domingo, 2 de setembro de 2012

Vamos falar de Auto-estradas?

As Auto-estradas são as artérias do País.
  
São as vias – em paralelo com os caminhos-de-ferro – pelas quais circula o «sangue» de toda a nossa economia

Numa época de crise como aquela que atravessamos, muito mais que em tempo de «vacas gordas», há que saber gerir os dinheiros públicos numa óptica rigorosa da relação custo/benefício.

Temos assistido nos anos mais chegados (agora felizmente suspensas pela crise) ao lançamento de obras faraónicas de rentabilidade duvidosa e que não vão ao encontro das necessidades das populações e do País.


Tendo este pressuposto em consideração, permitimo-nos delinear alguns comentários sobre algumas obras e circunstâncias acessórias.


1. SCUTS

Convém recuarmos alguns anos no tempo para nos recordarmos como nasceram algumas das SCUTS do Norte que recentemente foram portajadas.
As actuais A28, A44 e A29 nasceram como IC1 (a designação ainda figura na 97ª edição do Mapa das Estradas do ACP para 2010/2011, a última distribuída).

A actual A41 nasceu como IC24 (idem, idem).

Se há necessidade de portagens, e aqui se faz a mais tenaz apologia do princípio generalizado do utilizador/pagador, (a maioria esmagadora da nossa população não tem automóvel e não tem que pagar as comodidades de que não usufrui), entende-se que o mesmo princípio deveria ser aplicado aos IC da zona da capital (que é apenas a mais rica do país).

À luz desse princípio, defende-se portanto a conversão em auto-estradas portajadas dos seguintes itinerários todos com características de auto-estrada:
  • Eixo norte-sul (todo) 
  • A1 (entre Lisboa e Alverca)
  • A2 (entre Lisboa e Coina)
  • A5 (entre Lisboa e Porto Salvo/Oeiras)
  • A8 entre (Lisboa e Loures)
  • A23 (toda)
  • IC2 (todo, entre Lisboa e Póvoa de Santa Iria)
  • IC2 (todo, entre Almada e a Costa de Caparica)
  • IC19 (todo, entre Lisboa e Sintra)
  • IC21 (todo, entre Coina e o Barreiro)
  • IC32 (todo, entre a A2 (Coina) e Alcochete)
Todos eles são da região da Grande Lisboa, num total de mais de 1000 km, QUE NÃO PAGAM QUALQUER PORTAGEM NEM ESTÁ PREVISTO QUE VENHAM A PAGAR. O seu movimento é muito mais significativo do que os do Grande Porto e, portanto, susceptível de gerar muito maior rentabilidade financeira (não se inclui na lista o IC17-CRIL porque no Porto também existe o seu equivalente, o IC23-VCI, também não portajado).

É um caso da mais elementar justiça que, certamente, cairia muito bem junto da esmagadora maioria do restante eleitorado. Sobretudo se essas receitas, afinal obtidas nas classes menos necessitadas da população, pudessem ser acompanhadas de uma redução de um qualquer imposto que beneficiasse a generalidade dos portugueses, sobretudo os mais desfavorecidos. Por exemplo, a reposição do 13º mês. Até porque o rendimento per capita da Grande Lisboa é muitíssimo superior ao do resto do País, sobretudo do Norte.

Mas em nenhum caso, nem no Norte nem no Sul, se deixariam de aplicar portagens nem seriam concedidas medidas de excepção (salvo forças de segurança, ambulâncias e bombeiros). Nem sequer aos utilizadores de viaturas oficiais que pagariam as portagens do seu próprio bolso! Ganham bem para isso... e para pagarem as multas das tolices que fizerem. Que o diga o Dr. Mário Soares...

(A questão dos turistas estrangeiros tem uma solução muito simples: não pagarem nas SCUTS. Afinal, se eles vêm cá gastar o seu dinheiro, não devemos bloqueá-los na fronteira, não é?)

Claro que dá para imaginar as razões pelas quais os nossos «queridos» governantes não se importam de fazer esta discriminação: a população do Norte está muito longe para lhes «fazer uma espera» à porta dos ministérios, da Assembleia da República ou mesmo de um teatro. À rapaziada de Lisboa, muito mais à mão, era capaz de lhe chegar a mostarda ao nariz e fazer das suas. Até porque, por lá, a criminalidade é significativamente maior.

E assim se compreende que o Governo tenha adquirido tantos blindados PANDUR. Sempre podem servir de transporte de emergência se as coisas começarem, a aquecer. Afinal foi numa Chaimite que Marcelo Caetano saiu do Quartel do Carmo...


2. A «Degola dos Inocentes»

É confrangedora a maneira como os governantes de então negociaram as famigeradas PPP (Parcerias Público-Privadas) das quais as SCUT são apenas uma parte.

