quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Licenciados: como conseguir um emprego?

stock photo : Hens sleep on a perch in a hen house, raster 

Uma raposa no galinheiro?

Bom, comecemos por dizer que, embora o País necessite de licenciados e bacharéis como de pão para a boca, as razões pelas quais há uma taxa tão elevada de desempregados universitários são mais psicológicas do que outra coisa qualquer. E tem origem na própria estrutura empresarial nacional, predominantemente constituída por PMEs.

Assim, aqueles que se formam com altas notas em áreas muito específicas e procuradas, não têm dificuldade em conseguir emprego, seja em Portugal ou no estrangeiro com as grandes empresas a disputarem entre si o privilégio de os incluir nos respectivos quadros.

Mas isso passa-se nas grandes empresas e grupos empresariais, com Administrações e Direcções igualmente nas mãos de licenciados que nada têm a temer de um jovem que, por muitos conhecimentos e talento que tenha, ainda tem muito que aprender em gestão e experiência. Mas essas empresas, em número, são uma pequena minoria.

A esmagadora maioria das empresas são PMEs e, dentro dessas, raras são aquelas que nasceram à sombra da iniciativa e empreendedorismo de um licenciado. E, para as restantes, lideradas por empresários com iniciativa mas pouca cultura, a admissão de um licenciado, para eles, corresponde à psicologia de um galo perante a hipótese de colocar uma raposa a guardar-lhes o galinheiro…

Eles sofrem daquilo que Lawrence Peter classificou como «Complexo da Hipercaninofobia»:

A competência de um empregado é avaliada, não por observadores isentos ou desinteressados, mas pelo patrão ou (mais provavelmente hoje em dia) por outros empregados em categorias mais elevadas dentro da mesma empresa. Aos seus olhos, um elevado potencial, nomeadamente de chefia, significa insubordinação e insubordinação significa incompetência.
(Lawrence Peter)


Nestas circunstâncias, por um simples mecanismo de autodefesa, o patrão vai pôr imediatamente de lado qualquer hipotética «raposa» que possa minar a sua autoridade dentro do «galinheiro». Mesmo que sinta uma grande necessidade de apoio e não consiga controlar as galinhas.

Que fazer?

Rapazes e raparigas, hoje em dia uma licenciatura não vos estende uma passadeira vermelha para um emprego. A não ser nos casos excepcionais acima referidos.

Esqueçam a licenciatura e ajam como se a não tivessem. Vocês adquiriram e dispõem de uma ferramente superior que vos destaca do comum dos mortais: UM CÉREBRO GINASTICADO e uma capacidade de adaptação muito acima do normal.

USEM-NOS!

E não procurem emprego, procurem TRABALHO!

Assim, para trabalharem por conta de outrem: 
  • Respondam aos anúncios como se tivessem apenas o 12º ano;
  • Dêem instruções severas em casa para, ao atenderem telefonemas que vos sejam dirigidos, não utilizarem o vosso título académico;
  • Quando forem a entrevistas não dêem a entender que têm uma formação superior;
  • Sendo admitidos, sejam humildes para conquistar a confiança dos patrões e colegas de trabalho;
  • A pouco e pouco vão introduzindo o vosso saber como sugestões, perguntando aos patrões o que pensam; se a reacção for negativa esqueçam; possivelmente o patrão, mais tarde voltará a ela como se a ideia fosse dele;
  • Vão enriquecendo a vossa experiência e o vosso Curriculum; quando ele for apreciável poderão procurar voos mais altos se entretanto não tiverem sido reconhecidos na vossa empresa.
  • Procurem valorizar-se profissionalmente através de cursos de Formação Profissional de qualidade.
A pouco e pouco virão a tornar-se imprescindíveis e, quando o vierem a ser, vão revelando a conta-gotas alguma da formação que têm. Talvez admitirem que fizeram um ou dois anos de Faculdade, uma ou outra cadeira. Porque os patrões não admitirão de bom grado que têm ao seu serviço um licenciado a baixo custo com receio de o ver partir... ou com medo de ter de o remunerar devidamente.

Lá diz o ditado:

«Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém!»

Mas consciencializem-se de que nenhum empresário vai contratar um licenciado se com isso não tiver uma compensação financeira significativa que não teria de outro modo.

E nunca, mas NUNCA mesmo, se esqueçam desta verdade:

Uma licenciatura é uma coisa linda.
Mas se vocês sentirem que não são ninguém sem ela, também não é ela que fará com que vocês sejam alguém!

