sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Regressam as «Conversas em Família»?

 
'Pedro' ao nível de Obama em comentários no Facebook

Cidadão Passos lamenta-se no Facebook

"Queria escrever-vos hoje, nesta página pessoal, não como primeiro ministro mas como cidadão e como pai", lê-se no Facebook de "Pedro" - como Passos Coelho assina a nota -, no qual são justificadas as novas medidas de austeridade aos "amigos".
 
 
"Pedro" ao nível de Obama em comentários no Facebook
 
Como resposta, os Portugueses despejam revolta no perfil de Pedro Passos Coelho no Facebook. O primeiro-ministro, que é enxovalhado e insultado numa gigantesca onda de indignação, já reuniu mais de 41 mil comentários, número ao nível do melhor que consegue o próprio Barack Obama.
 
 
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/pedro-ao-nivel-de-obama-em-comentarios-no-facebook=f752311#ixzz26HNxEyH8
 
 
Vale a pena deitar uma olhada pelas atoardas que o nosso «querido» primeiro-ministro despeja no Facebook. Parece uma reedição das famigeradas «Conversas em Família» de Marcelo Caetano a tentar justificar aos Portugueses as suas políticas injustificáveis. Só que através de meios mais actuais, embora o fim seja o mesmo: tentar sacudir a água do capote.
 
Mas quando é que o senhor coloca o preto no branco e vem a público dizer quais as medidas de austeridade que vai impôr aos priveligiados deste país?
 
O seu Ministro das Finanças lançou umas bocas mas, como todo o Zé Pagode já sabe, são só bitaites para inglês ver. Porque a si e aos seus lhe falta a estaleca para dar dois murros na mesa e cortar a direito... onde deve ser cortado!
 
A sua máquina propagandística andou a vender-nos a sua candidatura  a Primeiro-Ministro como se o senhor fosse o Salvador da Pátria. Todos nós sabíamos que era hora de apertar o cinto depois dos dislates dos consulados socialistas. Acreditámos que o senhor era um político honesto mas saiu-nos o tiro pela culatra. Afinal, venderam-nos gato por lebre.
 
O país está podre, minado por sanguessugas sem escrúpulos, por polvos cujos tentáculos chegam a todo o lado e por tubarões com as fauces escancaradas de voracidade. E o que faz o senhor? Atira-se, mais uma vez, ao pobre mexilhão, que não pode fugir e que acaba por constituir a população mais indefesa de Portugal.
 
E depois vem lamentar-se no Facebook como um desgraçadinho incompreendido?
 
TENHA VERGONHA, Dr. Pedro Passos Coelho.   Francamente não sei como o senhor consegue dormir à noite!  
 
Passe bem. Até amanhã!
 
 
P.S. Países onde já foi lido este blogue:
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    quinta-feira, 13 de setembro de 2012

    Austeridade... para os pobres...

     

    Estudo comprova:

    Governo penaliza mais quem ganha menos


    A consultora Deloitte garante que, com as medidas anunciadas por Passos Coelho na sexta-feira, sai mais penalizado quem tem menos rendimentos.

    Ler mais: http://expresso.sapo.pt/estudo-comprova-governo-penaliza-mais-quem-ganha-menos=f752380#ixzz26ELwj6xJ  

    Pois é, mais uma vez o nosso «adorado» Primeiro-Ministro, (pela voz do Ministro das Finanças) vem prometer-nos o início do Eldorado para 2013 à custa de mais um aperto de cinto... dos menos favorecidos.   As medidas para o «mexilhão» lá foram postas, preto no branco, mas para os privilegiados ficou tudo em meias tintas. Vão ser taxados (dizem) mas não se sabe quanto nem quando.  
    • Casas de luxo
    • Automóveis de alta cilindrada
    • Iates
    • Aeronaves de uso particular
    tudo isso é referido, é verdade, mas sem dizer montantes nem datas, é só para enganar o Zé Povinho e mantê-lo sossegadinho enquanto, descaradamente, lhe metem mais uma vez a mão na carteira... a favor dos milionários.

    Tudo anunciado com grande pompa e circunstâncias como se de um grande feito se tratasse.

    Vá lá, uma medidazinha é anunciada para eles: Uma taxa de 25,5% sobre as mais-valias em Bolsa de Valores.

    Mas é só isto? Mais uma vez a montanha pariu um rato!