A não existir dolo (e seria mais do que conveniente que a PGR fizesse dos casos uma investigação exaustiva) o resultado das negociações só pode ser fruto de ingenuidade, ignorância ou simples estupidez. Que custam a todos nós incontáveis milhões em impostos que poderiam ser muito melhor utilizados para outros fins.

Porque os grandes grupos empresariais sabem fazer os trabalhos de casa e só confiam as negociações importantes a técnicos com anos e anos de prática a todos os níveis. E que comem ministros ao pequeno-almoço...

É mais do que evidente que os nossos governantes nunca ouviram sequer falar na Lei de Murphy:

Se alguma coisa pode correr mal, ela corre mal!

Mais cedo ou mais tarde, é fatal como o destino...

E agora é todo o Povo Português, iludido por aquilo em que o fizeram acreditar, que está a pagar com o seu sangue, o seu suor e as suas lágrimas os desvarios de quem assumiu irresponsavelmente as rédeas do destino de todos nós. E que se refugia (vá-se saber com que dinheiro) em exílios dourados porque pode ser pouco saudável ficar por cá...


3. O Túnel do Marão

Este é o nó górdio da A4. Parado há um ano (pela terceira vez e a 20% da conclusão) devido a desacordo entre o Estado e a concessionária. E na raiz do problema estão as duas suspensões anteriores devidas a providências cautelares interpostas pelas Águas do Marão por «receio de quebra do manancial».

Deixemo-nos de desculpas, as Águas do Marão pertencem ao concessionário da Pousada do Marão (Pousada de São Gonçalo), ponto «obrigatório» de paragem no percurso para Trás-os-Montes e que ficaria às moscas com a abertura do túnel já que quase todo o trânsito deixaria de lhe passar à porta.

Se, neste país, quem interpusesse uma providência cautelar fosse financeiramente responsabilizado pelos prejuízos daí decorrentes no caso de se vir a verificar a sua improcedência, certamente teríamos muito menos casos destes e o Túnel do Marão estaria concluído há anos... para benefício de todos nós e em especial dos transmontanos.


4. As vias que não levam a lado algum

Em tempos que já lá vão, havia um viaduto em Leça da Palmeira (agora junto à Exponor sobre a A28) que esteve anos a fio sem utilização nem ligações e que chegou a ser motivo de escárnio no jornal humorístico francês «Le Canard Enchainé».

Pois hoje em dia os nossos responsáveis das Obras Públicas parece desejarem honras semelhantes na imprensa internacional.

A título de exemplos, que não se acredita serem exaustivos temos:
  • O IC6 que deveria ligar Coimbra à Covilhã e que termina em nenhures antes de chegar a Oliveira do Hospital.
  • A nova ponte sobre o Douro em Entre-os-Rios, construída junto à velha ponte Hintze Ribeiro depois da catástrofe de Castelo de Paiva.
  • A Auto-estrada A32 que deveria ligar Gaia à A25 em Sever do Vouga e que acaba no meio do mato antes de Oliveira de Azemeis.
Compreende-se que na época de crise em que vivemos, haja obras que devam ser suspensas e reequacionadas. Mas tudo deve estar preparado para que, quando a crise se for (e oxalá esse alívio não venha longe), tudo possa ser reatado com a celeridade possível porque atrasos já temos quanto baste.

Por isso, senhores Ministros, Secretários de Estado, Directores-Gerais e toda a nobilíssima classe VIP deste país, vamos deixar-nos de incompetências, vamos fazer um Orçamento de Estado para 2013 e seguintes, sensato e baseado na metodologia OBZ (Orçamento de Base Zero) oportuna e correctamente proposta pelo Dr. Francisco Louçã (de quem não sou partidário) mas que é uma técnica comprovada há longos anos e que faz todo o sentido.
(http://www.agrconsultores.com.br/pt-br/processos/or%C3%A7amento-base-zero)

Enfim, um orçamento que, entre outros pontos:
  • elimine todos os gastos supérfluos;
  • suprima o maior número de «tachos» que seja possível;
  • acabe com subsídios que de nada servem e a quem nada produz; 
  • aliene toda (ou quase) a frota de carrões do Estado, das autarquias e das empresas públicas (recolocando os motoristas assim desocupados em lugares em que trabalhem e sejam úteis e em que não fiquem à conversa uns com os outros);
  • ponha a trabalhar a sério todos os parasitas que vivem à custa do nosso dinheiro;
  • incentive a criatividade dos nossos jovens licenciados na procura e concretização de soluções para o País.
E, com algum do dinheiro que pouparem, sirvam o País e ponham fim a esta anedota rodoviária...!!!

Pensem BEM nisso! Até amanhã!


P.S. Ah, e poupem na alimentação. Alguns de vós estão a ficar um tanto obesos e isso pode provocar AVCs e enfartes de miocárdio. E os Senhores fazem tanta falta...

sábado, 1 de setembro de 2012

JUSTIÇA...!!!