Assim, façam sempre por merecer o respeito alheio, independentemente das vossas habilitações académicas.

Pensem nisso e boa sorte. Portugal precisa de vós.

Até amanhã!


P.S. Quando reunirem a experiência e curriculum adequado, se tiverem vocação empresarial, pensem na hipótese de criarem o vosso próprio emprego. Mas nunca se esqueçam do que diz a Lei de Murphy:

«Se algo puder correr mal, mais cedo ou mais tarde isso vai mesmo correr mal»

Vejam bem onde vão pôr os pés. O terreno pode não ser seguro...


    

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Tomates e mexilhões!

 Quando o mar bate na rocha...

... mais uma vez quem paga a conta é o mexilhão. Não são as sanguessugas, não são os polvos, não são sequer os tubarões a quem o cozinheiro apresenta a factura dos desmandos do chefe que o precedeu. A conta acaba por ser SEMPRE apresentada ao mexilhão!

E, no entanto, não faltam sítios por onde escolher para aliviar o sofrimento dos mexilhões:


Porque será que continuamos na mesma, senhor Primeiro-Ministro?
....

Tomates...

Consta que a safra agrícola nos últimos anos não tem sido famosa... só vai aparecendo tomate-cereja! Tanto que tomates a sério temos de os importar de Espanha!

Eles lá são tão abundantes que até fazem uma festa chamada «tomatina»!


A bom entendedor... Até amanhã!


P.S. Países onde já foi lido este blogue:

(ordem decrescente do número de visitas)
  • Portugal 
  • Rússia
  • Alemanha
  • Estados Unidos
  • França
  • Itália 
  • Bélgica 
  • Reino Unido 
  • Noruega 
  • Coreia do Sul  
  • Brasil (novo)


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Monarquia ou República?

Rei ou Presidente?
Sejamos lúcidos e claros: que importa isso?
Mais importante, muito mais importante, é que vivamos em DEMOCRACIA!
E ainda mais importante, é que saibamos viver num regime democrático!
Porque a realidade é que já vivemos em democracia desde o reinado de D. Maria II. Só que nunca aprendemos a viver num regime assim.
Nos últimos anos da Monarquia os partidos do agora chamado «Arco da Governação» denominavam-se Partido Progressista e Partido Regenerador.
E existia, tal como hoje, a alternância democrática.
Só que, tal como hoje acontece, esses partidos só se preocupavam com lutas intestinas, em procurar benesses para os seus partidários sem se interessassem minimamente pelo Povo Português. Como já dizia Eça de Queiroz, «Portugal é Lisboa, o resto é paisagem». E isso cansou a população. E cansou-a tanto que o Partido Republicano que apenas tinha uns meros 7% dos votos nas últimas eleições, pode desencadear a Revolução de 5 de Outubro sem que tivesse existido uma reacção significativa dos portugueses.
Mas os republicanos não fizeram melhor, antes pelo contrário. Faltaram a inúmeras promessas feitas, meteram-nos na I Grande Guerra e, desde 1910 a 1926, houve nada menos de 8 presidentes um dos quais, Sidónio Pais, foi assassinado. O que abriu caminho à Ditadura a 28 de Maio de 1926.
E assim vivemos até 1974. Era bom viver nesse tempo? Para os privilegiados do regime, sem dúvida. Para a esmagadora maioria do povo, nem por isso. No entanto passámos ao largo da II Guerra Mundial. E não havia crise da troika, nem havia perigo em sair à noite. O Escudo era uma moeda forte. E nas escolas aprendia-se. E não faltava trabalho e emprego. Poderia a remuneração não ser farta, mas havia. Com o antigo 5º ano do Liceu era-se quase um senhor. Hoje, com o equivalente 9º ano é-se um ignorante. Só que não havia democracia nem liberdade de expressão... (este blogue não teria sido possível) e o País continuava com um atraso imenso em relação ao resto da Europa que se recuperava da hemorragia da guerra...
E chegou o 25 de Abril, cheio de promessas de liberdade e de um futuro melhor. Chegou a liberdade de expressão... e a libertinagem. Chegaram os partidos políticos... e a ganância do poder. E chegaram os desmandos, os gastos sem freio, as impunidades, a Justiça fragilizada, os contratos leoninos para benefício de uns quantos em prejuízo do Povo Português...
E vemo-nos de volta a uma situação semelhante à que reinava nas vésperas do 5 de Outubro e do 28 de Maio
E, tal como nos finais da Monarquia, vemos os partidos do «Arco da Governação», agora chamados Partido Socialista e Partido Social-Democrata/Partido Popular na mesma guerra intestina, fútil e estéril que não conduz a lado algum, apenas à miséria do País e à riqueza obscena de uns quantos.
Porque nós não há maneira de aprendermos a viver em Democracia, de aprendermos que as ideias dos nossos opositores também podem ser boas desde que deixemos de olhar apenas para os nossos umbigos e interesses pessoais. E a não destruir obra feita só porque não é nossa...!
Em vez de fazermos valer os nossos direitos, em vez de erguermos a nossa voz, em vez de energicamente comparecermos nos actos eleitorais, calamo-nos, submetemo-nos, abstemo-nos...
Por isso a pergunta? Monarquia ou República? Olhemos à nossa volta na Europa. Encontramos os dois regimes com os respectivos povos a viver bem e democraticamente. Os nossos emigrantes e os nossos estudantes Erasmus e bolseiros bem o sabem. Aqueles que aprenderam a viver em democracia.
Quanto a termos um Rei ou um Presidente, para além dos custos das eleições a cada cinco anos (que não são tão pequenos quanto isso), fica à escolha de cada um. Mas que fujamos de situações como as documenta a reportagem da RTP abaixo...
Não se iludam, não quero voltar a viver numa ditadura. Mas quero viver num país governado por gente honesta e competente... por mim, pelos meus filhos e pelos meus netos... e pelos netos dos meus netos.
Pensem nisso. Até amanhã
P.S. Monarquias na Europa (ordem alfabética): 
  • Bélgica
  • Dinamarca
  • Espanha
  • Holanda
  • Liechtenstein
  • Luxemburgo
  • Mónaco
  • Noruega
  • Reino Unido
  • Suécia


