroso...

 

Barroso recusa responsabilidade do seu governo na situação do país





Durão Barroso rejeitou, este sábado, responsabilidade do seu governo na grave situação financeira a que Portugal chegou e deixou em aberto um regresso à vida política portuguesa depois de terminar o mandato como presidente da Comissão Europeia.


Lar mais em http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2936032


Curioso como Durão Barroso «lava as mãos» das suas responsabilidades no estado a que chegámos.

Começando pelas nossas reservas de ouro: quando Durão Barroso chegou a 1º Ministro em 2003, as reservas eram de 517,160 toneladas; quando saiu, em 2004, eram de 462,278. Senhor doutor, quer explicar-nos para onde foram, durante o seu governo, quase 55 toneladas de ouro? Porque foi no seu governo que começou a maior derrocada, depois continuada por Santana Lopes, das nossas preciosas reservas. 

Mas vamos a números para vermos o que o senhor fez pelo nosso país  (nosso mas pelos vistos não seu) durante o seu mandato (fonte principal http://www.compromissoportugal.pt):

Abstemo-nos de comentários porque os gráficos e os números falam por si sós






















Vai perdoar-me a franqueza, Doutor mas acha que com este desempenho passado o senhor tem condições para fazer alguma coisa por Portugal?

Lembre-se de que, quando o país precisou de um pulso firme o senhor DESERTOU! E acabámos nos braços de Sócrates!

Em tempos, alguém lhe chamou Mr. Nobody (Senhor Ninguém). Muito honestamente, neste momento de crise o país precisa muito mais da agressividade de um tubarão do que das características de um... cherne.

Por favor, recolha-se à sua vida privada ou procure um cargo menos exigente.

Pense nisso. Até amanhã!


Nota ictiológica:
Cherne: São habitantes dos oceanos tropicais, sub-tropicais e temperados, vivendo geralmente em fundos coralinos ou rochosos, onde têm o hábito de se esconderem. São predadores activos - a maior parte tem uma boca grande e dentes aguçados, por vezes, mesmo no céu-da-boca. Algumas espécies atingem tamanhos enormes - até 2,40 metros e mais de 300 quilogramas de peso...

Fonte: Wikipedia

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domingo, 9 de dezembro de 2012

As «voltinhas» de Soares...

 

 

... para quem tem a memória curta!


 (caricatura: com a devida vénia a António e ao jornal Expresso)


Há dias viemos aqui referir o despesismo presidencial actual face à conjuntura que o país atravessa. Convirá, no entanto, recordar que em tempos não muito recuados outros políticos houve que, à custa de Estado e portanto de todos nós, se meteram em despesas astronómicas que, acumuladas ao longo dos anos, contribuiram para o actual descalabro financeiro em que vivemos.

Um desses políticos (que deveria estar modestamente calado para não fazer ondas) é o Exmo. Senhor Dr. Mário Soares.

A título de exemplo, vamos recordar as múltiplas viagens que, durante o seu consulado e a expensas de todos nós, realizou aos quatro cantos do Mundo com numerosas e luzidas comitivas e cujas contas, até hoje, ainda não vieram a público. Nem o que se gastou nem (muito menos) os proveitos que Portugal teve com isso.

Assim, se os sites consultados forem exaustivos, teremos:

1986
  • 11 a 13 de Maio - Grã-Bretanha
  • 06 a 09 de Julho - França
  • 10 a 16 de Agosto - viagem no navio-escola Sagres convertido em iate de cruzeiro ao serviço de Sua Excelência (escoltado por uma fragata da Marinha Portuguesa)
  • 12 a 14 de Setembro - Espanha
  • 17 a 25 de Outubro - Grã-Bretanha e França
  • 28 de Outubro - Moçambique
  • 05 a 08 de Dezembro - São Tomé e Príncipe
  • 08 a 11 de Dezembro - Cabo Verde 
1987
  • 15 a 18 de Janeiro - Espanha
  • 24 de Março a 05 de Abril - Brasil
  • 16 a 26 de Maio - Estados Unidos
  • 13 a 16 de Junho - França e Suíça
  • 16 a 20 de Outubro - França
  • 22 a 29 de Novembro - Rússia
  • 14 a 19 de Dezembro – Espanha
1988
  • 18 a 23 de Abril - Alemanha
  • 16 a 18 de Maio - Luxemburgo
  • 18 a 21 de Maio - Suíça
  • 31 de Maio a 05 de Junho - Filipinas
  • 05 a 08 de Junho - Estados Unidos
  • 08 a 13 de Agosto - Equador
  • 13 a 15 de Outubro - Alemanha
  • 15 a 18 de Outubro - Itália
  • 05 a 10 de Novembro - França
  • 12 a 17 de Dezembro - Grécia
1989
  • 19 a 21 de Janeiro - Alemanha
  • 31 de Janeiro a 05 de Fevereiro - Venezuela
  • 21 a 27 de Fevereiro - Japão
  • 27 de Fevereiro a 05 de Março - Hong-Kong e Macau
  • 05 a 12 de Março - Itália
  • 24 de Junho a 02 de Julho - Estados Unidos
  • 12 a 16 de Julho - Estados Unidos
  • 17 a 19 de Julho - Espanha
  • 27 de Setembro a 02 de Outubro – Hungria
  • 02 a 04 de Outubro - Holanda
  • 16 a 24 de Outubro - França
  • 20 a 24 de Novembro - Guiné-Bissau
  • 24 a 26 de Novembro - Costa do Marfim
  • 26 a 30 de Novembro - Zaire
  • 27 a 30 de Dezembro - República Checa
1990
  • 15 a 20 de Fevereiro - Itália
  • 10 a 21 de Março - Chile e Brasil
  • 26 a 29 de Abril - Itália
  • 05 a 06 de Maio - Espanha
  • 15 a 20 de Maio - Marrocos
  • 09 a 11 de Outubro - Suécia
  • 27 a 28 de Outubro - Espanha
  • 11 a 12 de Novembro - Japão
1991
  • 29 a 31 de Janeiro - Noruega
  • 21 a 23 de Março - Cabo Verde
  • 02 a 04 de Abril - São Tomé e Príncipe
  • 05 a 09 de Abril - Itália
  • 17 a 23 de Maio - Rússia
  • 08 a 11 de Julho – Espanha
  • 16 a 23 de Julho - México
  • 27 de Agosto a 01 de Setembro - Espanha
  • 14 a 19 de Setembro - França e Bélgica
  • 08 a 10 de Outubro - Bélgica
  • 22 a 24 de Novembro - França
  • 08 a 12 de Dezembro - Bélgica e França
1992
  • 10 a 14 de Janeiro - Estados Unidos
  • 23 de Janeiro a 04 de Fevereiro - Índia
  • 09 a 11 de Março - França
  • 13 a 14 de Março - Espanha
  • 25 a 29 de Abril - Espanha
  • 04 a 06 de Maio - Suíça
  • 06 a 09 de Maio - Dinamarca
  • 26 a 28 de Maio - Alemanha
  • 30 a 31 de Maio - Espanha
  • 01 a 07 de Junho - Brasil
  • 11 a 13 de Junho - Espanha
  • 13 a 15 de Junho - Alemanha
  • 19 a 21 de Junho - Itália
  • 14 a 16 de Outubro - França
  • 16 a 19 de Outubro - Alemanha
  • 19 a 21 de Outubro – Áustria
  • 21 a 27 de Outubro - Turquia
  • 01 a 03 de Novembro - Espanha
  • 17 a 19 de Novembro - França
  • 26 a 28 de Novembro - Espanha
  • 13 a 16 de Dezembro - França
1993
  • 17 a 21 de Fevereiro - França
  • 14 a 16 de Março - Bélgica
  • 06 a 07 de Abril - Espanha
  • 18 a 20 de Abril - Alemanha
  • 21 a 23 de Abril - Estados Unidos
  • 27 de Abril a 02 de Maio - Inglaterra e Escócia
  • 14 a 16 de Maio - Espanha
  • 17 a 19 de Maio - França
  • 22 a 23 de Maio - Espanha
  • 01 a 04 de Junho - Irlanda
  • 04 a 06 de Junho - Islândia
  • 05 a 06 de Julho - Espanha
  • 09 a 14 de Julho - Chile
  • 14 a 21 de Julho - Brasil
  • 24 a 26 de Julho - Espanha
  • 06 a 07 de Agosto - Bélgica
  • 07 a 08 de Setembro – Espanha
  • 14 a 17 de de Outubro - Coreia do Norte
  • 18 a 27 de Outubro - Japão
  • 28 a 31 de Outubro - Hong-Kong e Macau
1994
  • 02 a 05 de Fevereiro - França
  • 27 de Fevereiro a 03 de Março - Espanha (incluindo Canárias)
  • 18 a 26 de Março - Brasil
  • 08 a 12 de Maio - África do Sul (Tomada de posse de Mandela)
  • 22 a 27 de Maio - Itália
  • 27 a 31 de Maio - África do Sul
  • 06 a 07 de Junho - Espanha
  • 12 a 20 de Junho - Colômbia
  • 05 a 06 de Julho - França
  • 10 a 13 de Setembro - Itália
  • 13 a 16 de Setembro - Bulgária
  • 16 a 18 de Setembro - França
  • 28 a 30 de Setembro - Guiné-Bissau
  • 09 a 11 de Outubro - Malta
  • 11 a 16 de Outubro – Egipto
  • 17 a 18 de Outubro - Letónia
  • 18 a 20 de Outubro - Polónia
  • 09 a 10 de Novembro - Grã-Bretanha
  • 15 a 17 de Novembro - República Checa
  • 17 a 19 de Novembro - Suíça
  • 27 a 28 de Novembro - Marrocos
  • 07 a 12 de Dezembro - Moçambique
  • 30 de Dezembro a 09 de Janeiro 1995 - Brasil
1995
  • 31 de Janeiro a 02 de Fevereiro - França
  • 12 a 13 de Fevereiro - Espanha
  • 07 a 08 de Março - Tunísia
  • 06 a 10 de Abril - Macau
  • 10 a 17 de Abril - China
  • 17 a 19 de Abril - Paquistão
  • 07 a 09 de Maio – França
  • 21 de Setembro - Espanha
  • 23 a 28 de Setembro - Turquia
  • 14 a 19 de Outubro - Argentina e Uruguai
  • 20 a 23 de Outubro -Estados Unidos
  • 27 de Outubro - Espanha
  • 31 de Outubro a 04 de Novembro - Israel
  • 04 e 05 de Novembro Faixa de Gaza e Cisjordânia
  • 05 e 06 de Novembro - Cidade de Jerusalém
  • 15 a 16 de Novembro - França
  • 17 a 24 de Novembro - África do Sul
  • 24 a 28 de Novembro - Ilhas Seychelles
  • 04 a 05 de Dezembro - Costa do Marfim
  • 06 a 10 de Dezembro - Macau
  • 11 a 16 de Dezembro - Japão
1996
  • 08 a 11 de Janeiro - Angola
(Cá entre nós, quase poderia apostar que, em 60 anos de reinado, nem Sua Majestade a Raínha Isabel II terá feito tantas viagens à custa do erário público).