SÁBADO, 5 DE FEVEREIRO DE 2011

Mamarrosa, Oliveira do Bairro: Pai de juíza matou ex-genro a tiro (post actualizado com vídeo)

«Um homem de 35 anos, advogado residente no Porto, foi baleado mortalmente pelo ex-sogro, à queima roupa, hoje, ao final da manhã, no lugar de Mamarrosa, Oliveira do Bairro.

http://crimeejustica.blogspot.pt/2011/02/mamarrosa-oliveira-do-bairro-pai-de.html


Estamos já em Setembro e, ao que parece, finalmente (após mais de ano e meio!) vai ser julgado este crime abominável. Só não se entende, por muito que nos esforcemos, como é possível termos neste país a vergonha de um assassino confesso disfrutar do privilégio de uma prisão domiciliária e, ainda por cima, conviver diariamente com a filha do homem que ele próprio abateu.


Que monstruosidade é esta em que se obriga uma criança a conviver a toda a hora, dia após dia, semana após semana, mês após mês com o algoz do seu pai?

Será porque a filha do «presumível» criminoso é juíza? Será a Justiça em Portugal uma espécie de «irmandade» em que os seus membros cobrem as costas uns dos outros e dos seus familiares? Se não é, PROVEM-NO! 

E como é que o Conselho Superior da Magistratura permite uma aberração destas? Sobretudo num caso tão falado na Comunicação Social e que tem de ser forçosamente do seu conhecimento?

Se este caso vier a constituir um precedente legal, qualquer criminoso o pode invocar para se tentar eximir a uma prisão preventiva...! Ou não?

Que a Justiça anda pelas ruas da amargura já todos o sabemos. Processos que se arrastam por anos e anos (Casa Pia, Face Oculta…), processos por corrupção que prescrevem por truques sucessivos de prestidigitação dos advogados (Isaltino, Fátima Felgueiras…). Mas deixar um miserável responsável por um hediondo crime de sangue estar confortavelmente a viver em casa… Só em Portugal ou num país do Terceiro Mundo.

Desgraçadamente, para nosso mal e nossa vergonha, a Justiça em Portugal nem é célere nem é cega!

Num inquérito à confiança em profissões realizado há tempos, os Juízes (29%), Consultores Financeiros (28%), Advogados (24%) e Líderes Sindicais (19%) são classes de pouca confiança.... Porque será?
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/confianca-profissoes-agencia-financeira-seleccoes-instituicoes/1236175-1730.html


Claro que, ao fim e ao cabo a responsabilidade é VOSSA, Excelentíssimos Senhores Deputados que discutistes e aprovastes as leis aviltantes pelas quais nos regemos. Tanta foi a vossa preocupação em dar aos acusados todas as hipóteses de defesa que paralisastes o curso da Justiça, atando as mãos a quem tem o dever de a aplicar.

Sabeis que em Macau, depois da sua entrega à China, a criminalidade e as tríades desapareceram? Porque as benesses que nós dávamos aos criminosos se evaporaram...

Vós destes TODAS as protecções aos direitos dos acusados e calcastes aos pés os direitos das vítimas. Será para vos protegerdes a vós próprios antevendo as indignidades que pudésseis vir a cometer no futuro? O resultado está aí.
Por alguma razão, apenas 14 por cento dos portugueses inquiridos manifestaram confiança nos políticos. http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/cb223a5733f7529dd7b260.html

Só vos desejo uma coisa do fundo do coração e com o maior desprezo pela vossa triste obra:
Que venhais rapidamente a saber o que é serdes vítimas e que sintais em cima de vós todo o peso da injustiça do MONSTRO que vós próprios haveis criado.

Porque eu também já fui vítima e vi o prevaricador ficar impune porque o Tribunal «tinha crimes mais importantes com que se ocupar»...

E por hoje é tudo. Fiquem com a vossa consciência... os que a tiverem! 

Até amanhã!


P.S. Tudo isto me faz lembrar a célebre frase de George Orwell n'«O Triunfo dos Porcos»:

«Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros»



sexta-feira, 31 de agosto de 2012

IEFP: «Só a admitir a Vera Pereira»




Mas que enormidade é esta?


Que no IEFP se passam muitas coisas bizarras no silêncio dos gabinetes já se suspeitava. Neste blogue já se alertou (e continuará a alertar) para situações que não fazem sentido algum numa organização que se diz e deve ser isenta e honesta. Mas esta ultrapassa as raias do absurdo.

Veja-se o anúncio publicado pelo IEFP:



Note-se nas Condições: SÓ A ADMITIR A VERA PEREIRA!