  • domingo, 9 de setembro de 2012

    Os salários da «Nobreza»...!!!




    Pobrezinhos dos políticos...!!!

    Com a devida vénia e apreço pelo trabalho realizado pelo autor, transcrevo um link para uma exaustiva listagem dos vencimentos e mordomias de quantos nos (des)governam:

    http://tretas.org/VencimentoCargosPoliticos

    Façamos uma análise fria e objectiva. Se por um lado é pouco (e falo a sério) para a responsabilidade dos cargos, por outro lado é manifestamente exagerado tendo em conta o mau trabalho que há muitos anos produzem na governação do País.

    Tendo em conta que grande parte dos vencimentos estão indexados ao que recebe o Presidente da República e o que as pessoas realmente competentes recebem como remunerações no universo privado, os cargos públicos não são de modo algum atractivos para atrair pessoas competentes e de méritos comprovados. Só para lá se candidata quem está numa (ou mais) das seguintes situações:

    • Tem uma reforma interessante e o cargo político não é mais do que um complemento;
    • Tem outras fontes de rendimento e o cargo público é um trampolim para voos mais elevados;
    • Tem um vencimento medíocre e o cargo no aparelho do Estado é um posto em que se está em posição de receber proveitos de origem duvidosa já que pela competência pessoal não há hipótese de chegar longe na vida;
    • Não tem competência alguma nem experiência relevante e vai ocupar um lugar devido à sempre eterna «cunha» não fazendo nada de jeito mas recebendo honorários obscenos relativamente àquilo que vale;
    • Não tem competência alguma mas vai fazer número nas listas eleitorais para votar como pau mandado segundo as conveniências partidárias ou de quem estiver por detrás delas.
    É «disto» que o País precisa? Ou é de gente talentosa, experiente e dedicada?

    Só que, se só pagamos o preço do lixo, é lixo que vamos obter por muito que a propaganda partidária nos diga que vamos receber ouro. O talento, a honestidade, a competência, não são artigos de saldo.

    E, para mais, por exemplo, na Assembleia da República há gente a mais. Para quê termos 230 deputados quando a Constituição nos diz que podem ser apenas 180? E mesmo esse número é exagerado, podia ser bem menos revendo a Constituição.

    Vamos pois cortar esse número, cortar as mordomias, os subsídios, as ajudas de custo, vamos aumentar o vencimento do PR para o dobro ou triplo (sem mais nada!) para que os restantes vencimentos sejam ajustados em conformidade e as pessoas realmente úteis e de qualidade se possam sentir atraídas pelo serviço do País.