    Mas, pior do que isso, são os próprios milionários (Belmiro de Azevedo, entre outros) que alertam para o facto comezinho de que, com mais impostos, são as empresas que vão sofrer, apesar da descida da Taxa Social Única. Porque sem dinheiro, as pessoas não compram e mais empresas vão fechar. E mais desemprego vem aí.

    Sabe o que eu lhe digo Senhor Doutor Passos Coelho? O seu percurso profissional é de um amador, o senhor nem sequer tem experiência de gestão para estar à frente de uma pastelaria, quanto mais de um país.

    O senhor é como os iogurtes com duas semanas: já passou o seu prazo de validade.

    E depois vem, lá do Brasil, o inefável Relvas dizer que não é o momento de criar uma crise política. Tenha vergonha na cara, Senhor «Doutor» Relvas, meta-se num buraco bem fundo e, quando sair à rua, venha numa viatura blindada com uma ambulâsncia do INEM atrás. Nunca se sabe o que lhe pode acontecer...

    Que tristeza de (des)governo! Não há maneira de aprenderem que se uma coisa pode correr mal, ela corre mal. Não são capazes de prever as consequências das tolices que fazem!

    Até amanhã... que, de certeza, temos mais umas brilhantes ideias para nos alegrar a vida... 





    quarta-feira, 12 de setembro de 2012

    Licenciados: como conseguir um emprego?

    stock photo : Hens sleep on a perch in a hen house, raster 

    Uma raposa no galinheiro?

    Bom, comecemos por dizer que, embora o País necessite de licenciados e bacharéis como de pão para a boca, as razões pelas quais há uma taxa tão elevada de desempregados universitários são mais psicológicas do que outra coisa qualquer. E tem origem na própria estrutura empresarial nacional, predominantemente constituída por PMEs.

    Assim, aqueles que se formam com altas notas em áreas muito específicas e procuradas, não têm dificuldade em conseguir emprego, seja em Portugal ou no estrangeiro com as grandes empresas a disputarem entre si o privilégio de os incluir nos respectivos quadros.

    Mas isso passa-se nas grandes empresas e grupos empresariais, com Administrações e Direcções igualmente nas mãos de licenciados que nada têm a temer de um jovem que, por muitos conhecimentos e talento que tenha, ainda tem muito que aprender em gestão e experiência. Mas essas empresas, em número, são uma pequena minoria.

    A esmagadora maioria das empresas são PMEs e, dentro dessas, raras são aquelas que nasceram à sombra da iniciativa e empreendedorismo de um licenciado. E, para as restantes, lideradas por empresários com iniciativa mas pouca cultura, a admissão de um licenciado, para eles, corresponde à psicologia de um galo perante a hipótese de colocar uma raposa a guardar-lhes o galinheiro…

    Eles sofrem daquilo que Lawrence Peter classificou como «Complexo da Hipercaninofobia»:

    A competência de um empregado é avaliada, não por observadores isentos ou desinteressados, mas pelo patrão ou (mais provavelmente hoje em dia) por outros empregados em categorias mais elevadas dentro da mesma empresa. Aos seus olhos, um elevado potencial, nomeadamente de chefia, significa insubordinação e insubordinação significa incompetência.
    (Lawrence Peter)


    Nestas circunstâncias, por um simples mecanismo de autodefesa, o patrão vai pôr imediatamente de lado qualquer hipotética «raposa» que possa minar a sua autoridade dentro do «galinheiro». Mesmo que sinta uma grande necessidade de apoio e não consiga controlar as galinhas.

    Que fazer?

    Rapazes e raparigas, hoje em dia uma licenciatura não vos estende uma passadeira vermelha para um emprego. A não ser nos casos excepcionais acima referidos.

    Esqueçam a licenciatura e ajam como se a não tivessem. Vocês adquiriram e dispõem de uma ferramente superior que vos destaca do comum dos mortais: UM CÉREBRO GINASTICADO e uma capacidade de adaptação muito acima do normal.

    USEM-NOS!

    E não procurem emprego, procurem TRABALHO!