Face à controvérsia geral criada pela divulgação de uma oferta de emprego onde o candidato já estava escolhido, o IEFP respondeu em comunicado referindo que "a situação identificada é perfeitamente normal,...

http://www.iefp.pt/noticias/Paginas/EsclarecimentoIEFPnoticiadivulgadaAntena1fertaempregodisponivelNetEmprego.aspx

"... (para além de mais considerações a tentar justificar o sucedido)  


Face à argumentação do IEFP, ocorre dizer que, se o(a) candidato(a) já estava escolhido(a) pelo empregador, o anúncio nem sequer deveria ter sido publicado para não despertar falsas esperanças e originar despesas a milhares de jovens desesperados por conseguir uma colocação numa época tão conturbada como a nossa.

Nem este nem qualquer outro anúncio nas mesmas circunstâncias. Quem o fez publicar não tem o menor sentido de pudor nem de respeito pelos sentimentos alheios e deveria ser objecto de uma acção disciplinar em nome da Ética e da Moral.

De facto, na regulamentação invocada pelo IEFP pode ler-se:
  • Caso a entidade empregadora tenha identificado o desempregado a contratar, o centro de emprego: 
  • a) Se o mesmo reunir as condições legalmente previstas, apresenta o candidato para efeitos de celebração do respetivo contrato de trabalho;
  • b) ... (não aplicável).
Não está escrito em lado algum que deva ser publicado um anúncio já que a candidata preencheria os pressupostos da alínea a).

No entanto, se as explicações do IEFP não passarem de uma desculpa para uma situação «habitual» e se o caso vertente se não enquadrar no articulado da «Medida Estímulo 2012», o ocorrido assume aspectos mais graves, não sendo de excluir o favorecimento ilícito de um candidato relativamente a outros ao arrepio do Artº 13º - Princípio da Igualdade - da Constituição da República Portuguesa onde se pode ler no nº 2:
  • 2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
E não há evidência de que isso não tenha já sucedido! E isso NÃO pode ser considerado uma situação NORMAL!

Senhor Ministro da Economia e Emprego, como responsável pela tutela desta instituição, permito-me, como cidadão no uso dos seus plenos direitos, alertar V. Exª. para situações da responsabilidade do seu Ministério que, não só o deslustram a si como agravam o mal-estar da população já de si tão sacrificada, e sugerir-lhe uma cuidadosa e exaustiva auditoria ao IEFP e aos seus Centros de Formação de Gestão Directa e/ou Participada.

Permita-me que lhe cite uma frase da obra de Al Ries e Jack Trout «Marketing de Guerra 2»:

"Detrás de uma secretária é o pior lugar para se ver o mundo!"

Por favor pense nisso. O IEFP é uma organização demasiado importante para andar ao Deus dará.

Até amanhã! 


P.S. Com este texto termina o mês de Agosto. Se este blogue e os seus comentários são do seu agrado, divulgue-o pelos seus contactos. Para ele ser cada vez melhor e maior. Bem hajam pela vossa atenção.


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Os «coitadinhos» da RTP




Vamos acabar com a «mama»?

O salário médio dos trabalhadores da RTP é superior a 40 mil euros brutos por ano, apurou o Diário Económico.
http://economico.sapo.pt/noticias/salario-medio-na-rtp-supera-40-mil-euros-por-ano_127371.html

Neste despautério há ainda que salientar que um grupo de 31 trabalhadores com funções de entretenimento, informação, gestão ou administração, recebe, cada um, um ordenado MENSAL superior não só ao do primeiro-ministro mas também ao vencimento a que o Presidente da República (PR) tem direito. Deste conjunto, oito colaboradores ganham mais do dobro do salário de Cavaco Silva – que ronda os 6500 euros –, sete dos quais não têm funções de gestão/administração.

http://www.ionline.pt/portugal/rtp-sao-31-os-pivots-os-entertainers-os-administradores-ganhar-mais-6500

Claro que todos esses nababos hão-de gritar como possessos contra qualquer acção que vise coarctar-lhes esses vencimentos obscenos, arrepiantes num país mergulhado numa crise profunda.

E tudo isto se passa numa EMPRESA PÚBLICA!

Note-se que, para além desses vencimentos escandalosos, há que lhes acrescentar todos os proventos de imagem em spots publicitários que passam todos os dias nos nossos ecrãs da TV. Porque esses valores não estão contabilizados nos números acima.

Não temos nada a censurar a esses proveitos adicionais obtidos em campanhas publicitárias (Catarina Furtado, etc) ou de direitos de autor (José Rodrigues dos Santos). São devidos a esforço individual, não são pagos com dinheiros públicos e não afectam os contribuintes.

Mas os salários afectam os resultados da RTP e os impostos do país.

Do Relatório e Contas da RTP de 2011, temos
http://ww1.rtp.pt/wportal/grupo/informacao_financeira/rc_anual.php

Gastos com Pessoal

• 2010: 102,9 M€
• 2011: 108,0 M€

Capital Próprio

• 2010: -554,2 M
• 2011: -469,1 M€

Dívida Bancária

• 2010: -753,8 M€
• 2011: -516,4 M€

Não importa se os profissionais da SIC ou da TVI ganhem igualmente vencimentos dessa grandeza. Não sei nem me interessa. São empresas privadas que dão lucro e os seus administradores prestam contas aos respectivos accionistas. Não nos entram no bolso e não temos nada com isso.