    Porque será que, hoje em dia, não aparecem pessoas ao nível de um Sá Carneiro, de um Mota Pinto, de um Amaro da Costa, de um Freitas do Amaral, de um Salgado Zenha, de um Álvaro Cunhal?

    Não digam que as não há. Só que ninguém se sujeita aos vencimentos que o Estado paga quando se tem mérito para se ir muito mais além.

    Pensem nisso. Até amanhã!




    sábado, 8 de setembro de 2012

    INCOMPETÊNCIA...!!!




    Portugal obrigado a devolver 88,9 milhões a Bruxelas

    Comissão Europeia critica falhas no controlo da distribuição das ajudas europeias, mas reduz penalização inicial de 121 milhões.

    Ler mais: http://expresso.sapo.pt/portugal-obrigado-a-devolver-889-milhoes-a-bruxelas=f751568#ixzz25mqNK7yI    

    Que desperdício!  

    Quase NOVENTA MILHÕES DE EUROS!!   E estas devoluções são uma constante que se vem repetindo ao longo dos anos. Este, não é de modo algum um caso virgem. De vez em quando a Comunicação Social dá-nos conta de mais um caso destes...  

    Além de nem sequer sabermos utilizar totalmente aquilo que nos é DADO, ainda o utilizamos sem critério nem sentido.   Foram «estes» os governantes que escolhemos?

    A triste conclusão é que, mais uma vez, fomos enganados, que nos venderam pechisbeque como se de ouro de lei se tratasse.   Mas também não é de admirar. Com os vencimentos que eles auferem, só mesmo quem não é competente é que se deixa seduzir... a não ser pela miragem de gordos pecúlios em negociatas escusas ou tendo em vista uma pingue colocação em grandes empresas que vivem em concubinato com o Poder.

    Dessas negociatas, vamos tomando conhecimento a conta-gotas. São faitas no silêncio dos gabinetes, no maior segredo e com o maior número de precauções para que os envolvidos não sejam apanhados. Grandes firmas de advogados como consultores (a honorários astronómicos) e examinarem à lupa os meandros das leis para descobrirem uma qualquer artimanha que torne «legal» aquilo que de ético não tem nada.

    Só que, com o nosso excelente sistema judicial e com a desavergonhada protecção que a Lei dá aos prevaricadores, estes acabam por se escapar, ou pela fuga para paraísos tropicais ou pela pura e simples prescrição dos processos.

    Vejam-se os casos Freeport, Face Oculta, Duarte Lima e tantos mais que, com o tempo acabam por cair, comodamente, no esquecimento...

    Justiça! Onde pára a Justiça neste País. Alguém se lembra da «Lei de talião»?

    «OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE!»

    Bárbaro? Talvez. Mas hoje em dia não andamos todos a viver na selva?  

    Na mensagem de amanhã publicar-se-á um estudo exaustivo sobre os vencimentos auferidos pelos «crânios» a quem confiámos os nossos destinos. E muitos deles são mesmo crânios já que a massa cinzenta que os devia rechear parece ter-se evaporado.

    E, por hoje, ficamos por aqui. É pouco mas é de boa vontade.

    Até amanhã!

    P.S. Não se disse ontem que Bruxelas falava mais alto? Nem foi cedo nem foi tarde!


    sexta-feira, 7 de setembro de 2012

    Enjeitar o ouro, acolher o lixo


    Somos mesmo um triste país...!

    Devemos ser provavelmente o único país do mundo que aliena os seus melhores cérebros e os seus melhores trabalhadores, recebendo em troca a escória que outros países não querem manter. ou sustentar.

    Somos um país em que quem quer sair da mediania e ascender a novos patamares de competência e saber, encontra os maiores entraves quer por parte daqueles que deveriam ser os maiores interessados (as empresas) quer pelas burocracias criadas pelos próprios organismos do Estado. 