    Assim, para trabalharem por conta de outrem: 
    • Respondam aos anúncios como se tivessem apenas o 12º ano;
    • Dêem instruções severas em casa para, ao atenderem telefonemas que vos sejam dirigidos, não utilizarem o vosso título académico;
    • Quando forem a entrevistas não dêem a entender que têm uma formação superior;
    • Sendo admitidos, sejam humildes para conquistar a confiança dos patrões e colegas de trabalho;
    • A pouco e pouco vão introduzindo o vosso saber como sugestões, perguntando aos patrões o que pensam; se a reacção for negativa esqueçam; possivelmente o patrão, mais tarde voltará a ela como se a ideia fosse dele;
    • Vão enriquecendo a vossa experiência e o vosso Curriculum; quando ele for apreciável poderão procurar voos mais altos se entretanto não tiverem sido reconhecidos na vossa empresa.
    • Procurem valorizar-se profissionalmente através de cursos de Formação Profissional de qualidade.
    A pouco e pouco virão a tornar-se imprescindíveis e, quando o vierem a ser, vão revelando a conta-gotas alguma da formação que têm. Talvez admitirem que fizeram um ou dois anos de Faculdade, uma ou outra cadeira. Porque os patrões não admitirão de bom grado que têm ao seu serviço um licenciado a baixo custo com receio de o ver partir... ou com medo de ter de o remunerar devidamente.

    Lá diz o ditado:

    «Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém!»

    Mas consciencializem-se de que nenhum empresário vai contratar um licenciado se com isso não tiver uma compensação financeira significativa que não teria de outro modo.

    E nunca, mas NUNCA mesmo, se esqueçam desta verdade:

    Uma licenciatura é uma coisa linda.
    Mas se vocês sentirem que não são ninguém sem ela, também não é ela que fará com que vocês sejam alguém!

    Assim, façam sempre por merecer o respeito alheio, independentemente das vossas habilitações académicas.

    Pensem nisso e boa sorte. Portugal precisa de vós.

    Até amanhã!


    P.S. Quando reunirem a experiência e curriculum adequado, se tiverem vocação empresarial, pensem na hipótese de criarem o vosso próprio emprego. Mas nunca se esqueçam do que diz a Lei de Murphy:

    «Se algo puder correr mal, mais cedo ou mais tarde isso vai mesmo correr mal»

    Vejam bem onde vão pôr os pés. O terreno pode não ser seguro...


        

    terça-feira, 11 de setembro de 2012

    Tomates e mexilhões!

     Quando o mar bate na rocha...

    ... mais uma vez quem paga a conta é o mexilhão. Não são as sanguessugas, não são os polvos, não são sequer os tubarões a quem o cozinheiro apresenta a factura dos desmandos do chefe que o precedeu. A conta acaba por ser SEMPRE apresentada ao mexilhão!

    E, no entanto, não faltam sítios por onde escolher para aliviar o sofrimento dos mexilhões:


    Porque será que continuamos na mesma, senhor Primeiro-Ministro?
    ....

    Tomates...

    Consta que a safra agrícola nos últimos anos não tem sido famosa... só vai aparecendo tomate-cereja! Tanto que tomates a sério temos de os importar de Espanha!

    Eles lá são tão abundantes que até fazem uma festa chamada «tomatina»!


    A bom entendedor... Até amanhã!


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    segunda-feira, 10 de setembro de 2012

    Monarquia ou República?