Desse a RTP lucro ao Estado e fizesse um serviço em condições e, dentro dos limites impostos para as EP, não seria censurável que os seus  profissionais fossem justamente remunerados de acordo com os valores de mercado. Só que, no descalabro financeiro em que todos nós estamos, só apetece dizer à RTP:

Rais Te Parta

Passe ela bem depressa para a esfera privada e são menos uns milhões a pesar nos bolsos dos Portugueses. E quanto aos salários, será caso entre eles e os futuros patrões. Que se entendam...!

Mas que o processo negocial fique bem claro e transparente. Já sabemos o tipo de honestidade de alguns intervenientes... A bom entendedor...

E, entretanto, com o «frenesim» que o Governo tem em cortar salários, tem aqui uns bons milhões com que começar a dar o exemplo... Ou será que tem medo?

Fiquem bem. Até amanhã!



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

VOCÊ...!!!


Vossa Mercê → Vossemecê → Vosmicê → Vomecê → Você...!

Aquilo que em tempos idos era um tratamento respeitoso degradou-se com o passar dos tempos e, hoje em dia, é um tratamento mais ou menos familiar e, em muitos casos, incorrecto e até depreciativo.

Vamos dar-nos ao trabalho de analisar a situação e o emprego correcto desta expressão popular VOCÊ! Porque muitas empresas comerciais (e não só) têm inconscientemente perdido clientela e vindo a fechar portas por uma conduta negligente do seu pessoal em contacto com os clientes.

Grosso modo, e tradicionalmente, podemos dividir a sociedade em três classes: ALTA, MÉDIA e BAIXA.

Dentro de cada classe, sobretudo entre as classes média e alta, entre pessoas que se consideram socialmente iguais, o tratamento «você» pode ser correcto dentro de uma certa familiaridade quando não existe ainda a intimidade suficiente para as pessoas se tratarem por «TU»! Mas, mesmo assim, não será adequado para nos dirigirmos a uma pessoa mais velha ou mais experiente, caso em que devemos demonstrar o respeito que ela nos merece.

Fora isso, o tratamento por «você» demonstra ao nosso interlocutor uma certa sobranceria e menosprezo (ou ignorância das regras mais elementares da boa educação).

Numa relação profissional o Cliente está SEMPRE num patamar mais elevado relativamente ao atendedor, ainda que este tenha uma licenciatura ou um título nobiliárquico e aquele seja um simples operário ou camponês. Impõe-se sempre portanto tratá-lo por «o senhor» ou «a senhora» (e não «menina» como muitas vezes acontece) já que, ao fim e ao cabo será dele(s) que depende a sobrevivência da nossa empresa e o nosso posto de trabalho.

Quando se der o caso de sabermos o nome do cliente, de acordo com as normas de cortesia vigentes na nossa sociedade, devemos OBRIGATÓRIAMENTE tratar os cavalheiros pelo apelido (Senhor Cardoso) e as senhoras pelo nome próprio precedido pelo honorífico Dona (D. Maria Helena).

Se acontecer que o nosso interlocutor tem um título académico (Doutor, Engenheiro, Arquitecto), militar (Capitão, Major, Coronel), religioso (Padre, Reverendo, Monsenhor, Bispo, Cardeal) é pelo título que ele deve ser tratado SEMPRE (isso pode ser detectado muito frequentemente nos cartões de crédito ou Multibanco).

Não esquecer que estamos em PORTUGAL e não no Brasil nem no universo das suas telenovelas. Lá o modo de falar e a cortesia tem regras um tanto diferentes.

E por hoje ficamos por aqui. Vão pensando nisso...! 

Bom trabalho e até amanhã!



terça-feira, 28 de agosto de 2012

IEFP: Falemos agora A SÉRIO

Foi duro o que se disse ontem?


... mas era preciso um abanão...!

Depois da crítica destrutiva, cínica e mordaz, é hora de tomar uma atitude positiva e construtiva.

Como foi caricaturado, desde há vários anos que se vem assistindo a uma progressiva degradação e descrédito da Formação Profissional, incluindo a co-financiada pelo Fundo Social Europeu.


Segundo o nosso ponto de vista, essa situação deve-se, entre outras possíveis, às causas seguintes:
  1. Postura dos empresários das PME, maioritárias no nosso tecido empresarial, que privilegiam a obtenção de resultados no curto prazo com prejuízo de uma evolução sustentada. Efectivamente, ainda não se aperceberam das vantagens de apostarem na Qualidade e na Competência – tanto própria como dos seus colaboradores – as quais só se conseguem através de uma Formação e Aperfeiçoamento constantes. Isto é particularmente importante face à globalização dos mercados que presentemente se verifica.