Entre tantos destinos, estranha-se que não se tenha deslocado ao Canadá (onde tantos Portugueses labutam), ao México (com um passado tão rico e uma actualidade tão turística) e à «socialista» Cuba. Bem como ao Nepal e ao Bangla-Desh (esteve lá tão perto).

E, sobretudo a Timor-Leste, única ex-colónia portuguesa que não mereceu a cortesia de uma visita deste ilustre senhor mau grado a tormentosa descolonização por que passou (ou será que nos falhou alguma coisa? Claro que sim, teria que ser feita à sua própria custa, pois quando Timor-Leste foi libertado já Soares não era presidente). Mas enfim, o tempo não dá para tudo...

E, já agora, será que o Tribunal de Contas pode revelar ao País quanto nos custaram os desvarios itinerantes deste nosso digníssimo ex-governante?

Só para sabermos...!

Até amanhã!



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P.P.S. Um desvario que não é da mesma dimensão...




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sábado, 8 de dezembro de 2012

Os devaneios de Cavaco...

 

 

Cavaco Silva:

Menos juros à UE


"O Chefe de Estado disse ontem que Portugal deveria ver reduzida a comissão que paga pelos empréstimos europeus e ter um alargamento do prazo de reembolso."

Ler mais no Correio da Manhã de 6 de Dezembro de 2012

Senhor Professor Cavaco Silva, o senhor está no seu juízo perfeito? Certo, pedir, desejar, não custa nada tentar... mas acha que as autoridades portuguesas têm idoneidade moral para pedir benesses de qualquer espécie?

Se tem quaisquer dúvidas, permito-me recomendar-lhe que leia atentamente as crónicas deste blogue, que tenha a hombridade de reconhecer a pouca vergonha existente nas despesas públicas à qual não são de modo algum imunes a Presidência da República, o Governo e a Assembleia da República como já foi aqui referido.

Quando as nossas despesas públicas são devastadoramente maiores do que as dos países a quem estendemos a mão pedinchona, acha que os políticos deste país têm idoneidade para andar a mendigar o que quer que seja ao FMI ou ao BCE?

Diga-me lá, aqui entre nós e a todo o País, se um sujeito em dificuldades lhe viesse pedir dinheiro emprestado para ir a seguir gastá-lo em porcelanas da Vista Alegre ou em férias nas Caraíbas o senhor emprestava-lho? Eu não! Nunca mais o via.

Claro, o senhor pode dizer o que quiser, afinal está protegido do contacto dos pelintras por detrás dos muros do seu palácio cor-de-rosa e da guarda da GNR...!!! E eles não podem chegar ao pé de si.

Tal como os «corajosos» membros do Governo e deputados que não são capazes de ser os primeiros a dar o exemplo da austeridade e dos sacrifícios que exigem aos Portugueses.

Por isso, senhor Professor, não venha caçoar connosco porque sabemos bem aquilo que o Povo diz:

«A palavras loucas, orelhas moucas»

Afinal, ao contrário dos políticos, todos nós somos POVO!

Fiquem bem. Até amanhã!


Imagem: Adaptação de http://www.g-sat.net/imagem-do-dia-2594/cavaco-silva-o-reformado-pobrezinho-441862.html (espero que o autor me perdoe, mas é por uma boa causa)


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