    Rei ou Presidente?
    Sejamos lúcidos e claros: que importa isso?
    Mais importante, muito mais importante, é que vivamos em DEMOCRACIA!
    E ainda mais importante, é que saibamos viver num regime democrático!
    Porque a realidade é que já vivemos em democracia desde o reinado de D. Maria II. Só que nunca aprendemos a viver num regime assim.
    Nos últimos anos da Monarquia os partidos do agora chamado «Arco da Governação» denominavam-se Partido Progressista e Partido Regenerador.
    E existia, tal como hoje, a alternância democrática.
    Só que, tal como hoje acontece, esses partidos só se preocupavam com lutas intestinas, em procurar benesses para os seus partidários sem se interessassem minimamente pelo Povo Português. Como já dizia Eça de Queiroz, «Portugal é Lisboa, o resto é paisagem». E isso cansou a população. E cansou-a tanto que o Partido Republicano que apenas tinha uns meros 7% dos votos nas últimas eleições, pode desencadear a Revolução de 5 de Outubro sem que tivesse existido uma reacção significativa dos portugueses.
    Mas os republicanos não fizeram melhor, antes pelo contrário. Faltaram a inúmeras promessas feitas, meteram-nos na I Grande Guerra e, desde 1910 a 1926, houve nada menos de 8 presidentes um dos quais, Sidónio Pais, foi assassinado. O que abriu caminho à Ditadura a 28 de Maio de 1926.
    E assim vivemos até 1974. Era bom viver nesse tempo? Para os privilegiados do regime, sem dúvida. Para a esmagadora maioria do povo, nem por isso. No entanto passámos ao largo da II Guerra Mundial. E não havia crise da troika, nem havia perigo em sair à noite. O Escudo era uma moeda forte. E nas escolas aprendia-se. E não faltava trabalho e emprego. Poderia a remuneração não ser farta, mas havia. Com o antigo 5º ano do Liceu era-se quase um senhor. Hoje, com o equivalente 9º ano é-se um ignorante. Só que não havia democracia nem liberdade de expressão... (este blogue não teria sido possível) e o País continuava com um atraso imenso em relação ao resto da Europa que se recuperava da hemorragia da guerra...
    E chegou o 25 de Abril, cheio de promessas de liberdade e de um futuro melhor. Chegou a liberdade de expressão... e a libertinagem. Chegaram os partidos políticos... e a ganância do poder. E chegaram os desmandos, os gastos sem freio, as impunidades, a Justiça fragilizada, os contratos leoninos para benefício de uns quantos em prejuízo do Povo Português...
    E vemo-nos de volta a uma situação semelhante à que reinava nas vésperas do 5 de Outubro e do 28 de Maio
    E, tal como nos finais da Monarquia, vemos os partidos do «Arco da Governação», agora chamados Partido Socialista e Partido Social-Democrata/Partido Popular na mesma guerra intestina, fútil e estéril que não conduz a lado algum, apenas à miséria do País e à riqueza obscena de uns quantos.
    Porque nós não há maneira de aprendermos a viver em Democracia, de aprendermos que as ideias dos nossos opositores também podem ser boas desde que deixemos de olhar apenas para os nossos umbigos e interesses pessoais. E a não destruir obra feita só porque não é nossa...!
    Em vez de fazermos valer os nossos direitos, em vez de erguermos a nossa voz, em vez de energicamente comparecermos nos actos eleitorais, calamo-nos, submetemo-nos, abstemo-nos...
    Por isso a pergunta? Monarquia ou República? Olhemos à nossa volta na Europa. Encontramos os dois regimes com os respectivos povos a viver bem e democraticamente. Os nossos emigrantes e os nossos estudantes Erasmus e bolseiros bem o sabem. Aqueles que aprenderam a viver em democracia.
    Quanto a termos um Rei ou um Presidente, para além dos custos das eleições a cada cinco anos (que não são tão pequenos quanto isso), fica à escolha de cada um. Mas que fujamos de situações como as documenta a reportagem da RTP abaixo...
    Não se iludam, não quero voltar a viver numa ditadura. Mas quero viver num país governado por gente honesta e competente... por mim, pelos meus filhos e pelos meus netos... e pelos netos dos meus netos.
    Pensem nisso. Até amanhã
    P.S. Monarquias na Europa (ordem alfabética): 
    • Bélgica
    • Dinamarca
    • Espanha
    • Holanda
  • Liechtenstein
  • Luxemburgo
  • Mónaco
  • Noruega
  • Reino Unido
  • Suécia


  • domingo, 9 de setembro de 2012

    Os salários da «Nobreza»...!!!




    Pobrezinhos dos políticos...!!!

    Com a devida vénia e apreço pelo trabalho realizado pelo autor, transcrevo um link para uma exaustiva listagem dos vencimentos e mordomias de quantos nos (des)governam:

    http://tretas.org/VencimentoCargosPoliticos

    Façamos uma análise fria e objectiva. Se por um lado é pouco (e falo a sério) para a responsabilidade dos cargos, por outro lado é manifestamente exagerado tendo em conta o mau trabalho que há muitos anos produzem na governação do País.

    Tendo em conta que grande parte dos vencimentos estão indexados ao que recebe o Presidente da República e o que as pessoas realmente competentes recebem como remunerações no universo privado, os cargos públicos não são de modo algum atractivos para atrair pessoas competentes e de méritos comprovados. Só para lá se candidata quem está numa (ou mais) das seguintes situações:

    • Tem uma reforma interessante e o cargo político não é mais do que um complemento;
    • Tem outras fontes de rendimento e o cargo público é um trampolim para voos mais elevados;
    • Tem um vencimento medíocre e o cargo no aparelho do Estado é um posto em que se está em posição de receber proveitos de origem duvidosa já que pela competência pessoal não há hipótese de chegar longe na vida;
    • Não tem competência alguma nem experiência relevante e vai ocupar um lugar devido à sempre eterna «cunha» não fazendo nada de jeito mas recebendo honorários obscenos relativamente àquilo que vale;
    • Não tem competência alguma mas vai fazer número nas listas eleitorais para votar como pau mandado segundo as conveniências partidárias ou de quem estiver por detrás delas.
    É «disto» que o País precisa? Ou é de gente talentosa, experiente e dedicada?