  1. Fraca qualidade da formação ministrada, devida sobretudo à desmotivação e/ou desinteresse dos formadores experientes (os honorários actualmente praticados/propostos não são entusiasmantes). Isto conduz ao aproveitamento das dificuldades de muitos formadores em início de carreira, que apenas se limitam a vender o seu tempo, não se preocupando com os resultados da sua acção sobre os formandos, tanto a curto como a médio ou longo prazo.

  1. Pouca motivação dos eventuais formandos, que não acreditam na utilidade da formação ou não sentem interesse das suas empresas na aquisição e valorização das novas competências adquiridas. Em muitos casos, são os próprios empregadores a desmotivá-los por “sentirem” a sua autoridade posta em causa por subordinados que “saibam” mais do que eles ou com receio de que, uma vez com essas competências, possam ser levados a mudar de empresa.
  2. Deficiente promoção e divulgação das acções de formação, feita normalmente por funcionários sem qualquer formação específica e que, no seu amadorismo, cometem os maiores atropelos. Como qualquer outro, a Formação Profissional é um produto que tem que ser “vendido”.
  3. Atitude passiva dos Centros de Formação e respectivos funcionários, que se limitam a esperar que apareçam candidaturas às acções de formação, em vez de procurarem activamente dinamizar as inscrições.
  4. Peso excessivo das máquinas burocráticas que absorvem recursos significativos que seriam melhor utilizados onde são mais necessários, isto é, na prossecução dos reais objectivos do Fundo Social Europeu.
  5. Perversão da qualificação de formadores: Não faz qualquer sentido que um formador com apenas formação inicial tenha prioridade sobre um formador já certificado mas cujo CAP tenha expirado. Uma data não define competência.

    A exigência de cursos de requalificação periódicos não é mais do que a justificação para se criarem cursos com avultadas remunerações pela obrigatoriedade dessa reciclagem absolutamente desnecessária. Esses cursos, muitas vezes, não trazem qualquer mais-valia a quem os frequenta. Quem beneficia é apenas a “elite” que os ministra já que introduz no sistema a obrigatoriedade de a eles se assistir periodicamente de modo a assegurar a perpetuidade dos seus rendimentos.

    Repare-se que em nunhuma outra profissão uma pessoa deixa de ser competente porque atingiu um «prazo de validade». Pode sim ascender a níveis superiores através de estudo ou de cursos de formação. Uma bizarra e insensata «originalidade» do IEFP. As pessoas não são propriamente iogurtes...
  6. Favoritismo na selecção de formadores por algumas entidades formadoras, que colocam as amizades acima da competência, confiando a responsabilidade de cursos a amigos sem percurso profissional nas matérias que vão leccionar e que degradam a qualidade da formação, o que devia ser a primeira preocupação dessas mesmas entidades formadoras.

    Umas inspecçõezinhas por pessoal isento e conhecedor vinham muito a calhar.
  7. Deficientes critérios na selecção dos formandos de Aprendizagem, a qual deveria privilegiar a motivação e a apetência pela função. No entanto, em alguns centros, por eventual falta de preparação e/ou inexperiência dos responsáveis, a selecção é feita como serviço social prestado a famílias carenciadas. Resultado: desperdício de verbas, lançamento de maus elementos no mercado de trabalho e degradação da imagem da Formação.
  8. Exclusão de formadores seniores. Ao contrário do que acontece em países com quem teríamos muito a aprender (França, Alemanha, Suíça e países nórdicos), onde é altamente valorizado o aproveitamento do saber das pessoas em fim de carreira, existem em Portugal directivas que proíbem a contratação de formadores na situação de reforma. Se raciocinarmos um pouco, chegamos à conclusão de que existem três combinações possíveis do binómio competência/disponibilidade:
    a) Alta disponibilidade/baixa competência: Pessoas recém-licenciadas à procura de emprego que procuram desesperadamente uma fonte de rendimento mas que ainda não têm competência profissional para transmitir;

    b) Baixa disponibilidade/alta competência: Elementos profissionalmente activos, sabedores dos segredos da arte mas que, maioritariamente, sem tempo disponível para preparar convenientemente as acções de formação e cujo tempo livre para leccionar também é diminuto;

    c) Alta disponibilidade/alta competência: Profissionais que terminaram as suas carreiras, com todo o conhecimento teórico e prático adquirido ao longo da vida e que têm tempo disponível para preparar acções de qualidade e transmitirem as suas competências às gerações mais novas. O facto de ser posto de lado todo o alfobre de experiência representado por estas pessoas precisa de ser considerado como um desperdício de conhecimentos valiosos que poderiam (e deveriam) ser positivamente utilizados no desenvolvimento do país.