    Vem isto a propósito de várias situações:




    I - Enjeitar o ouro 

    1. O convite descarado do nosso primeiro ministro para os jovens licenciados procurarem emigrar. Como muitos, aliás, têm feito. Fazem um Erasmus e são, em grande parte, convidados a permanecer nesses países de acolhimento - normalmente países ricos - onde vão incrementar ainda mais a riqueza desses países em vez de contribuírem com os seus talentos para o progresso de Portugal.
    2. O recrutamento de jovens licenciados e bacharéis portugueses por empresas estrangeiras que lhes acenam com condições salariais e de trabalho muito superiores àquelas que lhes são oferecidas em Portugal. Sirva de exemplo a procura recente de enfermeiros licenciados para vários destinos.
    3. Uma notícia vinda recentementa a público, referindo que os nossos técnicos que vão trabalhar no estrangeiro, nomeadamente na Alemanha, têm um tempo de aprendizagem a lidar com maquinaria sofisticada (informática e robótica) de cerca de METADE dos seus colegas naturais de lá.
    4. O governo de Moçambique declarou recentemente que tem quotas restritas de emigração e que por isso só aceita candidatos escolhidos a dedo. Não é qualquer um que para lá vai. Nem para Angola.
    Tudo isto nos deveria levar a meditar nas razões pelas quais somos e continuaremos a ser um país desprezível na cauda da Europa e que cada vez se afunda mais.

    Somos um país em que a esmagadora maioria dos empresários só sabem ser negreiros e em que os Governos não sabem governar... nem, muito menos cuidar do Povo que os elegeu.

    E com esse espírito estamos a desperdiçar e a entregar aos outros a nata dos nossos jovens e a riqueza de Portugal...



    II - Acolher o lixo

    1. Somos um país envelhecido (o sexto mais envelhecido do mundo), com uma faixa populacional elevada no limiar da pobreza e, mesmo assim, damo-nos ao luxo de conceder asilo político quando não temos condições para o fazer.

      Antes de cuidarmos da miséria alheia, senhores governantes, tenham a decência de olhar pelos Portugueses. Querem ficar bem na fotografia perante os líderes estrangeiros? Armarem-se em generosos? Com que dinheiro? Com os impostos com que sangram o Zé Povinho que vos dá votos nas eleições para os poleiros que querem ocupar... vitaliciamente, se possível...
    2. Éramos um país pacífico e de brandos costumes. Criminalidade violenta era coisa que não existia ou era residual. E o que vemos agora? Todos os dias (ou quase) há notícias de assaltos de extrema violência imputados muitas vezes a imigrantes (legais ou ilegais). Muitos dos quais a receber Subsídios de Inserção Social. Pagos com que dinheiro, senhores ministros? Com o NOSSO! Porque é lhes dado com os nossos impostos. Que tem muito melhores fins para ser usados...

      A essa escumalha não lhes basta preguiçarem à nossa custa, ainda têm que nos vir roubar e assassinar. Para quando se deixam Vossas Excelências de brincar ao políticos imberbes e começam a governar a sério? Nos países a quem nos queremos igualar (nós, o POVO e não vós, «GOVERNANTES») já esses marginais teriam sido recambiados a jacto para as suas origens. E fizessem lá os dislates que quisessem, não era nada connosco.

      Cá queremos sim, e aceitamos de braços abertos, todos quantos queiram trabalhar honradamente. Para contribuir para a riqueza nacional. Tal como fazem os países estrangeiros (e muito bem) aos nossos emigrantes que para lá vão tentar ganhar a vida. Quem não presta não tem cá lugar.

      Subsídio de inserção? Sim, durante SEIS MESES no máximo. Se não arranjarem trabalho nesse prazo é porque ninguém os quer, porque não fazem cá falta as suas capacidades ou porque não se esforçaram o suficiente e, nesse caso, não temos que sustentar vagabundos. Rua com eles...

      Lembram-se dos «bidonvilles» para onde iam viver os nossos emigrantes? Acaso tinham eles subsídios de inserção? Quem são os estrangeiros mais no que nós no NOSSO próprio país? Ou será que os senhores pensam que o país é VOSSO só porque ganharam umas eleições? A abstenção esmagadora não vos diz nada sobre o NOSSO (des)contentamento a vosso respeito?

      Xenofobia? Nem pensar. Apenas cabeça fria e pés bem assentes na terra. Coisa que os senhores não têm.
    Dizia Barry Hatton numa entrevista ao jornal NEGÓCIOS (24.Ago.2012) que, em Portugal, «Poder e Povo lembram azeite e água: não se misturam».

    E é bem verdade. Acredito que estes comentários nunca serão lidos por quem está no poder. Na sua sobranceria, eles sabem sempre tudo e não se dignam escutar a «ralé»... E cometem erros de palmatória. Porque Bruxelas «fala mais alto»... até um dia! Em que a casa vem abaixo...