    Só que, se só pagamos o preço do lixo, é lixo que vamos obter por muito que a propaganda partidária nos diga que vamos receber ouro. O talento, a honestidade, a competência, não são artigos de saldo.

    E, para mais, por exemplo, na Assembleia da República há gente a mais. Para quê termos 230 deputados quando a Constituição nos diz que podem ser apenas 180? E mesmo esse número é exagerado, podia ser bem menos revendo a Constituição.

    Vamos pois cortar esse número, cortar as mordomias, os subsídios, as ajudas de custo, vamos aumentar o vencimento do PR para o dobro ou triplo (sem mais nada!) para que os restantes vencimentos sejam ajustados em conformidade e as pessoas realmente úteis e de qualidade se possam sentir atraídas pelo serviço do País.

    Porque será que, hoje em dia, não aparecem pessoas ao nível de um Sá Carneiro, de um Mota Pinto, de um Amaro da Costa, de um Freitas do Amaral, de um Salgado Zenha, de um Álvaro Cunhal?

    Não digam que as não há. Só que ninguém se sujeita aos vencimentos que o Estado paga quando se tem mérito para se ir muito mais além.

    Pensem nisso. Até amanhã!




    sábado, 8 de setembro de 2012

    INCOMPETÊNCIA...!!!




    Portugal obrigado a devolver 88,9 milhões a Bruxelas

    Comissão Europeia critica falhas no controlo da distribuição das ajudas europeias, mas reduz penalização inicial de 121 milhões.

    Ler mais: http://expresso.sapo.pt/portugal-obrigado-a-devolver-889-milhoes-a-bruxelas=f751568#ixzz25mqNK7yI    

    Que desperdício!  

    Quase NOVENTA MILHÕES DE EUROS!!   E estas devoluções são uma constante que se vem repetindo ao longo dos anos. Este, não é de modo algum um caso virgem. De vez em quando a Comunicação Social dá-nos conta de mais um caso destes...  

    Além de nem sequer sabermos utilizar totalmente aquilo que nos é DADO, ainda o utilizamos sem critério nem sentido.   Foram «estes» os governantes que escolhemos?

    A triste conclusão é que, mais uma vez, fomos enganados, que nos venderam pechisbeque como se de ouro de lei se tratasse.   Mas também não é de admirar. Com os vencimentos que eles auferem, só mesmo quem não é competente é que se deixa seduzir... a não ser pela miragem de gordos pecúlios em negociatas escusas ou tendo em vista uma pingue colocação em grandes empresas que vivem em concubinato com o Poder.

    Dessas negociatas, vamos tomando conhecimento a conta-gotas. São faitas no silêncio dos gabinetes, no maior segredo e com o maior número de precauções para que os envolvidos não sejam apanhados. Grandes firmas de advogados como consultores (a honorários astronómicos) e examinarem à lupa os meandros das leis para descobrirem uma qualquer artimanha que torne «legal» aquilo que de ético não tem nada.

    Só que, com o nosso excelente sistema judicial e com a desavergonhada protecção que a Lei dá aos prevaricadores, estes acabam por se escapar, ou pela fuga para paraísos tropicais ou pela pura e simples prescrição dos processos.

    Vejam-se os casos Freeport, Face Oculta, Duarte Lima e tantos mais que, com o tempo acabam por cair, comodamente, no esquecimento...

    Justiça! Onde pára a Justiça neste País. Alguém se lembra da «Lei de talião»?

    «OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE!»

    Bárbaro? Talvez. Mas hoje em dia não andamos todos a viver na selva?  

    Na mensagem de amanhã publicar-se-á um estudo exaustivo sobre os vencimentos auferidos pelos «crânios» a quem confiámos os nossos destinos. E muitos deles são mesmo crânios já que a massa cinzenta que os devia rechear parece ter-se evaporado.

    E, por hoje, ficamos por aqui. É pouco mas é de boa vontade.

    Até amanhã!

    P.S. Não se disse ontem que Bruxelas falava mais alto? Nem foi cedo nem foi tarde!