    Numa época em que há uma situação de aumento significativo da esperança de vida acompanhada de acentuada quebra da taxa de natalidade (o que coloca em causa a sustentabilidade da Segurança Social) a utilização do saber acumulado das pessoas com mais de 65 anos, poderia constituir como que uma reforma voluntária a tempo parcial em que os beneficiários poderiam dar um contributo sentindo-se úteis, contribuindo com os seus descontos sobre esse trabalho tanto para os cofres do Estado como para os da Segurança Social.
  9. Não remuneração pela qualidade dos textos de apoio e audiovisuais: Qualquer que seja a qualidade, sofisticação ou impacto dos meios de formação e/ou textos de apoio fornecidos ou utilizados pelos formadores, tal não é minimamente recompensado, desincentivando quem procura apresentar um trabalho de qualidade em favor de quem não faz o menor esforço nesse sentido. Saliente-se que em muitos casos nem sequer existem textos de apoio, ou então eles são apenas fotocópias de transparências, livros ou revistas reunidos a esmo, sem qualquer critério.
  10. Falta de incentivo à qualidade da formação: Qualquer que seja a avaliação dos formadores feita pelos formandos, não existe qualquer recompensa ao mérito demonstrado. Deveria existir, sim, uma remuneração adicional ligada à pontuação obtida no final das acções.
  11. Falta de protecção ao trabalho dos formadores, que se preocupam em apresentar textos de apoio e audiovisuais de qualidade não vendo o seu trabalho protegido, antes pelo contrário, vêem-no a ser utilizado por colegas sem escrúpulos que, sem qualquer pudor e com a complacência (ou negligência) das entidades formadoras, copiam os seus manuais e os apresentam como sendo de sua autoria.
  12. Inexistência de fiscalização, já que, salvo honrosas excepções, ninguém se preocupa em fiscalizar a qualidade da formação ministrada, em todas as suas vertentes. Com demasiada frequência surgem situações inconcebíveis, nomeadamente em formação intra-empresa. Quem se dispõe a ir a uma formação em que tem de atravessar poças de lama, enregelar por falta de aquecimento, ou sufocar com temperaturas acima dos 40ºC, por exemplo? Mas, isso, os coordenadores, não se preocupam em fiscalizar.
  13. Obrigatoriedade de duração mínima de 30 horas: As empresas (salvo nos casos de certas formações técnicas mais exigentes ou quando necessitam de ocupar pessoal momentaneamente excedentário) não podem dispensar os seus activos por períodos de tempo prolongados. Também, para os próprios activos que desejem aperfeiçoar os seus conhecimentos por iniciativa própria em horário pós-laboral, o vínculo a uma acção que se vai prolongar por 2 ou 3 meses pode ser inibidor e desmotivante. Parece-nos muito mais interessante módulos de 12 a 15 horas, dedicados a temas específicos, do que um amontoado de temas arrastando-se indefinidamente no tempo.
  14. Exigência em alguns centros de um curso superior para formações acima do nível 2: Licenciatura, Bacharelato, Mestrado ou Doutoramento não são garantia de competência profissional ou qualidade pedagógica. Ao longo da vida profissional, todos temos aprendido muito com pessoas com o chamado «saber de experiência feito» que foram grandes formadores sem que tenham polido os bancos de qualquer faculdade. (Thomas Edison ou Bill Gates, por exemplo, não concluíram qualquer curso superior).
  15. Retenção de honorários por parte de entidades formadoras privadas para pagamento a formadores a quem são muitas vezes exigidos recibos antecipadamente e que ficam indefinidamente à espera dos seu honorários (por vezes não recebidos por prescrição).

    Para quando uma fiscalização adequada pelos órgãos de tutela?
Face a este conjunto de situações, parece fazer falta a criação de uma organização profissional que, por exemplo e provisoriamente se poderia denominar

Sociedade Portuguesa de Formação Profissional (SPFP)

com o objectivo de, em colaboração com os organismos responsáveis, restaurar a dignidade e o prestígio da Formação Profissional, bem como defender os direitos dos formadores idóneos e incentivar a uma cultura de excelência que conduza a serviços de qualidade que sejam merecedores de remunerações justas e dignas.

Imaginam-se bem as pressões e os riscos que correriam os formadores que venham a ter a «leviandade» ou a «temeridade» de se associar abertamente a uma cruzada deste tipo que, afinal, é no interesse de todos quantos desejem uma Formação Profissional honesta e ao serviço do País.

Quem sabe ainda se consegue que alguém nos dê ouvidos? Afinal voltará a haver eleições não tarda nada e, se tal movimento tiver consistência, talvez se possa fazer corrigir alguma coisa.

Pensem nisso. Até amanhã!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Bem hajam Senhores Ministros!


Já se dignaram deitar uma vista de olhos pelos regulamentos em vigor e pelos procedimentos do IEFP?

Da humilde insignificância das minhas curtas vistas, rendo-vos a mais rasgada homenagem à luz da inteligência dos vossos antecessores que tanto tem feito em prol do sucesso da Formação Profissional em Portugal.