    Pensem nisso. Até amanhã!







    quinta-feira, 6 de setembro de 2012

    Formação: Uma proposta concreta (Parte III)


    Na continuação das duas últimas intervenções, vamos agora abordar uma matéria sensível, tanto para o Ministério das Finanças, como para o IEFP e, sobretudo, para os formadores.

    Mas que assume uma importância crucal se o País pretende tirar proveito dos muitos milhões que anualmente são malbaratados em Formação com resultádos, no mínimo, medíocres (se é que os há). 

    Remunerações

    Como já referido, as remunerações actualmente oferecidas pelo IEFP são ridiculamente baixas e não estimulam nem a qualidade, nem o empenho dos formadores e são desinteressantes para formadores qualificados e experientes.

    O objectivo inconfessado é trabalhar para as estatísticas, apresentando resultados de inúmeras horas de formação realizadas... só que elas não servem para coisa nenhuma (se é que são dadas) e conduzem ao descrédito e desinteresse dos próprios formandos.

    No sentido de dar uma base para reflexão, faz-se uma proposta concreta como segue

    I. Remunerações Ilíquidas Horárias

    (por nível de curso)

    • Nível 1 20,00 €
    • Nível 2 30,00 €
    • Nível 3 40,00 €
    • Nível 4 55,00 €
    • Nível 5 75,00 €

    II. Prémio de Qualidade (Avaliação do Desempenho)
    (por nível de curso)

    Como todos sabemos, o IEFP impõe uma avaliação aos seus formadores que, ao fim e ao cabo, serve para muito pouco (se é que serve). Quando muito servirá a alguns responsáveis para justificar a exclusão futura de alguns formadores. Infelizmente a legislação vigente dá-lhes um poder descricionário e irresponsável do qual resultam inúmeros abusos dos quais eles não são chamados a prestar contas.
    Entretanto, lança-se aqui um desafio para gente séria e competente. Pessoalmente, e e no presente momento, sou isento já que o meu tempo de formador já passou. Mas estou bem informado das situações e considero sumamente importante não se perpetuarem erros que só trazem descrédito e nenhum proveito ao País (se é que há ainda algum responsável que se preocupe com ele).

    Assim, vamos aproveitar as avaliações que são feitas (procurando activamente que elas se tornem cada vez mais honestas) e recompensar os formadores capazes e dignos com uma remuneração complementar que premeie o seu esforço, competência e amor à arte?
    Nesse sentido, propõe-se que, sempre que as avaliações efectuadas pelos formandos no final da acção ultrapassarem os 90%, os formadores sejam premiados com uma remuneração horária adicional de:

    • Nível 1: 2,00 €
    • Nível 2: 2,50 €
    • Nível 3: 3,00 €
    • Nível 4: 4,00 €
    • Nível 5: 5,00 €
    • Sempre que as avaliações efectuadas pelos formandos no final da acção ultrapassarem os 95% aqueles valores serão elevados para o dobro.

    Claro que isto teria de ser bem fiscalizado para evitar abusos e para evitar que os «amiguinhos» dos responsáveis dos centros se fossem «banquetear» com mais este benefício que lhes não é destinado a não ser que o mereçam.


    III. Remuneração de Textos de Apoio

    Infelizmente os textos de apoio postos à disposição dos formandos, na maioria das vezes, não passam de umas folhar fotocopiadas de livros e revistas, por vezes apenas dos próprios acetatos, sem qualquer qualidade ou interesse para futuro. 

    Para incentivar a produção de material de qualidade, sempre que o formador fornecer textos de apoio reconhecidos como de excelência. Essa qualidade teria de obedecer a critérios definidos a fim de ser racional, isenta e mensurável e não apenas emocional e injustificável e efecuada por uma entidade independente. Nesse caso, a remuneração total ilíquida do curso seria acrescida de um prémio de 10% a ser liquidado no início do mesmo.

    E por hoje fico-me por aqui. Futuramente (lá mais para diante) falaremos de uma proposta séria de reformulação dos CAP. E não se coibam de fazer os vossos comentários ou sugestões (que podem ser feitos por e-mail se não se sentirem à vontade de utilizar o blogue). Mesmo que seja a discordar.

    Vão pensando nisso. Amanhã o assunto já não será Formação. Fiquem bem.