Não encontro palavras para descrever a sublime política de permitir ao IEFP a fulgurante medida económica de reduzir os honorários dos formadores, permitindo a realização de muitas mais horas de formação com os mesmos custos. Verdade que o povo ingrato não frequenta essas acções, que só deveriam contribuir para o seu desenvolvimento intelectual, já que, no que diz respeito às competências profissionais, eles preferem desenvolvê-las penosamente no posto de trabalho devido à excessiva competência dos formadores contratados a 15€/hora.

É para mim especialmente difícil encontrar superlativos que consigam dar suficiente realce à generosa e altruísta medida de permitir a professores contratados do ensino básico e secundário, complementarem os seus magros salários com aulas nos Centros de Formação, mesmo que à custa (certamente mais do que justificada) do aumento do seu absentismo às horas de presença nos estabelecimentos a que estão adstritos.
Claro que esta medida se justifica plenamente, dado que os muitos docentes aposentados já não têm competência para dar ao País os frutos das suas longas carreiras dedicadas ao rigor e aos grandes valores morais que hoje estão manifestamente obsoletos e ultrapassados na progressista, dinâmica e sofisticada sociedade dos nossos dias.

Tão razoável e inteligente este conceito me parece ser que, ao que me foi dito por fonte insuspeita, o IEFP terá emitido um despacho dirigido aos seus centros de formação no sentido de não serem contratados formadores na situação de reformados, por muito competente e rigoroso que tivesse sido o seu percurso profissional e reconhecidas as suas competências técnicas e pedagógicas.

Iguais encómios merece a soberba ideia da regulamentação da carreira de formador com obrigatoriedade de renovação do Certificado de Aptidão Pedagógica (vulgo CAP), coagindo os formadores experientes e rotinados (não confundir com «rotineiros») a frequentarem cursos que não trazem qualquer valor acrescentado, a não ser à «elite» dos profissionais de formação de formadores que, coitados, têm que justificar e reforçar os seus honorários que, curiosamente, são pagos acima dos 35€/hora.


Na minha ignorância e estupidez naturais, parecer-me-ia muito mais lógico e motivador que esses cursos existissem para uma sensata progressão na carreira que habilitasse os formadores a ministrar formação progressivamente mais exigente desde os níveis de Formação de I até ao V da União Europeia, com remunerações sucessivamente ajustadas ao nível intelectual dos formando aos quais se dirigem. Isso sim, seria motivador para o progresso na carreira, pelo aumento da qualidade intrínseca da formação. Mas quem sou eu para opinar em oposição às mentes brilhantes que nos governam?

Outra solução digna de um Peter Drucker ou Michael Porter é a obrigatoriedade das empresas darem anualmente 30 horas de formação aos seus trabalhadores. Simplesmente genial. Há que gastar os milhões da União Europeia e se as empresas e os seus empregados não o fazem a bem, fazem-no a mal, que para isso é que existe o Governo. Mesmo que seja formação que não serve para coisa nenhuma e na qual os formandos nem sequer põem os pés. Mesmo que resulte no prejuízo de horas de trabalho para as organizações. Mesmo que isso não contribua para algo mais útil do que o avolumar do ego de quem vive à custa da Formação.

Mas as horas foram registadas, as estatísticas aumentam, dão-se uns trocos a uns formadorzitos recém-formados que aceitam qualquer esmola que se lhes dê, que não têm experiência de coisa alguma mas que tiraram o CAP na esperança de arranjar qualquer trabalhito e alguém dirá alegremente que Portugal se aproxima do «pelotão da frente» da União Europeia em horas de formação. Os outros países vão continuando a passar-nos à frente. Mas algo se deve estar a passar em nosso benefício. Deve haver algo que eu não estou a ver. Eu só posso estar errado.

A verdade é que eu devo ser mesmo intelectualmente muito limitado, porque não posso admitir que não exista uma explicação lógica e inatacável que justifique estas situações.

E que dizer da generosa partilha que o IEFP consente do trabalho dos formadores que queimaram as pestanas a fazer pesquisa, que dedicaram longas horas a coligir e preparar manuais de qualidade os quais, miraculosamente, aparecem por todo o lado em cursos dados pelos mais diversos «profissionais»?

Claro que nem toda a gente tem a vontade, o talento e a dedicação de fazer um trabalho asseado. Mas como todo o mundo tem obrigação de apresentar obra bem feita, há que não questionar a origem dos manuais que se apresentam (afinal o pessoal do IEFP tem muito que fazer e não pode preocupar-se em controlar a honestidade das pessoas, não é verdade?). Dá muito trabalho ver se os manuais ou o material apresentado já apareceram noutros casos.

Para quê ralar-me? Se os formadores deixarem de apresentar coisas originais, paciência. Quem vier atrás que feche a porta.

Na busca destes esclarecimentos, ouso perguntar mais uma vez:

QUEM ME ACODE?

Pensem nisto. Até amanhã!